quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Depressão, o carcere da alma

A depressão foi definida por Andrew Solomon como um parasita que suga a seiva da nossa vida. É como engolir seu próprio funeral e vestir-se de uma roupa de madeira. A depressão é o cárcere da alma, a masmorra das emoções, o cativeiro que priva milhões de pessoas de nutrirem na alma, a esperança do amanhã. A depressão é classificada como uma doença e, essa doença, que possui múltiplas causas, atinge ricos e pobres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. A depressão é uma doença que provoca muitas outras. Se não tratada convenientemente pode desembocar em tragédias irremediáveis. A depressão é a principal causa do suicídio no mundo. Se há várias causas que provocam a depressão, também há vários sintomas que a revelam. O primeiro sintoma é que a pessoa deprimida é tomada por uma desesperança crônica e passa a enxergar a vida pelas lentes escuras do pessimismo. Não vê uma luz no fim do túnel nem janelas de escape. O segundo sintoma é olhar para a vida pelas lentes do retrovisor. Uma pessoa deprimida sente uma saudade mórbida dos bons tempos que se foram e se desespera diante das incertezas do seu futuro. Sente-se num calabouço existencial e sem ânimo e forças para sair desse cárcere da alma. Nessa saga cheia de pavores, flerta com a própria morte. Não que seu desejo seja de fato morrer, mas é que sente uma dor tão profunda na alma que o único alívio que consegue vislumbrar é o alívio da morte. Não podemos subestimar esses presságios que rondam a alma de uma pessoa depressiva. Isso é uma espécie de alarme, uma trombeta que precisa de encontrar ouvidos sensíveis. É por essa razão, que o terceiro sintoma de uma pessoa deprimida é um completo desânimo quanto ao futuro. É o desejo de fechar as cortinas da vida e colocar um ponto final na existência. Como devemos lidar com a depressão? Como ajudar uma pessoa deprimida? Primeiro, precisamos orar por ela e com ela. Depois, precisamos cientificar-nos se essa pessoa está recebendo o tratamento médico adequado para a sua doença. Ainda, precisamos estar perto dela, oferecendo-lhe um ombro amigo, um ouvido atento e um coração generoso. Em síntese, trata-se da depressão com remédio, terapia e fé.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amor, Desejo de Completitude

Nunca me canso de refletir sobre a idéia bíblica de que o início da vida ocorreu no paraíso, onde nada faltava. Logo depois, independentemente das razões, vem a expulsão desse lugar e o início de nossas dores. O que mais me impressiona é que coisas acontecem dessa forma mesmo: estávamos no útero, protegidos, alimentados e livres de todas as dificuldades. Assim se forma o nosso cérebro, cujo primeiro registro é o do delicioso equilíbrio e paz. De repente, vem a ruptura da bolsa e o início das dores do parto. A expulsão se dá e, a partir daí, temos frio, fome, sede, dores e a sensação de abandono e falta de proteção. Ou seja, nascer significa uma transição dolorosa: passamos de uma situação satisfatória para outra pior. Se o primeiro registro cerebral é, como disse, o de paz e harmonia; o segundo corresponde à inesperada ruptura do equilíbrio, que provoca uma experiência traumática. Estou usando o conceito de trauma no seu sentido correto: a experiência marca e deixa cicatrizes que irão influir definitivamente sobre o nosso destino e sobre a evolução da nossa subjetividade. Do nascer sobra a cicatriz física, que é o umbigo. Resta também uma cicatriz psicológica que corresponde, entre outras coisas, a uma nostalgia da condição anterior. Parece que essa sensação nos acompanha ao longo de toda a vida. Sentimos sempre que algo está nos faltando; que estamos, de certo modo, incompletos. Por mais agradável que esteja a vida, há sempre uma lembrança da perfeição perdida, que nos provoca um gosto amargo e uma certa insatisfação. A lembrança do útero, do paraíso, nos persegue e é capaz de tirar parte do prazer que porventura estejamos sentido. Ficamos, pois, definitivamente comprometidos com essa sensação de algo incompleto. Parece que temos um permanente "buraco" na boca do estômago. Essa impressão – universal – é, provavelmente, responsável pelo sentimento de inferioridade presente em todos nós. Nós a percebemos, mas não imaginamos que outros a sintam; assim, julgamo-nos inferiores. Várias são as conseqüências de a vida ter se iniciado dessa forma. A mais marcante talvez seja a que diz a respeito ao fenômeno amor. A dramática sensação de desamparo que vivenciamos ao nascer se atenua quando nos reaproximamos fisicamente de nossas mães, sobretudo na hora da amamentação. Aprendemos que o "buraco" fica menor com a sua presença física, com sua proteção concreta e também com o aconchego abstrato que ela nos faz sentir. É no colo dela que experimentamos a sensação mais parecida com a do paraíso uterino definitivamente perdido. Buscamos ficar próximos de nossa mãe porque ela nos traz de volta a paz e a harmonia que um dia sentimos como permanentes. Só que agora isso se alterna com períodos de dor, desespero e angústia. Não há como estarmos sempre no colo da mãe, aconchegados por sua presença protetora. Se definirmos o amor como o desejo de reencontrar o que foi perdido com o nascimento, por meio da aproximação física (e depois espiritual) com outro ser humano – que nos dá a sensação de completitude que não temos quando estamos sós –, compreenderemos que nosso primeiro objeto de amor é a mãe. Descobriremos também que todos os posteriores são substitutos desse original. Como o desejo de nos completarmos nos persegue ao longo de toda a vida, podemos dizer que o amor é um dos desdobramentos fundamentais do trauma do nascimento. Se nascer não fosse uma transição para o pior, para a dor, com certeza não existiria o amor; ao menos como nós o conhecemos

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Liderança

As pessoas fazem aquilo que as pessoas vêem. John Maxwell Os maiores líderes são aqueles que lideram não pelas suas palavras e idéias; os maiores líderes são aqueles que lideram principalmente pelos seus exemplos. A mais eficiente forma de liderança é nascida de uma sincera e comprovada habilidade de fazer uma positiva contribuição. Aqueles que melhor lideram são os que não tem a liderança como seu foco e alvo principal. Aqueles que melhor lideram são os que inspiram outros a abraçar valores positivos e prioridades pelas quais eles já estão vivendo. Verdadeira liderança não vem de um título ou uma posição, mas de participação e eficiência. Aqueles que estão dispostos e capazes de fazer as coisas acontecerem são os mais capacitados para liderar. Para ser um líder você tem que ser um exemplo reluzente. Liderança – no seu melhor – alarga e duplica os esforços do líder. Faça esses esforços o melhor que possa e eles lhe trarão os retornos numa verdadeira e eficiente liderança. Nélio DaSilva

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ciclos

Ciclos vão e vem... Deixar pelo caminho faz parte... para iniciar novo ciclo!

domingo, 23 de outubro de 2011

Ser feliz e mais nada

Ser feliz e mais nada Sanráh Ser todo dia cada vez mais Esse é o momento de refletir De ter mais fé pra construir O monumento da felicidade Ser condutor da harmonia Nessa canção poder levar A poesia que me faz Ser instrumento de pa - a a az Com amor,ser feliz e mais nada ser feliz e mais nada O que mais posso esperar Graças a Deus posso sonhar O mundo bom você quem faz Quebre a rotina seja bem mais Faça teu lance acontecer Deixa fluir o teu prazer O equilíbrio da razão Sinta pulsar o coração Com amor,ser feliz e mais nada

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Você está preparado para deixar tudo para trás?

