Este é um Blog para família. Tem cultura, cuidado com filhos,amor próprio,auto-ajuda,espiritualidade,momentosde alegria e muito mais... Por ser um Blog simples vc vai gostar!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Mulher
É a moça da cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição
O poder que nos levanta
A força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz...
Dona...
A mulher convive com este estigma desde sempre. Ora heroína, ora vilã. Ora mãe e amante, ora responsável por todos os males. Ora "mãe de todos os viventes", ora aquela que nos induz ao erro. Quando somos bem-sucedidos, a classificamos como nossa coadjuvante, aquela "grande mulher que vive à sombra, atrás de todo grande homem". Mas quando fracassamos, damos sempre um jeito de acusá-la de ser a protagonista da conspiração que nos derrubou.
A dor do parto não foi a única que aumentou desde então. Aumentou também a dor da rejeição, da violência doméstica, do preconceito, da cobrança.
Parafraseando Erasmo Carlos, "dizem que mulher é o sexo frágil... que mentira absurda!" Frágeis éramos todos nós quando fomos aconchegados no ventre-refúgio de uma mulher.
A todas as mulheres, meu sincero desejo de um Feliz Dia Internacional da Mulher
Sérgio Muller
quinta-feira, 7 de março de 2013
Amar não é trocar
Eu estava pensando esses dias sobre o amor que tanto ouvimos falar por aí e parece que virou moda dizer: “Te amo tanto amiga(o)”, “Você é tão preciosa(o) para mim”, “Você é um presente de Deus na minha vida”, e por aí vai.
A cada dia tenho descoberto o quanto esse amor que é oferecido é pobre, frio e sem consistência.
No fundo, é um amor de trocas, (você me ama, por isso eu te amo) e de muitas cobranças (o mundo gira em redor de mim), ou seja, um amor de segunda categoria…
Que tristeza!
Amor exige doação, “compreensão”, que parece que saiu de moda hoje em dia.
Quem ama de verdade busca desinteressadamente o bem do outro.
Sempre será necessário esquecer de si mesmo, e buscar o melhor para aqueles a quem amamos.
Às vezes, será sentar com ela e ouvi-la(o) mesmo sendo naquele dia que você pagaria uma fortuna para ficar em silencio e não ouvir ninguém, ou simplesmente, respeitar o seu silêncio…
Respeito também não deveria sair de moda.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Falsa imagem
Quando você é real na sua “música” as pessoas percebem e elas sentem a sua autenticidade. Wynonna Judd
Um dos mais dolorosos tipos de conflito é também o mais fácil de ser evitado. É o conflito que você tem com você mesmo. Quando a pessoa do lado de dentro está em conflito com a pessoa que está do lado de fora isso suga a sua energia e traz um enorme prejuízo à sua credibilidade.
Diante desse cenário, tudo o que você tem a fazer é ser completamente honesto a respeito de quem você realmente é. Abandone a falsa imagem e você irá se livrar de uma grande carga emocional. Pare de fingir. Pare de tentar ser alguém que você não é. Mesmo que você fosse capaz de gerenciar essa falsa imagem, isso não lhe traria absolutamente nada de real valor.
O valor real é a pessoa que você realmente é. Não existe a mínima necessidade de viver em conflito consigo mesmo, nem por um minuto sequer. Deixe que a verdade brilhe através de você.
Nélio DaSilva
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Iluminando seu dia!
Um pessimista vê dificuldades em cada oportunidade; um otimista vê oportunidades em cada dificuldade. Winston Churchill
N os próximos cinco minutos, você pode viver num mais iluminado e positivo mundo. Nos próximos cinco minutos, um dia insípido pode ser transformado num dia cheio de positivas perspectivas. Como isso pode acontecer? Simplesmente por causa de você.
Não é necessário muito para trazer um pouco de luz para o seu mundo. Porém, isso pode fazer uma tremenda diferença para todos aqueles que estão ao seu redor. Um sorriso é uma ótima maneira por onde começar. Uma palavra amorosa, um ato de ajuda, uma genuína paciência e boa dose de compreensão trarão uma luminosidade ainda maior ao seu dia.
Ilumine o seu mundo apenas um pouquinho mais e essa luz será refletida muito mais do que você imagina. Você não precisa ficar encalhado dentro de um dia que parece não estar indo a lugar nenhum. Invista um pequeno tempo, faça um pequeno esforço, ilumine o seu mundo e você verá como as coisas, muito rapidamente, tomarão uma forma muito mais agradável.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Apaixonar-se
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Coisas que Levei Anos Para Aprender
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A emoção do amor
Quando nasce o amor?
Quando estamos carentes e alguém se aproxima com mãos estendidas?
Ou quando nos abrimos para a vida e despertamos paixões?
Será que existe uma lógica no amor?
Somos nós quem decidimos a hora de amar, ou o amor é realmente um laço, um passo para uma armadilha?
Se podemos viver o amor, por que nos ausentamos, por que nos decepcionamos tanto e queremos fugir dele?
Por que apostamos tanto em alguém, e chegamos ao ponto de transferir nossa felicidade para outras mãos?
Será medo da realidade, uma fuga de nós mesmos?
Será que é possível viver um amor onde apenas a verdade, e somente a verdade seja a base da relação?.
Será que devemos evitar a máscara que colocamos no amor? Será que devemos ser tão realistas e secos para evitar a dor?
A dor, o amor, o calor, o desejo, o momento, a vida, uma explosão de todas as cores, de todos os sentidos, se você não se lembra mais, o amor provoca vertigens, espalha fogo por todos os lados, é um querer até sem querer, é uma transformação radical em nosso metabolismo físico, mental e espiritual, quando amamos chegamos mais perto dos anjos…
Por isso, se tiver que optar, entre o vazio da razão, por medo de sofrer uma decepção e amargar meu dia, ainda assim, prefiro o risco do amor, que embeleza a vida, dá motivação renovada, e transforma o mundo, as pessoas e as atitudes, deixando tudo mais bonito, leve e eterno.