Você está disposto a deixar tudo o que acredita para trás? De maneira a poder adquirir a felicidade que realmente está disponível a você. Você está disposto a deixar tudo aquilo que pensa sobre você mesmo, sua auto imagem, sua história, seu passado? Para encontrar a verdadeiro realização pessoal. Você saberia ser alguém diferente? Mesmo tendo o mesmo nome, poder agir sobre o mundo, dizendo SIM e dizendo NÃO quando sua consciência interior assim apontar. Você prefere o que tem, ou tudo que lhe está disponível? Muitos preferem o conforto daquilo que lhes é conhecido à aventura de pisar no novo. Viver é um grande risco para aqueles que estão realmente vivos. Aos outros apenas meia vida, vagam pelos dias, sem saber realmente quem são, ou porque estão. Se limitam aos prazeres do corpo, mas esquecem-se dos prazeres da alma. São esses que mais temem morrer, porque no fundo jamais viveram. No íntimo sentem que perderam seu tempo; nosso bem mais precioso, nossa derradeira riqueza. Apenas o tempo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

As 5 linguagens do amor

Você já teve discussões com seu namorado (a) ou esposo (a) porque não sabia a linguagem de amor dele (a)? A linguagem de vocês pode ser diferente! Por isso, assim como em um idioma, é preciso dedicação e treino para aprender! Às vezes você “falará com sotaque” e a pessoa vai perceber, mas isso fará com que ela note que você está se esforçando para mostrar seu amor. Com treino, você se tornará fluente! De acordo com a psicologia, as cinco linguagens do amor são: toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço e presentes. Veja as características de cada linguagem de amor, descubra a sua e aprenda a conviver melhor com seu companheiro (a). TOQUE FÍSICO O toque físico é uma das formas mais fáceis de perceber o amor. Você abraça quem é importante para você? Gosta de andar de mãos dadas com aqueles que você ama? Fica feliz ao receber um carinho na cabeça, nos cabelos ou nas mãos? Geralmente, esta é uma das primeiras formas de comunicar amor que aprendemos. Você já reparou que as crianças amam dar beijos e abraços? Ao fazer isso elas estão dizendo que amam, mesmo sem falar nenhuma palavra. Se você respondeu sim às perguntas acima, provavelmente esta é a sua primeira linguagem: a forma como você demonstra que ama e como gosta que as pessoas demonstrem que te amam. Pare e pense: você conhece alguém que sempre procura te abraçar, que conversa encostando, tocando em você? Se a resposta é sim, provavelmente esta é a forma que essa pessoa está dizendo que você é importante para ela, mesmo que ela nunca use as palavras para isso. TEMPO DE QUALIDADE O tempo de qualidade significa o tempo que você dedica exclusivamente a alguém, sem ter outras distrações por perto. Por exemplo, o tempo que vocês se dedicam à conversa, a assistir um filme juntos, a ver fotografias, a tomar um lanche, etc. Se você se sente importante, amado (a), quando alguém abre mão de fazer outra coisa simplesmente para passar tempo com você, provavelmente essa é a sua primeira linguagem. Ao mesmo tempo, se alguém exige sempre a sua presença, e de forma até exclusiva, essa é a principal forma que essa pessoa encontrou para dizer que te ama. Na Bíblia podemos achar um exemplo de alguém que tinha essa como primeira linguagem. Maria, irmã de Madalena, amava ficar aos pés de Jesus. O prazer dela estava em simplesmente ficar ali. Era dessa forma que ela dizia ao Mestre que o amava. ATOS DE SERVIÇO Sabe aquela pessoa que se empenham em fazer tudo para agradar? Que chega a sua casa e lava a louça, se alegra em ajudar a arrumar o armário e sempre está pronta a oferecer aquela mãozinha? Essa pessoa têm como primeira linguagem de amor atos de serviço. Ou seja, para ela, o amor está relacionado ao fazer. Há um bom exemplo sobre isso na Bíblia. Você se lembra de Marta, irmã de Maria e Lázaro? Ao saber que Jesus se aproximava, ela sempre se preparava para servi-lo. Fazia comida, organizava a casa e estava sempre envolvida com alguma atividade. Essa é uma linguagem muito bonita, porém é preciso compreender que as pessoas devem amar e ser amadas não pelo que elas fazem, mas sim por quem elas são. PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO Muitas pessoas precisam ouvir que são importantes, que são lindas, que são inteligentes, que são competentes e divertidas. Isso significa palavras de afirmação, ou seja, a manifestação verbal de sentimentos. Da mesma forma, existem pessoas que sentem a necessidade de dizer sempre o quanto amam seus amigos, o quanto eles são importantes, o quanto são legais. Ao fazer isso, está se demonstrando que palavras de afirmação é a forma de comunicar seu amor. E existem pessoas que precisam dessas palavras para se sentir importantes. Para elas não basta alguém passar tempo, dar presentes ou abraços, elas precisam ouvir o que os outros pensam. Se este é o seu caso, palavras de afirmação provavelmente é a sua primeira linguagem. PRESENTES Quem gosta de ganhar presentes? Todo mundo. Quem gosta de dar presentes? Nem todos. Presentes é uma linguagem peculiar e não está necessariamente ligada ao valor. Por exemplo, muitas crianças fazem desenhos lindos para os pais, irmãos e tios. Para elas, esses papéis coloridos são preciosos presentes, uma forma de dizer que amam e se importam. Muitas meninas adoram gastar tempo pensando em coisas criativas para presentear: surpresas, cartazes, fotografias, entre outras coisas. Se você é do tipo que sempre que viaja pensa em trazer lembranças para seus amigos, que nunca se esquece de comprar um presente nos aniversários, e que até mesmo se desaponta quando as pessoas se esquecem de te presentear, provavelmente esta é a sua linguagem. Conseguiu identificar a sua principal linguagem? Conseguiu identificar à das pessoas que moram com você? Aprender a se conhecer e conhecer as pessoas é muito importante. É importante também você comunicar às pessoas como você gostaria de ser amado, qual é a sua primeira linguagem, aquilo que o faz se sentir único. Para isso é importante desenvolver também a comunicação com as pessoas com quem você se relaciona. Pense nisso e comece hoje mesmo a amar seus familiares e amigos da forma como eles se sentem amados! Aquí estão três sugestões para você descobrir sua linguagem do amor: 1. O que seu namorado(a) ou esposo (a) faz, ou deixa de realizar, que mais te magoa? O oposto a isso é, provavelmente, sua linguagem do amor. 2. O que você mais solicita dele(a)? Aquilo que mais requisita dele(a), é provavelmente o que faz você se sentir mais amado (a). 3. Qual é a forma mais frequente de você expressar amor a seu parceiro? Essa pode ser uma indicação de que através da mesma, você também se sentiria amado. Faça um “ranking” das linguagens. É possível que você tenha mais de uma. Fonte: Não Morda a Maçã.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Você pode