O amor é eterno, mesmo quando dura pouco, a emoção nunca se perde, as pessoas vão, partem, mas fica sempre um perfume de saudade, fica sempre uma recordação gostosa, por isso, amar sempre vale a pena. só os tolos tem medo de amar…
(Autoria: Paulo Roberto Gaefke)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
TER UM HOBBY PODE SER MUITO SAUDÁVEL
Você sabia que ter um hobby é um excelente motivo para melhorar sua qualidade de vida? Hobby é um passatempo, algo que você goste de fazer nas horas livres, ou seja, algo que você tenha prazer em fazer. A prática constante do hobby ‘obriga’ o seu cérebro a desligar-se de todos os problemas e preocupações, fazendo com que você relaxe. Estando concentrado em uma atividade que goste, gerará uma sensação deliciosa de bem-estar.
Outro fator muito positivo é que o fato de você não estar pensando em seus problemas faz com que seu corpo funcione melhor, aliviando o estresse e melhorando os batimentos cardíacos, a circulação, a digestão, a memória e outras funcionalidades corporais, além de promover ganho emocional, psicológico e, se realizado em grupo, social. Com tantos benefícios, que tal descobrir qual é o seu hobby agora?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Imagine
“Fizeram-nos acreditar que amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que o amor não é accionado, nem chega com hora marcada. Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém na nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável. Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não nos contaram que ninguém nos vai dizer isto. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando estiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém” Imagine todas as pessoas Vivendo para o hoje Imagine não existir países Não é difícil de fazê-lo Nada para matar ou por morrer Imagine todas as pessoas Vivendo em paz Talvez você diga que eu sou um sonhador Mas não sou o único Desejo que um dia você se junte a nós E o mundo, então, será como um só Imagine não existir posses Surpreenderia-me se você conseguisse Inexistir necessidades e fome Uma irmandade humana Imagine todas as pessoas Partilhando o mundo.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Dia especial.... HOJE!
“Cada dia que vivemos, é uma ocasião especial”
Portanto vamos ler mais e dedicar menos tempo na limpeza da casa.
Sentar na varanda e admirar a paisagem, sem precisar reparar se tem ou não ervas daninhas no jardim.
Passar mais tempo em companhia da minha família e dos meus amigos, e bem menos tempo trabalhando para os outros.
Me dei conta que a vida é um conjunto de experiências para serem apreciadas e não sobrevividas.
Não guarde quase nada. Uso copos de cristal todos os dias.
Visto roupas novas para ir fazer compras no supermercado, se estiver com vontade de vestí-las.
Não guardo o melhor frasco de perfume para as festas especiais, mas uso quando quero sentir sua fragrancia. As frases “um dia…” e“um dia destes…”, estão desaparecendo do meu vocabulario.
Vamos fazer tudo que temos vontade, hoje…
Me chatearia pensar que não escrevi as cartas que queria porque a intenção de escrevé-las era “um dias destes…”
Me chatearia e me deixaria ainda mais triste saber que deixei de dizer aos meus irmãos e “filhos”,com suficiente frequencia, o quanto amo todos eles. Agora procuro não retardar, esquecer ou conservar nada mais que poderia acrescentar sorrisos de felicidade e alegria à minha vida.
Cada dia que passa, digo para mim mesmo que este é um dia muito especial.
Cada dia, cada hora, cada minuto que passa… é especial!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Vida generosa
O que fazemos para nós mesmos, morre conosco; o que fazemos para os outros e para o mundo torna-se imortal.
Permita-se ser inspirado, pois assim você estará também se capacitando a ser inspirado. Esteja aberto às críticas e você se colocará numa estratégica posição de aprimoramento. Permita-se ser desafiado e você será automaticamente compelido a crescer muito mais forte. Discipline-se a se manter focado e você estará se recompensando com grandes realizações.
O tipo de rosto que você apresenta ao mundo determina o tipo de mundo que você vê e experimenta. Aquilo que você obtém nesta vida está diretamente conectado a como você é, a como você age e pela maneira como você pensa e sente. O mundo exterior é surpreendentemente um espelho exato da sua substância interior. As suas escolhas determinam as suas realidades de ambas maneiras: algumas são óbvias, outras, porém, se apresentam de maneira que você nem pode sequer imaginar.
É impossível enganar a vida, portanto, nem tente. Em vez disso, coloque a sua energia e seus esforços numa maneira honesta, autêntica e generosa de viver. As coisas boas que brotam de você são constantemente transformadas em coisas boas e valiosas que voltam para você. Essa é a lei inexorável da vida. Dê e será dado a você!
Nélio DaSilva
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Carroça Vazia
Certa manha, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar
um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de
um pequeno silencio me perguntou:
- Alem do cantar dos pássaros,
você esta ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, e uma carroça vazia .
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça esta vazia,
se ainda não a vimos?
Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma
carroça está vazia; por causa do barulho.
Quanto mais vazia a carroça maior e o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e ate hoje, quando vejo uma pessoa
falando demais, gritando (no sentido de intimidar),
tratando o próximo com groceria inoportuna,
prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e,
querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade
absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai
dizendo: "Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz..."
Autor desconhecido
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O Homem e o Poder
O homem é o animal mais fácil de domar. Ele é facilmente enganado e seduzido por coisas superficiais como a beleza, a fama, o dinheiro, a reputação e o poder. Às vezes parecem tolos e, mesmo que se esforcem, não conseguem enxergar as coisas que acontecem à sua volta. A convivência do homem com o poder acaba lhe proporcionando todas as demais tentações. O requinte atrai a beleza. A escalada rumo a ascensão natural traz a fama que, às vezes, embriaga e proporciona o assédio e a bajulação! Nasce, então, o elogio fácil! O poder alivia mágoas, elimina frustrações, massageia o ego, satisfaz o espírito, dá garantias, segurança, encobre situações e mascara as até então transparentes verdades do homem. Todos os sintomas desse realismo fantástico podem, no entanto, ser medido e constatado quando o poder se vai. Não são muitos os homens que sabem conviver com o fascínio resultante do poder. Em menor quantidade são aqueles que sabem perde-lo! No auge, são poucos os homens que conservam os seus hábitos, as suas amizades e sentam-se à mesa como simples mortais. Felizes desses, porque serão sempre brindados pelos amigos que conquistaram, quando o poder se for. E o poder se vai! Quando o poder se vai, curiosamente vão-se os ‘amigos’ e com eles toda uma legião de oportunistas. Vale lembrar que, na gangorra dessa vida, um dia se sobe e no outro se desce. Essa alternância que a vida estabelece proporciona ao povo conhecer o verdadeiro caráter de um homem que teve o poder nas mãos. Proporciona também, e principalmente, ao homem avaliar as pessoas que vivem ao seu lado e à sua volta.