Acredito que toda boa idéia precisa ser leada em frente e divulgada....
NOVO SEGURO ITAÚ VIDA TERÁ CAMPANHA DA DM9 ________________________________________ Você não pode impedir que ela tenha medo do escuro. Você não pode impedir que ela caia da bicicleta. Você não pode impedir que ela tenha espinhas. Você não pode impedir que ela vá mal na escola. Você não pode impedir que ela não saiba que faculdade escolher. Você não pode impedir que ela chore por amor. Você não pode impedir que ela fique sem seu colo um dia. Mas você pode garantir que ela passe por tudo com mais segurança. Esse é o texto do anúncio Colo, da campanha para divulgar o novo Seguro Itaú Vida, criada pela DM9DDB. A peça faz parte de uma estratégia de comunicação que ainda contempla mais dois anúncios impressos, Dupla Dinâmica e Casamento, que começaram a ser veiculados no dia 3 de outubro. Usando um tom acolhedor e emocional, a campanha tem o objetivo de fazer com que o cliente perceba que há muitas coisas que não é possível evitar, mas que quando se tem um seguro de vida, é possível passar por tudo com muito mais tranqüilidade. Simplesmente PARABÉNS

sábado, 15 de outubro de 2011

"Quem tem tesouros, não os exibe" - Reflexões sobre a inveja

Primeiramente, quero dizer que a inveja é um sentimento humano. Um sentimento negativo, nada nobre, mas, humano. Chega de querermos achar que só as pessoas más tem inveja. Uma vez que aceitemos a inveja como um sentimento, digamos, "natural", qualquer um de nós, bom ou mal, em algum grau é passível de sentir ou ser objeto de inveja. É preciso aceitar e desmistificar esse fenômeno interpessoal. Precisamos reconhecer a inveja como uma ocorrência própria das relações humanas - quaisquer que sejam elas - aprendendo a lidar com a mesma. Quanto mais negada, mais a ela atua destrutivamente. Na dinâmica da inveja, observamos que as pessoas ditas "invejosas" querem algo que até poderiam ter, se se empenhassem nisto. Porém, o elemento complicador está no fato de que elas querem obter determinados resultados sem fazer o esforço devido. Sem entenderem, por exemplo, que em inúmeros desafios "para ter sucesso tem que ser metódico/a", renuciando a outras escolhas e mantendo o foco. Muitas pessoas desejam colher grandes frutos, sem antes: fortalecerem sua fé, buscarem uma luz para guiar o seu caminho, acordarem cedo, limparem o terreno do plantio, ararem a terra, selecionarem as sementes, renunciarem a aquilo que desvia o foco e o propósito de seus objetivos, serem metódicos/as ao cuidar da plantação, colocarem os adubos necessários, aguarem regularmente a terra, se submeterem às podas necessárias e terem a paciência de não arrancar os brotos novos, aguardando que eles cresçam no seu devido tempo até que chegue o momento da colheita. Acreditando que a natureza sempre faz a parte dela, desde que não a atrapalhemos com nosso ego cheio de vontades e impulsos contrários. Mas, muita gente insiste em querer colher o que não plantou e ainda se dá o direito de invejar o alheio. Por vezes, essas pessoas querem pular etapas do caminho do sucesso "facilitando-o". Não percebem que pular etapas - seja na área que for - poderá ter um efeito adverso sobre a vitória que buscam, deixando ainda para trás, resíduos de sofrimento e contas atrasadas com a vida. Alice Miller diz que: "...no fundo, o saudável é invejado...".* Creio que o saudável seja invejado porque cumpriu o processo que leva ao amadurecimento natural dos frutos. E, então, sabe-se que são frutos saudáveis e que fazem bem a quem deles usufrui. Mas...a inveja não se dá sobre o processo, ela se dá tão somente sobre o que dele floresce e frutifica. Ninguém sente inveja das dificuldades que a pessoa passou, dos tombos que levou e nem, principalmente, de como se levantou perseverante na direção do seus propósitos, muitas vezes, com o joelho ralado e a alma ferida. Disso ninguém tem inveja. A inveja incide somente sobre o momento da colheita. Desta forma, vê-se que a inveja está por aí e não manda aviso quando quer se manifestar. Portanto, quanto mais conscientes estivermos de que a qualquer momento podemos sentir ou sermos objeto de inveja, melhor preparados estaremos para lidar com este fenômeno interpessoal e menores tendem a ser os seus efeitos nocivos: para nós e/ou para os outros. Trabalhar com a inveja implica numa consciência clara a respeito das mazelas humanas: das maldades, das rivalidades, da preguiça, do conformismo, da falta de iniciativa, da cobiça, das tentações. É preciso perceber o mal para combatê-lo. Uma boa maneira de trabalharmos com a nossa própria inveja é aceitá-la e transformá-la em admiração pela caminhada do outro. É algo como transformar energia destrutiva em energia construtiva, evolutiva. Entretanto, trabalharmos com a inveja do outro/a requer mais...muito mais. Primeiramente, precisamos fortalecer a nossa Fé. Depois, sermos insistentes no Bem, e então, construirmos boas "defesas sociais", edificando aquilo que chamo de "boa imunidade espiritual, psicológica, física e social". Desse modo, se pudermos entender que a inveja é parte das relações humanas e que pode estar em qualquer um e em qualquer lugar, então, precisaremos estar atentos para não nos oferecermos como alvo fácil para a sua maléfica descarga. Não temos como controlar a inveja dos outros - até porque, nem sempre ela é voluntária ou consciente - mas, podemos nos proteger adequadamente contra ela. Uma dica prática para esta proteção em nosso dia-a-dia é sermos discretos e reservados/as para com aquilo que é importante para nós, no estilo: "Quem tem tesouros, não os exibe!". Autoria/Fonte: Ferreira, Valéria Giglio - Blog AMAR- EDUCAÇÃO CONJUGAL E FAMILIAR

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Para ser professor

Para ser professor Para ser professor, não basta ingressar num Curso de Formação e receber um diploma... Para ser professor, não basta adquirir conhecimentos, observar, participar e dar aulas práticas... Para ser professor, é preciso muito mais que isso... ...É preciso trazer dentro de si o ideal de educador... ...É preciso ter consciência da responsabilidade que lhe cabe em orientar as crianças... ...É preciso demonstrar equilíbrio em palavras e ações principalmente no trato com os alunos... ...E preciso compreender a si mesmo para poder compreender as crianças... ...É preciso atualizar-se sempre, e sempre... ...É preciso parar e refletir se de fato escolheu a profissão que desejava... ...É preciso esforçar-se por tornar a escola em algo de valor e de grande significado para o aluno... ...É preciso estar sempre fazendo uma autocrítica, uma auto-avaliação do seu despenho com educador... ...É preciso ser capaz de dar algo de si em troca da grande satisfação de contribuir para o progresso de outrem... ...É preciso crer naquilo que faz... ...É preciso saber enfrentar com coragem e otimismo os reveses que sua profissão poderá lhe trazer... ...É preciso ser como a rosa, que apesar dos espinhos no caule que lhe sustenta, não deixa de espalhar perfumes e transmitir alegrias ao seu redor...