(Ferreira Leite)
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Bar ruim é lindo, bicho. - de Antonio Prata
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem.)
No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocandoreggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).
– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
do livro As Cem Melhores Crônicas Brasileiras,ed Objetiva e organizado por Joaquim Ferreira dos Santos.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Casa ou Lar?
Casa é uma construção de cimento e tijolos.
Lar é uma construção de valores e princípios.
Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio…
Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.
Numa casa criamos e alimentamos problemas.
O lar é o centro de resolução de problemas.
Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam.
Numa casa desdenha-se dos nossos valores.
No lar sonhamos juntos.
Numa casa nascem muitas lágrimas.
Num lar plantam-se sorrisos.
A casa é um nó que oprime, sufoca…
O lar é um ninho que aconchega.
Se você ainda mora em uma casa, te convido a transformá-la, com urgência, em um lar.
Texto de: Abigail Guimarães (inspirada numa reflexão de Alba Magalhães David).
domingo, 6 de janeiro de 2013
Jamais se arrependerás
Jamais se arrependerás
Jamais se arrependerás de ter refreado a língua, quando teve. Vontade de dizer o que não convinha ou o que não era verdade.
De não ter julgado com severidade os atos alheios, ignorando. A real motivação de cada ser. Jamais se arrependerás de ter perdoado aqueles que te magoaram.
De ter cumprido pontualmente suas promessas. Jamais se arrependerás de ter suportado com paciência as faltas alheias. De ter ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos. Jamais se arrependerás de ter pedido perdão pelas faltas cometidas. De ter reparado o mal que causastes. De ter pensado antes de falar. De ter honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes. De ter sido cortês e honesto em tudo e com todos. Jamais se arrependerás de ter ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança. De ter sido capaz de cativar um coração e de ter feito uma amizade verdadeira. De ter oferecido pão a um faminto e consolo a um aflito; De desviar do caminho errado e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que essa possa ser. Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de sua Vida. Pode optar quais posturas que assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida. Você é o senhor de seus passos e o dono de seu futuro. Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história. Por mais que os outros possam atingi-lo, somente os seus próprios atos, suas reações é que definirão os rumos do teu destino. Antes de agir, reflita com ponderação e sabedoria. O arrependimento nas decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira o fará sofrer. Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e alegria. Para o homem de bem não interessa o reconhecimento pelo seu ato, nem gratidões e honrarias. A consciência tranqüila e a certeza de que se fez o melhor e o possível, é o suficiente para apaziguar o coração. Siga sempre pelo caminho do bem, e jamais se arrependerás dessa escolha. Utilize seus talentos, use a iniciativa e dê início aos seus projetos com amor, coragem e dedicação. Esse será o segredo do seu sucesso.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Olhando para frente!
Quero começar esse dia desejando a você um FELIZ 2013!
Bom, mas vamos em frente, pois daqui a pouco, querendo ou não, as festas já estarão começando a ser esquecidas. As únicas lembranças delas serão as fotos que tiramos. E por falar nisso, muitos querem esquecer o ano que passou, enquanto outros guardam boas e más recordações do ano que passou. O que vem pela frente ainda é desconhecido.
O passado talvez deva ter para nós a mesma função que o espelho retrovisor tem para o automóvel. Quando seguimos com nosso carro em uma autoestrada, muitas vezes encontramos veículos que precisam ser ultrapassados devido à lentidão em que estão na pista. Mas, antes de ultrapassarmos, precisamos dar uma olhada no retrovisor para termos certeza de que a ultrapassagem é segura.
O ano que passou talvez traga recordações amargas que dificilmente serão esquecidas, mas precisamos aprender a lidar com elas. Por mais que nos esforcemos, não podemos mudar o passado.
Talvez se fizéssemos parte de algum filme de ficção, poderíamos criar uma máquina igual a do antigo seriado de TV “O Túnel do Tempo”, em que os personagens podiam voltar no tempo para ajudar a consertar situações.
Mas isso é só ficção. A realidade é que precisamos aprender a usar o passado como uma alavanca que nos impulsiona para frente.
Que você tenha grandes expectativas para 2013, e que você baseie seus próximos 365 dias não naquilo que você é capaz de fazer por sua vida.
E lembre-se daquela famosa frase, cujo autor não consigo lembrar nesse momento: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A REVOLUÇÃO DO POUQUINHO
*Eduardo Zugaib
Motivação é algo subjetivo para muita gente, principalmente quando está sujeita apenas à eventos externos e decisões alheias, fortes o suficiente para nos transformar da noite para o dia em outra pessoa: “Se eu mudasse de emprego, com certeza seria muito mais motivado” ou “se Fulano ou Fulana fizer tal coisa, eu serei mais feliz”.
Quando delegamos as nossas possibilidades de crescimento pessoal ao futuro ou às pessoas com quem convivemos, deixamos a nossa capacidade de mobilização no modo “pausa”, correndo o risco de passar uma vida toda esperando a tal da motivação aparecer.
A base da automotivação reside na busca de significado naquilo que fazemos. Se não há significado, as relações pessoa-pessoa ou pessoa-trabalho tornam-se frágeis. Senso de propósito não é algo que surge de forma explosiva, mas sim, que se constrói com as pequenas opções que fazemos todos os dias, aos “pouquinhos” sobre os quais temos um poder mais forte de decisão e de controle.
O “insight”, que é a visão da mudança, não é a mudança em si, que precisa ser incorporada no dia-a-dia, tornando-se um hábito. É na força do hábito que a curva da mudança ganha força e a revolução acontece.
Tomar banho diariamente, por exemplo, é uma mudança que consolidou-se no século passado. Este é o exemplo de um dos pouquinhos que a humanidade incorporou como hábito e que melhorou fatores como a higiene, a saúde, o bem-estar e a autoestima das pessoas. Imagine se hoje optássemos por eliminar o banho diário de nossas vidas. Pensou no estrago? Pense agora em algo que você sabe que precisa mudar, aquela decisão que você considera crucial e no pouquinho que você pode fazer por dia, para caminhar em direção a essa ela. A Visualização é a primeira parte da Revolução do Pouquinho.
Na segunda parte, que trata do Compromisso da Continuidade, é onde reside o perigo. Por tratar-se de “pouquinhos” apenas, tendemos a ser autocomplacentes perdoando toda derrapada, como se ela não fosse fazer diferença. E assim fumamos só mais um cigarro, mesmo já tendo decidido parar de fumar. Comemos só mais um bombom da caixa, mesmo já tendo decidido reduzir o açúcar. Nos permitimos perder a cabeça numa situação conflituosa, mesmo já tendo percebido ou sido avisado sobre a necessidade de maneirar a nossa agressividade e por aí vai. Afinal, é só um pouquinho, certo? Sim, o mesmo pouquinho que ajuda, também põe em risco o todo.
Nas decisões diárias, pequenas e persistentes, é que a revolução acontece. Os pontos fracos são trabalhados de forma tranquila e serena, tornando a mudança um aprendizado, não apenas um evento. Se uma pessoa que já carrega o rótulo de mal humorada no ambiente de trabalho chega um dia feliz da vida, cumprimentando e distribuindo a todos a simpatia e o afeto que negou-se a fazer até então, o que pensamos? Como a mudança não é um interruptor liga/desliga, atitudes assim geram desconfiança.
Aquele mau hábito que temos e que precisamos eliminar, ou o bom hábito que desejamos conquistar e consolidar em nossas vidas, entre eles o hábito da motivação, tornam-se muito mais atingíveis quando optamos pelo pequeno compromisso diário de mudança, cumprindo-o com determinação, sem concessões. No ano que vem por aí, que tal parar de acreditar que a mudança virá a galope ou num bilhete de loteria, após os frágeis compromissos de ano-novo de sempre? Que tal assumir para si mesmo a Revolução do Pouquinho?
Melhorando um pouquinho a cada dia, após alguns meses, teremos construído uma verdadeira revolução em nossas vidas. Em 2013, uma feliz revolução pra você!
*EDUARDO ZUGAIB é escritor, profissional de comunicação e marketing, professor de pós-graduação, palestrante motivacional e comportamental. Ministra treinamentos nas áreas de Desenvolvimento Humano e Performance Organizacional. www.eduardozugaib.com.br
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Natal
Natal não é um só: um é o Natal do egoísmo e da tirania, outro é o Natal da abnegação e da humildade; um é o Natal do ódio e do ressentimento, outro é o Natal do perdão e da reconciliação; um é o Natal da inveja e da competição, outro é o Natal de dar e de receber amor; um é o Natal da mansão, outro é o Natal do casebre; um é o Natal do prazer e do amor, outro é o Natal do abuso e da infidelidade; um é o Natal no templo com orquestra e coral, outro é o Natal das prisões e dos hospitais; um é o Natal do shopping e do papai noel, outro é o Natal do presépio e do menino Jesus.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Definição de AVÔ
Redação de uma menina de 8 anos, publicada no Jornal do Cartaxo, em Floripa - SC.
Um avô é um homem que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos
outros. Os avôs não têm nada para fazer, a não ser estarem ali. Quando
nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas nem
nas lagartas. Nunca dizem: Some daqui!, Vai dormir!, Agora não!, Vai
pro quarto pensar! Normalmente são gordos, mas mesmo assim conseguem
abotoar os nossos sapatos. Sabem sempre o que a gente quer. Só eles
sabem como ninguém a comida que a gente quer comer. Os avôs usam
óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes. Os avôs não
precisam ir ao cabeleireiro, pois são carecas ou estão sempre com os
cabelos arrumadinhos. Quando nos contam histórias nunca pulam partes e
não se importam de contar a mesma história várias vezes. Os avôs são
as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós. Não são tão
fracos como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Todas as
pessoas devem fazer o possível para ter um avô, ainda mais se não
tiverem televisão.
Ana Paula.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O que temos visto?
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes. Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não! Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... Sexo de academia.
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas.
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza".
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos.
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário... Pra chegar a escrever essas bobagens? (Mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas.
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida. E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois... Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado.
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out ou in.
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na Playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "Amo você", "fica comigo"... Então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
(Arnaldo Jabor)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Tranquilidade no Natal
Um homem tranquilo e uma mulher serena olham para um bebê adormecido. Um bebê tão sem igual que – diz pelo menos uma canção em inglês – “nenhum choro ele fez”.
Pastores adorando. Animais mansinhos numa luz dourada. É a cena tradicional de Natal que é reproduzido nesta época do ano.
Eu posso imaginar muitas pessoas passando de longe de uma cena tão calma e encantada este ano.
A vida é complexa e dura. Há ansiedades. Pessoas estão preocupadas sobre impostos e problemas de saúde, crises familiares e problemas pessoais. É uma realidade bem distante daquele primeiro e tenro Natal.
Será que é mesmo? Creio que não!
Olhe um pouco além da propaganda, e considere os fatos!
César Augusto exigiu que todas as pessoas registrassem em um censo por causa do programa de tributação romano – que as pessoas temeram e ressentiram.
Maria estava no último mês de uma gravidez – mais de cento e cinquenta quilômetros de casa e sem a mãe dela ou uma parteira. José certamente sentia uma mistura de medo sobre o estado precário de Maria e irritação por não ter nenhum alojamento melhor para ela do que um abrigo de animais.
Antes mesmo daquela noite desastrada, José e Maria haviam sido objetos de cochichos e fofocas numa cultura repleta de vergonha devido à gravidez dela.
Pastores estiveram lá, tudo bem, mas eles estavam mais confusos que qualquer outro por causa daquilo que eles estavam vendo e tentando entender.