As Várias Faces da Mentira

Flávio Gikovate - Julho/2000 Há um momento na vida em que, graças ao domínio de mecanismos sofisticados da inteligência, aprendemos a mentir. Mentimos jogando com as palavras, contendo gestos, assumindo posturas convenientes – e das quais discordamos – para aliviar tensões. Tentamos esconder aquele traço da nossa personalidade que não nos agrada assumindo uma maneira de ser mais apropriada. São tantas as possibilidades de escamotear a verdade que o mais prudente seria olhar o ser humano com total desconfiança – pelo menos até prova em contrário. Ainda que sentir medo e insegurança faça parte da natureza humana, fingimos que tudo está sob controle e que nada nos abala para ocultar nossa fragilidade. Acreditando no que vêem, os outros passam a se comportar como se também não sentissem medo. Mentem para não parecer frágeis e inferiores diante daqueles que julgam fortes. Nesse teatro diário, alimentamos o círculo vicioso da dissimulação. Minto para impressionar você, que me impressionou muito com aquele jeito fingido de ser – mas que me pareceu genuíno. Não seria mais fácil se todos admitíssemos que não somos super-heróis e que não há nada que nos proteja das incertezas do futuro? Em geral, quem não aceita o próprio corpo evita praias e piscinas. Diz que não gosta de sol, quando, na verdade, não tem estrutura para mostrar publicamente aquilo (a gordura, a magreza ou qualquer outra imperfeição) que abomina. É o mesmo mecanismo usado pelos tímidos, que não se entusiasmam muito por festas e locais públicos. Em casa, não precisam expor sua dificuldade de se relacionar com desconhecidos. Temos muito medo de nos sentir envergonhados, de ser alvo de ironias que ferem nossa vaidade. É para não correr esse risco que muita gente muda de cidade depois de um abalo financeiro. Melhor ser pobre e falido (e encontrar a paz necessária para reconstruir a vida) onde ninguém nos conheceu ricos e bem-sucedidos! Até aqui me referi às posturas de natureza defensiva, que servem de armadura contra o deboche, as críticas e o julgamento alheio. Há, no entanto, um tipo perverso de falsidade: a premeditada. Pessoas dispostas a se dar bem costumam vender uma imagem construída sob medida para tirar vantagem. Um homem extrovertido e aparentemente seguro, independente e forte pode ter criado esse estereótipo apenas para cativar uma parceira romântica. Depois de conquistá-la, revela-se inseguro, dependente e egoísta. Mulheres sensuais podem se comportar de maneira provocante para despertar o desejo masculino – e sentir-se superiores aos homens. Vendem uma promessa de intimidade física alucinante que raramente cumprem, pois são, em geral, as mais reprimidas sexualmente. O apelo erótico funciona como atalho para os objetivos de ordem material que pretendem alcançar. Não há como deixar de apontar a superioridade moral daqueles que mentem por fraquezas quando comparados aos que obtêm vantagens com sua falsidade. O primeiro grupo poderia se distanciar ainda mais do segundo se acordasse para uma verdade óbvia e fácil de enfrentar. Aquele que me intimida é tão falível e frágil quanto eu. E – nunca é demais lembrar –, para ele, eu sou o outro que tanto lhe mete medo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estacas mentais

Uma caravana de camelos atravessava o deserto. Chegou à hora do descanso e o cameleiro preparava-se como habitualmente para prender os camelos às estacas quando verificou que faltava uma estaca . Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana: - Mestre, falta-me uma estaca para um camelo. Como fazer? - Não tenhas problema. Eles estão tão habituados a ficar preso que se tu fingires que o atas com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do sitio. O cameleiro assim fez e o camelo ali ficou toda à noite. No dia seguinte quando se preparavam para partir esse camelo simplesmente recusou-se a sair do sítio, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força. Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao mestre contando-lhe o sucedido. - Homem, respondeu-lhe o mestre. Que fizeste ontem? Não fingiste que o ataste à estaca? Então faz o mesmo hoje. Finge que o desamarras. O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada. Muitas vezes não avançamos devido às nossas "estacas mentais". É o desconforto da acomodação

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Por que as mães choram?

"Por que você esta chorando?" - ele pergunto á sua mãe "Porque sou mãe!" - ela respondeu "Eu não entendi" - ele respondeu Ela apenas o abraçou e sussurrou: "Você nunca entenderá" Mais tarde o menino perguntou ao pai porque as mamães parecem chorar sem nenhuma razão aparente. "Todas as mães choram sem motivo" - é o que o pai conseguiu responder O menino cresceu tornou-se homem e por toda vida sempre se perguntara o porque as mães volta e meia estão chorando. Após muitos anos sem respostas ele deixou o mundo, quando sua lama vira diante de Deus, logo pergunta: "Senhor, nunca entendi o porque de choros tão sofridos e freqüentes das mães" Disse Deus: "Quando criei as mães,procurava algo especial, porque tinha que ser especial. Eu fiz os ombros fortes o suficiente para carregarem o peso da injustiça humana e, ainda, suficientemente confortáveis para dar apoio. Eu dei a elas a força suficiente para a continuação da luta, quando todos vocês filhos já desistiram. Dei-lhes fibra para proteger a família por entre doenças e tristezas, sem jamais deixa-los de amar. Dei-lhes sensibilidade para amar seus filhos diante de qualquer circunstancia, mesmo que a tenham magoado profundamente. é essa mesma sensibilidade que as ajuda a silenciar o choro daquele que se encontram fracos, transmitindo-lhes esperança, aberta sempre para ouvir ansiedades e medos. E finalmente, dei-lhes lágrimas para que derramassem sem nenhuma razão aparente. - " por que fiz isso?" Para não diferenciá-las por completo da espécie humana.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pode ser você

Aquela grande idéia que você teve, alguém irá colocá-la em prática. Aquela oportunidade que você contemplou alguém irá explorá-la no máximo do seu potencial. Alguém irá fazer uma fortuna com o conhecimento que você tem em sua mente. Alguém irá se destacar usando as habilidades que você já possui. Alguém irá, e esse alguém pode ser você. Debaixo dos seus pés, ou acima do seu pescoço e um pouco abaixo dos seus cabelos, pode estar um grande tesouro. Tome posse dele antes que outros o façam. Hoje, agora, você já possui aquilo que é necessário para dar início a uma jornada de sucesso e realizações. Tudo o que você precisa é de ação e compromisso com aquilo que pode levá-lo a um novo patamar de influência. Alguém irá retirar o máximo dos recursos que você tem em suas mãos, e esse alguém pode ser você. Alguém fará uma enorme diferença com os recursos que você já tem à sua disposição. Alguém irá fazer isto ao tomar uma ativa atitude de colocar em prática aquilo que você já tem em mente. Se você puder fizer isto, esse alguém pode ser você. Para Meditação: Ouça o sábio e cresça em prudência; e o instruído adquira habilidade.