Não há nenhum motivo para pensar que o abrigo ou a caverna onde tudo isso transcorria era qualquer coisa, a não ser fedorento e barulhento como sempre – só interrompido naquela noite pelos gemidos de uma mãe em trabalho de parto e os gritos de um recém-nascido.
Se você estiver tentado a se distanciar do Natal este ano por causa de estresse, finanças, vergonha, problemas familiares, ou o caos da vida comum, não faça isso!
Já que a experiência humana é tão desafiadora, que você não esta sozinho neste nada-tranquilo mundo de 2012.
* Adaptado dos escritos de Rubel Shelley.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Tenacidade
Quando você cair, caia de costas; porque se você pode olhar para cima, você consegue se levantar. Les Brown
Quando foi a última vez em que você viu uma criança dar seus primeiros passos? Ela ensaiou uma tentativa de passo e caiu; levantou-se e caiu novamente. Algumas vezes na queda bateu com a cabeça, cortou os lábios, e na tentativa de segurar em algo trouxe tudo para baixo. No entanto ela continuou tentando, até que seus passos se tornaram firmes e ela pôde caminhar com segurança por toda a sala.
Uma criança nos seus primeiros passos tropeça, mas nem sempre cai, necessariamente. Contudo, quando isso acontece ela simplesmente segue em frente. Essa criança parece não se importar com sua perfórmance desengonçada; tampouco se as pessoas estão rindo dela ou não. Na verdade ela nem sequer se impressiona com o número de vezes em que irá cair. Pelo contrário: ela persiste em caminhar, até que seus passos estejam totalmente firmes.
Quando foi que você perdeu a tenacidade de continuar seguindo em frente, mesmo com todas as quedas e tropeções?
Nélio DaSilva
sábado, 1 de dezembro de 2012
Vale a reflexâo
Esta carta foi enviada ao Banco Itaú, porém, devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras. Tenho que prestar reverência ao brasileiro(a) que, apesar de ser altamente explorado(a), ainda consegue manter o bom humor.
Senhores Diretores do Banco Itaú,
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.
Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..
Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.
Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito'"- equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.
Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos
gerentes inescrupulosos.
Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".
- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a manutenção da conta" semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho".
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma!
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.
Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..
Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, vocês concordam o quanto são abusivas.!?!
ENTÃO ENVIEM A QUANTOS CONTATOS PUDEREM.
VAMOS VER SE MEXE COM A CABEÇA DE QUEM FEZ ESSAS LEIS PARA PENSAREM O QUANTO ESTÃO ERRADOS!!!
Já fiz minha parte enviando para você.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Para Maria da Graça
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥!!!
por PAULO MENDES CAMPOS
DO LIVRO O AMOR ACABA
Quando ela chegou à idade avançada de 15 anos eu lhe dei de presente o livro Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucuras. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca.
Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego"?
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece esta palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. "A porta do poço!". Só as criaturas humanas, nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados, conseguem abrir uma porta bem fechada e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e tens a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências.
Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece geralmente às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolos; nem toda sabedoria tem de ser séria ou profunda.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon!" Pois viver é falar de acordo em casa de enforcado. Por isso te digo para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostaria de gatos se fosse eu?"
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os corredores chegam exausto a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não conseguirá saber quem venceu. Para o bolso: se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.
Disse o ratinho: "Minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance." Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois um romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo". Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crecer novamente.
E escuta está parábola perfeita: Alice tinha diminuíndo tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida toda uma quantidade imensa de camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem-disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nosso domínio disfarçado de camundongo. Mas como tomar o pequeno por grande e o grande por queno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa médica para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixa preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de sofrimento ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".
Conclusão: a própria dor tem a sua medida. É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Compreensão
Cada pessoa com a qual você interage, traz consigo sonhos, esperanças, alegrias, dores, problemas, habilidades, interesses e opiniões. Apesar de você não concordar – ou sequer gostar daquela pessoa, – o fato é que respeito e a compreensão sempre tem o seu lugar. Dick Goodman
Sempre se lembre quando interagir com alguém que esse alguém é uma pessoa. O recipiente do seu e-mail, a voz ao telefone, o indivíduo esperando atrás daquela linha, ou atrás do balcão é uma pessoa.
As pessoas no seu mundo acrescentam riquezas e valores à sua vida. Separe um tempo e cuidado para tratá-las não como números, não como transações, não como objetos dimensionais, mas como alguém vivo e carregado de sentimentos.
Valorize as suas interações com muito carinho e dê à elas a sua total atenção. Alimente, nutra os seus relacionamentos e edifique-os constantemente com amor. Observe, tome nota, aprecie e interaja com consideração, não apenas as pessoas que você conhece, mas também as que você não conhece. Com sinceridade, valorize as pessoas ao seu redor e você estará acrescentando inestimáveis valores à sua própria vida.
NDS
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Pequenas decisões de uma só pessoa acabam por modificar a vida de outros!
Não nos é possível escapar das conseqüências de nossas ações e reações… Pois em princípio o que damos queremos também receber… E quando isso não acontece surge a decepção, a frustração e a sensação de desamor…
Sim, vive o ser humano a angústia de que ao dar felicidade deve receber felicidade…
Mas que se der tristeza, não deve receber tristeza e sim alegria e felicidade… E como em geral tudo em nossa vida, não é tão certo nem previsível, nem sempre a cada as qualidades e virtudes, de um, são devidamente valorizadas pelo outro… Sim, a vida não premia alguém por ser ou não ser o melhor, o mais inteligente, o mais dedicado, o mais correto, honesto ou justo…
A vida abre portas e janelas cabendo, a cada um, a escolha de por onde vai entrar… Ou sair…
E se alguns não alcançam o sonhado e desejado não se deve a destino ou a má sorte. Se deve a opções mal feitas ou erradas… A desvios que foram tomados e que os afastaram da estrada principal!
Pois nem sempre a melhor trilha é aquela mais curta ou aquela que está revestida por um maravilhoso asfalto! E uma estrada de barro ou de areia pode, muitas vezes, ser o melhor caminho…
Sim, ser ou não feliz não depende da sorte! Depende apenas de nós, de nossas ações, reações, opções e decisões…
De como valorizamos ou não pequenas coisas…
De como atuamos em relação a nós mesmos e aos outros… De como entendemos o que eles desejam e querem e de como nós agimos em relação ao que nós, também, desejamos e queremos… E mais nada!
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
mulé é um bicho burro mesmo
Livro - Mulé é um Bicho Burro Mermo! - Varios Autores
As autoras mostram, com linguagem simples e escrachada, mas cheia de humor inteligente, sua aventuras e desventuras amorosas: as dores de cotovelo, os foras e as situações inusitadas que comprovam a capacidade infinita, incoerente e inimaginável que as mulheres têm de emburrecer quando estão amando.
Título
Mulé é um Bicho Burro Mermo!
ISBN
9788577881239
Páginas
152
Edição
1
Tipo de capa
BROCHURA
Editora
Matrix Editora
Ano
2009
Assunto
Auto-Ajuda
Idioma
Português
Código de Barras
9788577881239
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Corra atrás dos seus sonhos
Nunca diga que algo é impossível… As coisas são no máximo improváveis Mas nunca impossíveis!
Não desperdice nenhuma chance de sua vida; Afinal, a sorte não bate todo dia á nossa porta. Tenha discernimento para saber o que é certo e o que é errado.
Seja humilde E fiel sempre….
Seja com um amigo, alguém especial ou com um objetivo não importa!
Devemos “correr” atrás de nossos sonhos; Porque sem eles não chegamos a lugar nenhum.
A vida é bela e as esperanças nunca devem acabar; Assim como não deve acabar o amor que existe dentro de nós.
Saiba sobreviver às tristezas.
Saiba se erguer após cada queda; E saiba amar sem medo… Ame de corpo e alma… Mesmo que depois esse amor acabe.
Aproveite cada momento; Cada segundo do seu viver!
Não tenha ódio por ninguém, Toda vez que você passar por algum momento difícil, Erga sua cabeça, Olhe para o céu e diga: Tenho fé na vida e tudo vai dar certo!
domingo, 4 de novembro de 2012
Acabe com os lobos antes que eles acabem com você
Da série GESTÃO CORPORATIVA DOS LOBOS, de Sergio Muller
Você, por acaso, é um destes sujeitos que, de tanta pressão, sai do trabalho carregando um elefante nas costas? Sente-se arrasado e com dores diversas no corpo no fim do dia? Imagina-se estrangulando o dono da empresa? Caso afirmativo, bem vindo ao clube dos frágeis executivos e considere-se feliz por não estar ainda em terapia.
Digo isto porque um dos primeiros sintomas de não estar preparado para o mundo corporativo é justamente recorrer a um analista. O outro sintoma, costumeiro problema, é sentir dor de cabeça e rezar para que o conjuge, à noite, não exija demais de você nas obrigações conjugais.
Mas, antes disso, a coisa toda começa quando você faz do ombro da família o seu palco de encenações. Assim, a pobre família terá que aguentar um teatro de lamúrias e a sua revolta contra os caras de cima. Uma coisa será certa, eles te apoiarão mesmo não entendendo bulhufas do que você diz, mas no fundo, lá no fundo, os mais velhos vão desconfiar que você é o pequeno cordeiro no meio dos lobos.
Realmente é um grande problema explicar as dores psicológicas do pressionado, mas provavelmente seja algo assim como se sente a carne de segunda sendo cozida à pressão na panela. Muito fogo por baixo, bastante fumaça por dentro e uma tremenda pressão por cima e sem onde sair de imediato.
Meu caro amigo, não que eu seja pós-graduado em pressão, mas tive a ímpar oportunidade de estar nestes dois campos de guerra e de lá sair vivo. Assim, ser pressionado, sem dó ou piedade durante alguns anos, me fizeram ver todas as fórmulas possíveis de pressionar. Assim que tive a hora de desempenhar o tão maquiavélico prazer de exercer a pressão, fiz o que se faz coercitivamente nas grandes empresas. E posso afirmar convictamente que, nesta segunda etapa, nem sempre a ética assina o livro dos bons costumes, pois quando se busca resultados de forma frenética num mercado acirrado, não há lugar para os sujeitos bonzinhos.
Quando o executivo está na parte do meio do organograma será evidente que ele será a parte mais atritada em todo o processo. Existe, é claro, a pressão que vem de baixo, mas esta é, na maioria, contornável com tapinhas nas costas num simples jantar do departamento. Mas, de qualquer maneira, sempre serão pressões que devem ser controladas e não devem aumentar em hipótese alguma, pois mesmo que as flechas lançadas de baixo por sua tribo não tenham lá grande força, é preciso cuidado para não se ferir. A concentração plena e total do sujeito deve estar focada naquilo que vem de cima e de todas as direções que lá estão, e é bom lembrar que as lanças que vem do alto estarão sempre envenenadas e com a seta virada pra baixo.
Observemos o seguinte raciocínio. Cientificamente toda a pressão tem vazão em algum ponto final. Imaginemos que o caminho da pressão nos bastidores seja feito pelas linhas que ligam os retângulos dos cargos no organograma da empresa. Metaforicamente, a vazão se dará na cabeça do ocupante de um destes cargos, neste caso você.
Então, se você é a vitima da hora, vou lhe resumir gratuitamente o arsenal de defesa, em dez estratégias, para que a pressão não acabe com a sua vida na empresa.
1. Continue, se quiser, enchendo a paciência da sua família com o seu sofrimento, mas jamais dê o passo, que se poderia chamar de passo em falso, de se lamentar nos corredores da empresa aos parceiros da tribo. Saiba que seus parceiros serão hipócritas nestes momentos e estarão mais é querendo chorar no seu velório. Além do mais, cuidado com os comentários, pois chefes durões vêem e escutam até pelas maçanetas das portas.
2. Considere o fato de que todas as fases do seu cozimento à pressão serão formidáveis períodos de amadurecimento profissional. Lembre-se que os profissionais melhor preparados são aqueles que atuaram em empresas onde existe pressão. Casinhas felizes jamais formaram executivos brilhantes.