domingo, 9 de outubro de 2011

Educar com princípios sólidos

Por Roberto Shinyashiki Tenha consciência de que suas palavras e orientações são decisivas na vida de seus filhos. Eles jamais esquecerão o que você lhes disser. Num mundo de tantas mudanças, pressões, cobranças de resultados, precisamos respeitar nossos princípios. Nossos valores devem ser sólidos e não podem ficar abalados por nenhum dinheiro deste mundo. E os princípios exigem clareza e coerência. As pessoas que têm princípios ambíguos e flexíveis acabam fragilizando sua dignidade. É muito importante que mãe e pai mostrem seus princípios ao filho. Os pais que constantemente, e na prática, valorizam a honestidade, a lealdade, o respeito ao próximo, o sucesso através do trabalho dão aos filhos a certeza de que vale a pena cultivar essas qualidades. No que diz respeito a esses valores, os pais devem ser firmes e coerentes. Mostre que a verdade sempre deve prevalecer sobre a mentira, que a justiça deve contrapor-se à mentalidade que prega a vantagem a qualquer preço. Todas as vezes em que os filhos (de qualquer idade) se mostrarem flexíveis quanto aos princípios, os pais devem conversar sobre o tema para demonstrar a necessidade da adesão total a esses princípios. Por que dizer a verdade e rejeitar a mentira? Porque a pessoa que mente se enfraquece, cria laços com a angústia, com a ansiedade, com a insegurança e se torna vacilante no seu caminho de desenvolvimento humano. Educar com princípios é argumentar para que o filho entenda a razão pela qual precisa abraçar os valores. Toda conversa entre pais e filhos deve se basear na busca de um sentido para a vida. Você já pensou na força das palavras dos seus pais? Você já percebeu que tem 30, 40 ou 50 anos de idade e até hoje escuta na consciência a voz dos seus pais? Por isso, tenha também consciência de que suas palavras e orientações são decisivas na vida de seus filhos. Eles jamais esquecerão o que você lhes disser. Às vezes os pais mentem por coisas muito pequenas que, aparentemente, não fazem grande diferença. E essas pequenas mentiras acabam fazendo um grande estrago na vida de uma pessoa. É fundamental percebermos como esses detalhes influenciam a educação dos filhos, mesmo que naquele minuto a mentira parecesse ser a saída mais fácil. Os pais devem ter bem claro que tudo o que dizem e fazem repercutirá para sempre na vida dos filhos. As pessoas estão buscando a vitória a qualquer custo, e isso inclui passar por cima dos outros. Não podemos abrir mão dos princípios da honestidade e confundir a vitória com o sucesso nem a derrota com o fracasso. Na vida de uma pessoa de sucesso também acontecem derrotas. Na vida de uma pessoa que fracassa há também muitas vitórias. E precisamos entender que uma derrota pode nos ajudar a aprender mais sobre nós mesmos, sobre a vida, e com isso crescer para, no futuro, conquistar uma grande vitória. Querer uma vitória agora e, para atingi-la, agir de maneira antiética e desonesta é, além disso, totalmente inútil. Chegará o dia em que a verdade prevalecerá e aquela falsa vitória se tornará uma grande derrota. Quando converso com os atletas que oriento, digo-lhes sempre: “Vamos procurar vencer sempre, mas não de qualquer jeito”. Vencer de qualquer jeito causa nas pessoas a percepção de que a vitória não foi delas, mas fruto da trapaça, da enganação. Não foi o atleta que venceu, mas sua falta de honestidade. Conseqüência: será um eterno frustrado. Uma vitória real e permanente só é possível quando construímos uma vida sobre bases sólidas. Nossos filhos precisam desse exemplo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Silênciossssss

"Hoje eu não sei dizer. Só sei sentir. Há dias em que as palavras não são capazes de traduzir o sentimento. Bom mesmo é ser compreendido, mesmo quando não sabemos dizer... Amar é uma forma de crer em silêncio!"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Permita-Se amar

Com o passar dos anos o amor tem sido muito mais estratégico do que espontâneo. Temos que redescobrir a naturalidade do relacionamento amoroso. As pessoas precisam ter interesse genuíno no outro. As pessoas vivem fazendo comparações entre elas mesmas e os outros. Comparam também as pessoas entre si. O tempo todo ficam imaginado que, se algo fosse diferente no parceiro, ele seria melhor. Quando você entra no jogo da comparação, sempre, há alguém que sai perdendo. E, geralmente, quem sai perdendo é você mesmo. Ao se comparar, você fica impedido de ver quanto você é o único e especial. Muitas vezes, as pessoas se sentem agredidas pelos atos negativos do seu companheiro. As características básicas das pessoas que procuramos coincidem, ou se opõem, na maioria das vezes, às de alguma pessoa especial e importante da nossa infância. Quando iniciamos uma relação, geralmente, vemos o outro como uma pessoa diferente dos parceiros anteriores e muito especial. Porém, à medida que os problemas vão surgindo, começam as comparações com o último relacionamento e, depois de algum tempo, reafirma-se a crença negativa de que amar não dá certo. Dessa maneira, é muito fácil, por exemplo, o casamento entornar em pouco mais de dois anos. O grande desafio é, justamente, nos desvencilhar da imagem projetada que fazemos de nós mesmos e de quem está ao nosso lado, nos permitindo aceitar as maravilhosas qualidades do ser humano e os defeitos também. Quando, num relacionamento, não estamos amando o outro, mas, a imagem que construímos e buscamos encontrar, e essa imagem cai, permitindo-nos vê-lo exatamente como é, há um desinteresse, um desencanto. Enquanto vivermos sob o domínio da neurose, com sistemas de comparações, jamais amaremos alguém com a intensidade de que idealizamos. Amamos nos sonhos e ficamos sozinhos quando acordados. Há uma frase de que gosto muito diz: “o casamento dá certo para quem não precisa de casamento”. Normalmente, a compulsão de casar e de viver junto nascem de uma dependência. As pessoas esperam um complemento. Essa não é a função de um relacionamento, o outro não vai preencher uma lacuna, mas sim, ajudar a desenvolver o que elas não têm. Infelizmente, a maior parte das pessoas odeia sua própria companhia e vê no outro uma forma de “salvação”. O único jeito de amar é buscando a sinceridade. Infelizmente, com o passar dos anos o amor tem sido muito mais estratégico do que espontâneo. Nas revistas femininas via-se muito esse tipo de atitude: “se ele fizer isso, faça aquilo”, o que foi minando a espontaneidade do amor. Nós temos que redescobrir a forma de amar, a naturalidade do relacionamento amoroso. As pessoas precisam ter interesse genuíno no outro.Todas as maneiras de amar devem ser naturais. Quem fica estudando demais o outro, “mata” a possibilidade de amar alguém. O mundo é feito de absurdos e encontros, os absurdos fazem parte, porém, devemos entender que é possível ser feliz, acreditando dia-a-dia na naturalidade dos sentimentos. Devemos perceber que a única maneira de amar o outro é nos amando. A medida em que você vai desenvolvendo a paz, mais você vai gostando de ficar com você e seleciona melhor seu possível companheiro. Se a pessoa tem baixa auto-estima, usará o outro para “tapar o buraco” de suas carências, no entanto, ninguém resolve a carência de ninguém. Conviver e saber aceitar a idéia de que qualquer relacionamento pode acabar é a chave para o amor saudável e construtivo. Tentar dominar o parceiro com medo da perda, só faz com que ele se afaste ainda mais. Esse é outro grande desafio da arte de amar: lidar com a possibilidade da perda, sem dominar o outro. Roberto Shinyashiki é escritor e conferencista

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Poder da gentileza

Quem não gosta de ser bem tratado? De na hora de um aperto, ter alguém por perto para dar a mão? Quem não se sente bem diante de um sorriso verdadeiro? Ou não gosta de ver seu nome pronunciado por alguém? Atitudes de carinho, respeito e atenção fazem toda a diferença. E as pessoas que agem com gentileza, com respeito e consideração são sempre muito admiradas por quem recebe um comportamento tão agradável. Uma teoria publicada pelo professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos, chamada de “sobrevivência do mais gentil”, diz que um dos motivos que fez a espécie humana sobreviver foi a gentileza. “Acredito que a gentileza tem o poder de mudar o mundo interno e externo dos seres humanos. Ser gentil pode ser uma filosofia de vida que considera o outro como um ser merecedor de sua atenção, pois é composto de sentimentos semelhantes ao seu. Mas, no entanto, para ser gentil, eu preciso estar bem comigo mesmo. Do contrário, não conseguirei externar as atitudes benéficas que compõem a gentileza. Ser gentil é não se deixar ser levado pelo impulso, pelo mau humor alheio, e não ser reativo. Ser gentil é ser educado, é ter respeito por aqueles que cruzam o nosso caminho. Gentileza nunca é demais!”, defende Messias de Oliveira, psicólogo da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Algumas atitudes que podem lhe ajudar a ser mais gentil: 1. Tente se colocar no lugar do outro. Isso o ajuda a entender melhor as pessoas, seu modo de pensar e agir. 2. Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema 3. Pratique a arte da paciência. Evite julgamentos e ações precipitadas. 4. Peça desculpas. Isso pode prevenir a violência e salvar relacionamentos. 5. Pense positivo. Procure valorizar o que a situação e o outro têm de bom e perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres. 6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são uma verdadeira riqueza para todos. 7. Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida 8. Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema. 9. Faça justiça. Esforce-se para compreender as diferenças e não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras. 10. Mude a sua maneira de ver os conflitos. A gentileza nos mostra que o conflito pode ter resultados positivos e ainda tornar a convivência mais íntima e confiável. Fonte: Revista Ponto de Encontro, Segredos do dia.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lei do caminhão do lixo