3. Fixe em sua mente que na fábula empresarial, o "boss" é o lobo e você é a gazela. Então cumpra o seu papel na história e atue dignamente nos labirintos da empresa. Lembre-se que, tal qual na vida real, muitas vezes, o lobo perde o interesse pela caça e se concentra noutros objetivos. Será a sua vez de ter fôlego e repensar os motivos pelos quais você está na mira do animal.
4. Quando a pressão estiver no limite, redefina os seus planos e aproveite para demitir alguém do seu grupo como se este estivesse atrasando o processo. Isto servirá como uma válvula de escape e reduzirá, por um tempo, a pressão. Saiba que poderosos chefes adoram - como nas civilizações antigas – receber sacrifícios.
5. Grandes executivos são, por vaidade, temperamentais e narcisistas. Nas reuniões, saiba interpretar o temperamento do presidente naquele dia. Desvie-se da linha de tiro e procure, subliminarmente, colocar outro cara no alvo. Descubra seus hobbies, particularidades e frequente discretamente, de preferência no último banco, seu culto religioso. Neste ultimo, não se mostre e deixe que ele o veja meditando.
6. Nunca crie uma blindagem na sua equipe com o intuito de defendê-la da pressão recebida. Não banque o herói contra o sistema e não interrompa o fluxo da pressão, pois se ela for represada o prejuízo ao conjunto será bem maior que o normal.
7. Não espere que o seu superior divida o fracasso com você, mesmo que as idéias principais do projeto tenham dele partido. Pro outro lado, não tenha pena de dividir o fracasso com sua equipe e não seja generoso com o insucesso.
8. Se você for voto vencido em algum plano nas altas reuniões da direção, assuma o que foi decidido e não diga depois aos demais que "infelizmente foi voto vencido", pois isto será uma clara mensagem de que você discorda da decisão.
9. Procure ter jogo de cintura no tratamento com a turma de cima, sabendo analisar a tendência de certos assuntos e se prevenindo para desviar-se de colisões. Procure elogiar, mesmo que no íntimo não ache, de forma discreta, como se não houvesse intenções, algumas atitudes polêmicas dos superiores aos assessores dos próprios. Sua falsa opinião chegará ao destino na velocidade da luz e lhe renderá dividendos.
10. Procure cultivar a mais singela admiração, sem exageros ou intimidades, pela secretária do chefe e tenha sempre por ela o mais delicado dos tratamentos. Lembre-se que na prática, mesmo que ela não esteja no organograma, o chefão tem mais confiança.
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Autor
Sergio Muller dos Santos
Consultor de Negócios para o Varejo.
Planejamento Estratégico de Compras, Vendas e Marketing. Experiência de 30 anos no gerenciamento, supervisão e direção de lojas de departamentos.
Ex -Diretor Comercial de grande grupo varejista do sul do país.
Especialista na reorganização de empresas varejistas de pequeno e médio porte, com ênfase em suas expansões através da gestão de estoques
Diretor da MODDA CLUB, CONSULTORIA & SERVIÇOS, empresa especializada na gestão do varejo.
Autor do blog SERGIO MULLER VAREJO (sem www: 1948.blog.terra.com.br) voltado exclusivamente para o apoio e consultas de varejistas, com mais de 100 mil acessos de CDLs e lojistas de todo o Brasil
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Respeito
Entre todos os desejos que você possa ter, entre todos os pedidos que queira fazer, comece pelo principal: ter um encontro com você, se conhecer, se amar e se respeitar, saber dos limites, daqueles que podem ser vencidos e daqueles que deve se impor. Não queira abraçar o que os braços não alcançam, não queira trabalhar além do próprio dia, nem levar para a sua casa, que deve ser santuário, os problemas do dia que não resolveu. Se o amor não aconteceu, se a promoção não veio, se não conseguiu passar no vestibular, se não arrumou o emprego dos sonhos, ainda assim, deve restar o principal, tem que restar a certeza de que é possível recomeçar. Para os que sonham de olhos abertos, com um pé nas nuvens e outro no chão, a realização dos objetivos e só uma questão de tempo, por isso, respeite-se e exija respeito, somente você deve saber dar o valor devido, a maior obra de Deus, a sua grande criação, que você pode encontrar agora pela manhã, diante do espelho mais simples. Descubra-se!
domingo, 28 de outubro de 2012
Todo Homem deveria ler...
"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada.
Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!"
"E não se esqueça...Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!"
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Belo texto, para ser lido por todas as idades. O nome da escritora é
Regina de Castro Pompeu e ela diz..........
De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios
Longevidade Bradesco Histórias de Vida.
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação.
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos
Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr.
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a
troféu e diploma.
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados
foram jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias
que mereciam ser contadas.
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.
O tema central era o realcionamento inter-geracional.
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou:
"Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!"
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada
especial, Shirley MacLaine.
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a
adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta,
formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o
que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na
escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou
aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela
virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um
casamento que durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira
febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso
espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais
lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela
aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos
depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade,
num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava
ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho
todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas
transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael
Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a
Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às
passeatas pelas diretas e empeachment do presidente a um novo país misto
de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao
bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco
títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só
conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas
transmissões, vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e
algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova
linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio
desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem
tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos,
projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico
ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao
banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares
que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a
orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em
turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os
alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho
aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há
muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que
nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar
grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas
também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice
me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a
da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de
mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz
surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de
coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no
fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte:
constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de
alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas
nemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a
conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o
nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e
estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados
pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar
sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar
“Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza:
tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha
nova condição de mulher muito sex...agenária!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Silêncio
Pense em alguém que seja poderoso… Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente. Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade ! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: “ME ARREPENDO DE COISAS QUE DISSE, MAS JAMAIS DO MEU SILÊNCIO”. Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
UMA METÁFORA DA CONDIÇÃO HUMANA
Um camponês criou um filhote de águia junto com suas galinhas.
Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha.
Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.
Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou: – Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!
O naturalista disse: – Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa…
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse:
- Voa, você é uma águia, assuma sua natureza !