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou por um triz do outro carro! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amável e amigável. Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!’ Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.” Ele explicou que: Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranqüilo… respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR. O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem. “A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe”! Tenha um boa semana, Livre de lixo!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alegria ou felicidade

Todos nós queremos ser felizes, mas sem sentir buscamos essa felicidade fora de nós mesmos! Muitos pensam encontrá-la no Amor, porém o egoísmo ou medo de sofrer não os deixa amar de verdade! Outros no reconhecimento, mas a má vontade é incompatível com a evolução! Há os que buscam essa felicidade em bens materiais, falsa prosperidade, confundindo ambição com ganância! Não podemos também confundir Felicidade com Alegria que é importante e está mais próxima das comemorações! Podemos estar muito alegres num determinado instante comemorando uma vitória e, bem no fundo da Alma, estarmos em conflito conosco e com o Mundo, devido a problemas reais ou não! Felicidade é Paz interior! Essa Paz tem que ser conquistada aos poucos e sempre: cultivando o Amor ao Próximo, tendo a consciência sempre tranqüila de que fazemos o melhor, perdoando-nos pelos erros cometidos, agradecendo o que se tem, respeitando o direito e a individualidade de cada ser humano, procurando fazer o outro feliz, confiando em Deus! Quem vive a fim de prejudicar ou magoar alguém, seja com atos ou palavras, não pode reclamar que a “sorte” não lhe sorri! Por que tantos comemoram a tristeza de uns e se entristecem com a vitória de outros? Não é bem mais fácil cada um cuidar de sua própria vida, buscando essa Felicidade dentro de si mesmos? CADA UM DE NÓS TEM POTENCIAL PARA CHEGAR ONDE QUISER!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Caráter e honra

Precisamos entender o que é “Caráter e Honra”, e quero enfocar este assunto. Têm existido no mundo grandes homens que deixaram em muito de ser o auxílio que poderiam ter sido, simplesmente porque estavam mais interessados em posição e honras humanas do que em serviço humilde e em fazer o que é direito. Henrique Clay tendo sido chamado a tomar posição definida quanto à escravidão, e havendo preparado cuidadosamente seu argumento, Clay levou-o ao Coronel Preston, pedindo-lhe a opinião. Concordo inteiramente com seus pontos de vista, Sr. Clay, respondeu o Coronel Preston, mas creio que seria melhor que deixasse fora tais e tais partes. O exprimir tais opiniões, acho, que vai prejudicar suas perspectivas quanto à presidência, na maior parte do país. Estou com a razão, senhor? Perguntou Clay. Acho que está. Então, Senhor, disse Clay, com decisão, não omitirei palavra alguma e não transigirei com um “til” ou “jota”. Prefiro ser justo, a ser presidente! Precisamos de mais homens que prefiram servir humildemente.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dificuldade de aprendizagem

Vou falar sobre um dos problemas que mais atemorizam pais e as próprias crianças: falta de aprendizagem escolar. Em primeiro lugar, vamos distencionar ao ler o artigo, relaxe os ombros, mexa cabeça, gire seu pescoço, pensa que é brincadeira? Falo muito sério. Pelos anos de experiência que vivi como Diretora Pedagógica Escolar e exercendo também a Psicopedagogia Institucional era o que mais me chamava a atenção a angústia, a tensão que as famílias encaravam as dificuldades educacionais de seus pequenos. Principalmente na época da alfabetização formal, vejo que não é somente a criança que se encontra em processo de alfabetização, toda a família se preocupa, se desgasta em acompanhar o filho, por vezes, trilhar o caminho da alfabetização que acaba se tornando, para alguns, o Caminho das Pedras. Quando a criança vem cedo para a Escola, os profissionais da Educação têm mais tempo para detectar se a criança possui algum problema, seja do mais simples,por exemplo,visão ou audição até alguns mais complicados como a dislexia ou a temida Hiperatividade que tem várias causas,embora sejam crianças muito inteligentes, não têm a aprendizagem condizente com o grau de inteligência. São casos e mais casos que abarrotam salas de Coordenadores Pedagógicos que encaminham estas crianças para Neurologistas, Oftalmologistas, Otorrinolaringologistas, Psicólogos, Psicopedagogos e Fonoaudiólogos. Muitos pais vinham a minha procura nas Escolas por onde passei, ansiosos querendo saber o que poderiam fazer para ajudar seus filhos,sempre respondi: - SENDO PAIS! Criança em casa precisa de Família que a ajude a se organizar, ser cuidadosa com seu material, que lhe eduque, lhe coloque limites e lhe dê muito carinho. É essa a fórmula principal da Família que quer ajudar seu filho na escola, fazer com que ele aprenda a ser responsável, assíduo e pontual, que faça seus deveres de casa. Mas, pára por aí. O desgaste que observava em algumas famílias com crianças que tinham dificuldade de aprender era impressionante, muitos pais acham que os filhos têm preguiça de estudar, porque não entendem que hoje em dia o “estudar” que ele conheceu na escola MUDOU RADICALMENTE! Não dá para se ensinar uma criança para ONTEM, isto é passado. Precisamos ensinar nossas crianças para um Futuro que desconhecemos como será. Temos algumas idéias de que tipo de Homem precisamos formar para ter sucesso no FUTURO: ser criativo, responsável, aprender a aprender sozinho, ter iniciativa, saber trabalhar em equipe, saber ouvir mais do que falar. Essas são algumas características que a maioria dos teóricos em Educação e Profissionais de Educação consideram como indispensáveis em qualquer sociedade do futuro. A criança nasce potencialmente pronta para aprender. A falta de aprendizagem é SINTOMA de que algo não vai bem com esta criança. Pais, deixem a educação escolar para ser trabalhada pela Escola, procurem a Equipe Pedagógica para esclarecer qualquer dúvida. Se forem aconselhados a levar seu filho a um especialista, não demorem, qualquer atraso pode redundar em fazer essa criança perder um ano, repetir um ano. Já está provado que repetir um ano escolar derruba qualquer auto-estima infantil. Afinal quem gosta de ser REPROVADO em qualquer situação da vida até hoje, como adulto? Ninguém melhora com reforço negativo. Saibam que um REFORÇO POSITIVO vale mais que vinte reforços negativos. Brigar com uma criança que tem dificuldade na aprendizagem é quase uma covardia, ela não é preguiçosa, o que o seu corpinho demonstra em se espreguiçar, abrir a boca, pedir para beber água ou ir ao banheiro é um pedido de SOCORRO, “alguém me entenda, por favor? Não estou entendendo nada!”. Por isso, prezado leitor, é necessário que se escolha bem em que escola vai matricular seu filho, que Teoria de Aprendizagem a escola segue, se é tradicional, se é construtivista, sociointeracionista, montessoriana. Por vezes, a criança que tem problemas escolares numa determinada escola, basta mudar para outra que cessam todos os sintomas descritos acima. Prezado leitor, se manifestar desejo em se aprofundar mais nesse assunto, é só escrever, eu farei a continuidade do tema.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Motivação para o trabalho

Tem também aquela dos três operários que tiveram que responde a um passante o que estavam fazendo. O primeiro disse, “Estou assentando tijolos”. O segundo, “Estou correndo atrás do leite das crianças”. E o terceiro foi bem mais longe, “Estou construindo uma catedral”. Verdade verdadeira que quanto mais abrangente a consciência a respeito do seu trabalho, mais dignidade e motivação você encontrará nas tarefas do dia-a-dia. A Bíblia conta a história de Jacó, que trabalhou 14 anos para o sogro em troca da autorização para casar com Raquel – vai ser apaixonado assim lá na Bíblia! O fato é que o Nietzsche tinha mesmo razão: “somente quem sabe o porque da vida é capaz de suportar-lhe o como”, ou se você preferir, somente quem sabe porque está trabalhando é capaz de suportar a rotina. Poderíamos ampliar essa idéia para, “quanto mais nobre a motivação, mais leve o trabalho”, ou “quanto maior a motivação, menor o sacrifício”, isto é, se você souber que levar duas toneladas de pedra até o alto da montanha salva a vida do seu filho, então, que venha a montanha. O segredo é encontrar um significado para o trabalho. A atividade não pode ser um fim em si mesmo. Gosto de acreditar que trabalhar é cooperar com Deus para colocar ordem no caos – imagine como seria o mundo sem aqueles caras que limpam as galerias de esgoto (aliás, não precisa imaginar, basta visitar São Paulo numa tarde de chuva forte). Trabalhar é cooperar com Deus para colocar ordem no caos, tornar o mundo habitável, mais justo, mais fraterno, mais solidário, isto é, o mais parecido possível com o paraíso. Utopia? Claro. Mas é bom que sejamos movidos por utopias. A alternativas são o niilismo, o cinismo, ou algo pior. Gosto também de acreditar que o trabalho é uma experiência de autodesenvolvimento, coisa que disse o Vinícius, “o operário faz a coisa e a coisa faz o operário”. Trabalhar é expressar talento, canalizar aptidão de maneira útil, fazer algo que presta para um montão de gente, o que dá aquela maravilhosa sensação de “eu faço diferença”. Enquanto a gente vai transbordando para o mundo através do fruto do nosso trabalho, a gente vai se conhecendo, aprendendo a se dominar, se desenvolvendo emocional, intelectual e espiritualmente. Eu ficaria orgulhosíssimo de ouvir uma mulher dizer “meu marido melhorou muito desde que começou a trabalhar com o senhor, é mais paciente com os meninos e parou de beber”, ou então imagine aquela mãe cumprimentando você no dia da festa de fim de ano “doutor, obrigado, meu menino é outra pessoa desde que veio trabalhar no seu escritório”. O maior fruto do seu negócio é o tipo de gente que ele coloca na sociedade. Uma pergunta que sempre me faço é a seguinte, “o que esse cara aprendeu durante estes cinco anos que trabalha na minha equipe?”. O camarada que trabalha no estoque ainda está lá, ou sua empresa facilitou uma formação universitária para ele? A menina que trabalhava na recepção ainda está lá, ou sua empresa ajudou que ela terminasse o segundo grau? A faxineira já sabe ler? Seu motorista já mudou para uma casinha melhor? Seu engenheiro está mais equilibrado ou ainda está na mão de agiota? Enfim, você faz gente melhor, ou ganha dinheiro com elas? Você usa a coisa para ganhar pessoas, ou usa pessoas para conseguir as coisas? O trabalho que não me faz melhor não me serve. O ambiente profissional que não alavanca biografias ainda está aquém de seu potencial pleno de produtividade. Filosofia à parte, o negócio é o seguinte: é negócio mesmo. Apesar da beleza dos conceitos trabalho e utopia, trabalho e justiça social, trabalho e desenvolvimento pessoal, no fundo, no fundo, a maioria trabalha mesmo é para ganhar dinheiro. Convenhamos que é muito difícil passar a tarde atrás de um guichê e na frente de uma fila interminável que se arrasta, e fazer isso acreditando que o mundo vai ficar melhor quando a fila acabar, ou que você vai embora pra casa mais gente do que quando assumiu o balcão. Fala a verdade, imagine você dando uns tapinhas no ombro dos caras que estão atravessando a garagem com uma geladeira pendurada no cinturão, “parabéns pessoal, o mundo vai ficar bem mais bonito quando vocês chegarem no décimo quarto andar”. E aquela reunião de planejamento? E os gringos que chegaram da matriz e querem saber os detalhes da projeção da variação cambial, o efeito de médio prazo na rentabilidade da operação, e por que a lata de ervilha do concorrente é oito centavos mais barata? Outro dia eu conversava com o diretor comercial de uma multinacional que me dizia que, sendo bem honesto, ele trabalhava para ganhar dinheiro para o acionista e corria atrás das metas por causa do bônus do final do ano. A conclusão dele era que essa conversa que tenta dar uma dimensão nobre na selvageria das relações de mercado é tudo enganação, maquiagem, discurso para apaziguar consciência. Não me conformei com o veredicto. Mas me solidarizo com os camaradas que estão estressados pela correria atrás de resultados, entediados com intermináveis reuniões de blá-blá-blá, frustrados com a incompetência do chefe, desanimados porque chegaram na idade que limita sua ascensão na empresa e diminui suas chances no mercado, ou que foram injustiçados por uma política interna da companhia decidida lá do outro lado do mundo. Chegamos numa encruzilhada. Não podemos abrir mão da dimensão que alinha o trabalho e a vida profissional com nossos valores e crenças mais profundas. Mas não são raras as vezes quando não conseguimos enxergar qualquer relação entre o que fazemos durante a maior parte do nosso tempo acordado com aquilo que realmente importa. Depois de alguns anos conversando com pessoas que chegaram nesse impasse, cheguei a algumas conclusões. Uma delas é que o significado do trabalho e da atividade profissional não está necessariamente na atividade essencial que o define. O significado do trabalho não está necessariamente em atender a fila, redigir uma petição, planejar o lançamento de um novo produto, restaurar um dente ou mudar a geladeira de uma cozinha para outra. Evidentemente, o mundo seria um caos se essas e milhões de outras coisas não fossem feitas. Mas o segredo não está necessariamente na atividade. É claro que algumas pessoas conseguem ver suas atividades e as ações que definem a essência de seu trabalho, como um fim em si mesmas. Mas se não é o seu caso, nem tudo está perdido, pois o segredo não está no que você faz. Existem outros alicerces para que seu trabalho seja uma fonte de satisfação e seja redimensionado para significados perenes. Você deve focalizar não apenas o que você faz, mas também e principalmente como você faz, o ambiente onde você faz, as pessoas com quem você faz, as recompensas que você alcança depois que faz. É possível que o camarada chegue em casa quebrado e diga pra esposa que passou o dia todo carregando caminhão. Mas também é possível que chegue em casa e diga que enquanto carregava caminhão pôde conversar com o Carlão, “que tá de cabeça cheia e ficou dois dias no bar, e eu falei pra ele sair dessa vida”. É possível que a mulher chegue em casa exausta e resmungando daquelas velhinhas que demoram 20 minutos para pagar uma conta de luz e nunca ouviram falar em débito automático. Mas também pode chegar em casa e contar que a filha da Ritinha tá grávida e o marido desempregado, e que ela chamou tomou mundo pro almoço do sábado, “já que os meninos tão viajando mesmo, a gente pode fazer um agrado pra Ritinha que ajudou muito a gente quando sua mãe tava no hospital”. Imagine como fica diferente quando o seu Pedro chega no fim de semana e diz que estas duas horas a mais que ele trabalhou por dia no táxi valeram a pena e que vai dar pra fazer a festinha de um ano do netinho. Ou então quando o Paulo Roberto desabafa com o pai dizendo que a empresa não remunera tão bem, mas que a chance de fazer o MBA e a oportunidade de trabalhar com o Dr. Estevão são impagáveis. Então a coisa é a seguinte. De vez em quando você tem certeza que está construindo uma catedral, outras vezes está apenas assentando tijolos e na maioria das vezes está defendendo o leite das crianças e uma aposentadoria confortável. Mas qualquer que seja sua atividade profissional e seu ambiente de trabalho, sempre é possível fazer as coisas com integridade e qualidade, expressar talentos e canalizar capacidades de maneira útil visando beneficiar o maior número possível de pessoas, cultivar bons e agradáveis relacionamentos, praticar a camaradagem e desenvolver amizades profundas e duradouras, aprender alguma coisa, crescer como gente e se aperfeiçoar como profissional, somar recursos e amealhar riquezas que poderão ser desfrutadas e compartilhadas. Basta levantar os olhos dos fatos e das atividades tangíveis e visíveis, pois como Einstein fez questão de registrar no aforismo afixado na parede de seu gabinete “nem tudo que conta, pode ser contado, e nem tudo que pode ser contado, conta”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