- Mas a águia não voou, e o camponês disse:
- Eu não falei que ela agora era uma galinha !
O naturalista disse: – Amanhã, veremos…
No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.
O naturalista levantou a águia e disse: – Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas.
Desperte para sua natureza, e voe como águia que és…
A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no início, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada.
Então, ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.”
Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias.
Todos podemos voar, se quisermos.
Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.
Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como as vezes querem que sejamos.
Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo.
Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!
domingo, 7 de outubro de 2012
Na boca da urna
Hoje é um dia de grande importância.
Sempre gostei de eleições e de política. Não gosto muito de políticos, mas de política eu gosto - até porque tudo em nossas vidas envolve política. Se você namora e quer sair com os amigos tem que negociar com a namorada, ser político. De repente em outro dia levá-la ao show de pagode que ela tanto adora e você detesta.
Você sai com seu filho e ele gosta de algo que está na vitrine, faz pirraça e você politicamente diz “na volta eu compro”. Não vai comprar e será o político perfeito para seu filho: aquele que promete e não cumpre. Seu filho aprenderá desde cedo que não se deve confiar em políticos.
Mas desde cedo aprendi porque se você não gostar não adianta nada: ela continuará, políticos serão eleitos e você será governado pelo gosto daqueles que gostam.
Aí volto àquela velha tese do Bertolt Brecht ...
“O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.
É bem por aí.
Ninguém está livre de votar errado, mas se omitir é pior do que errar. Adianta nada votar nulo ou em branco porque não mudará o curso da história: alguém será eleito você querendo ou não.
E lembrar também que muitos foram torturados e morreram para que nós possamos votar.
Não sou político, sou um ser político. Que às vezes aumenta o tom mesmo quando discute política e é chato naquilo que defende, porque se tem um assunto que vale a pena debater ou falar de modo sério é esse porque daí depende o meu futuro de todos nós.
Não venda seu voto, ele é um direito seu e uma arma poderosa.
Praia tem todo fim de semana, chopinho com amigos sempre que vocês marcarem, não deixe de votar porque quem está mal intencionado não deixará de comparecer à urna.
E bom voto porque o futuro do país e de nossa cidade está em nossas mãos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Capacidade de automotivação
Para se alcançar seus sonhos é preciso uma incrível capacidade de automotivação e nada melhor do que um textinho no melhor estilo auto-ajuda para elevar essa capacidade. Então aproveito pra compartilhar com vocês um que recém recebi por e-mail: ‘O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem’. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo, pois ao contrário, acabará perdendo seu grande amor.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores. ‘Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa’.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Dicas para ajudar seu filho na hora da lição de casa
Jogo da lição de casa...
http://educarparacrescer.abril.com.br/licao-de-casa/jogo-licao/
Vale
VALE CONFERIR!
domingo, 9 de setembro de 2012
A parábola do LÁPIS
O Fabricante de lápis falou com cada um de seus lápis dizendo,
- Existem cinco coisas que você precisa saber antes de eu lhe enviar para o mundo. Sempre se lembre delas e você se tornará o melhor lápis que você pode ser.
- Primeira: Você poderá fazer muitas grandes coisas, mas só se você permitir-se estar seguro na mão de Alguém.
- Segunda: Você experimentará um doloroso processo de ser afiado de vez em quando mas isto é exigido se você quiser se tornar um lápis melhor.
- Terceira: Você tem a habilidade de corrigir qualquer mal entendido que você puder ocasionar.
- Quarta: A parte mais importante de você sempre estará do lado de dentro.
- Quinta: Não importa a condição, você deve continuar a escrever. Você deve sempre deixar uma marca clara e legível não importa o quão difícil à situação.
Todos os lápis entenderam, prometendo lembrar-se sempre, e entraram na caixa compreendendo completamente o propósito do seu Fabricante.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
\\\\\\\vencer//////
Queira muita paz no teu coração muita força motivadora e a adrenalina em grande quantidade pois terá uma responsabilidade enorme daqui pra frente. Aprecie com mais atenção, e olhe com um olhar mais longe na tua estrada e tudo se resolvera a caminho do horizonte. Amigos já os tem, agora é seguir caminhar…um mundo novo te espera e terás a felicidade por onde andares. Tua luz brilha mais uma vez e estará em destaque diante das tuas atividades. Quem faz o bem, colhe o bem, quem ama será amado, quem distribui alegria conforto e esperança já é um vencedor…
terça-feira, 4 de setembro de 2012
SABER E FAZER
A sabedoria popular afirma que "na prática a teoria é diferente". É uma frase um tanto mal elaborada, mas expressa bem o entendimento de que só a teoria não resolve. Na hora de aplicar o conhecimento surgem dificuldades que só serão superadas com o exercício, com a prática. Realmente entre o saber e o fazer há grande diferença. Achamos que sabemos, mas quando vamos fazer nos damos conta de que, na verdade, não sabíamos. A Pedagogia, que é a arte da educação e do ensino, nos esclarece que só aprendemos, verdadeiramente, fazer, fazendo. Ou seja, só podemos dizer que sabemos algo depois que o praticamos, e não, por informações ou teoria. Em outras palavras, só aprendemos a nadar, nadando; aprendemos a tocar um instrumento musical, tocando esse instrumento; aprendemos uma profissão, trabalhando nela. O conhecimento teórico, a informação, é de grande utilidade, mas não basta. Só ele nada resolve. É como a seta que nos indica a direção, a placa de sinalização na estrada que nos informa o roteiro a seguir, para chegarmos ao destino desejado. Ela é importante, mas se ficarmos só com a informação e não realizarmos o trajeto, nada terá valido.
Há algum tempo ouvíamos a exposição de uma grande educadora. Uma pessoa da assistência perguntou: O que fazer com o aluno que não tem interesse em aprender, que só procura criar dificuldades para o professor na sala de aula, enfim aquele jovem mal comportado que só cria problemas, demonstrando total falta de interesse pelo aprendizado? A educadora, depois de falar em técnicas, em recursos pedagógicos a serem utilizados, concluiu: "O êxito do educador, em último caso, dependerá da sua capacidade de amar, da sua vontade sincera em ajudar o educando".
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