No jogo da vida, precisamos treinar e jogar muito bem.

Se nosso time sabe o que fazer em campo, sem se importar com a torcida contrária, a vitória desenhada nos vestiários, se tornará uma realidade. É preciso, porém muito cuidado com os cartões vermelhos, é tudo o que o adversário deseja para os nossos atletas. No jogo da vida o importante é não se preocupar com o placar (pois podemos estar perdendo), e não se preocupar com os ataques do outro time, mas fazer “os gols” necessários para a conquista da vitória. Saber viver, saber enfrentar as pressões do dia-dia, saber driblar as dificuldades e olhar firmemente para o objetivo, deve ser o alvo de todo aquele que caminha, que corre, que se leve, que vibra nos gramados da vida.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As portas docoração

Acho que ninguém passa a vida como uma folha em branco, sem escritos, sem rabiscos. Tudo vai sendo escrito na alma, os momentos vão sendo registrados , misturando o que foi com o que deixou de ser, as grandes expectativas com as grandes decepções.Cada página virada traz as marcas das que passaram e com o tempo vamos aprendendo a prudência nas relações.Quando somos jovens é diferente, pois a esperança é tão eterna quanto o amor que toma conta da gente. Mas os anos nos trazem a vivência, a desconfiança e a memória das coisas que nos fizeram mal.Se na juventude nos jogamos de cara a cada nova oportunidade, mais tarde aprendemos a caminhar lentamente, olhar de longe, tentar reconhecer os riscos e buscar garantias. Essas mesmas garantias que só são assinadas depois, bem depois, caso existam.A vida não nos abandona e as oportunidades vão surgindo. Mas, com elas as feridas que se reabrem, que revivem e fechamos os olhos a, talvez, belos instantes de felicidade plena e eterna.Não sabemos! Não podemos saber! As pessoas não são iguais, mas tão parecidas! Não queremos sonhar de novo e cair de novo, chorar de novo e parecer tolos aos olhos dos outros… preferimos fechar as portas do coração e olhar pela fresta, imaginar o que teria sido se tivéssemos, pelo menos, tentado…Queremos sempre o amor, nunca a dor que dele resulta. Queremos o mel, a alegria e até a saudade que pode incomodar o coração, mas dor… dor não!Não sabemos, talvez, que seja esse o preço e que a alegria de amar um tempo vale mil vezes a dor cravada na alma.Amar alguém é elevar-se ao ponto nobre da vida. É tocar o céu e ter a terra aos seus pés. E se mais tarde os ventos contrários nos trazem de volta, valeu a viagem, valeram as lembranças que carregamos e que nos sustentam.E entre os escritos da vida, prevalecem, no fim, o néctar que soubemos tirar das flores, a poesia que tiramos dos amores, mesmo daqueles que tiveram fim… Letícia Thompson

domingo, 11 de setembro de 2011

Angustias da alma

As angústias da alma nos jogam de um lado para o outro e não sabemos se nos basta um calmante ou uma oração, ou ambos. Não se sabe se o apelo vem da imanência ou da transcendência. Não é possível distinguir o necessário: o pão ou a providência, o aplauso ou o significado, o sexo ou o afeto, o prazer ou o arrebatamento. Na verdade, não sabemos sequer se uns existem sem os outros, ou, por exemplo, onde estará o afeto sem o toque, a providência sem a mesa posta, a realização sem o reconhecimento, o significado sem a aprovação, o êxtase sem a sensação. Pode o faminto experimentar a segurança; a presença conviver com a solidão; o útil permanecer anônimo? Angústia é o estado de quem está diante de “um afluxo incontrolável de excitações muito variadas e intensas a que é incapaz de responder”; pelo menos foi o que disse o Houaiss. Alma é o conjunto indissociável formado pelo corpo e o espírito humano: pó da terra + fôlego da vida = alma vivente, conforme o Gênesis, livro da Bíblia Hebraica que narra a origem da raça humana. As angústias da alma implicam, portanto, um inevitável estado de excitamento diante de incontáveis possibilidades, tanto para o corpo quanto para o espírito: a dança da alma diante do efêmero e o eterno, o singelo e o sublime, o animal e o divino, a terra e o céu, que se entrelaçam numa unidade de mútua afetação, pois o que o corpo experimenta toca o espírito e o que o espírito penetra faz tremer o corpo. As angústias da alma nos jogam de um lado para o outro e não sabemos se nos basta um calmante ou uma oração, ou ambos. Não se sabe se o apelo vem da imanência ou da transcendência. Não é possível distinguir o necessário: o pão ou a providência, o aplauso ou o significado, o sexo ou o afeto, o prazer ou o arrebatamento. Na verdade, não sabemos sequer se uns existem sem os outros, ou, por exemplo, onde estará o afeto sem o toque, a providência sem a mesa posta, a realização sem o reconhecimento, o significado sem a aprovação, o êxtase sem a sensação. Pode o faminto experimentar a segurança; a presença conviver com a solidão; o útil permanecer anônimo? De noite na cama, custo a pegar no sono, pois minha mente não para, meu corpo não aquieta, meu espírito não silencia. O coração acelera, a criatividade dispara, as preces se multiplicam. Outra noite percorri mentalmente, passo a passo e em ritmo lento, os 2 Km que percorro quase diariamente em minhas corridas matinais. Adormeci. Meu exercício predileto, no entanto, é me imaginar andando sobre as nuvens, calça larga e arregaçada de um algodão leve bege clarinho e um camisão tipo bata, branco, escorrendo para fora da calça. Diante de mim um imenso arquivo de madeira, branco patinado, com gavetas abertas e em cada gaveta uma etiqueta com a inscrição de um objeto de minhas preocupações, ansiedades, sonhos, responsabilidades e amores: uma gaveta para mim, uma para meu filho, minha mãe, meu pai, meu trabalho, meus amigos, meu futuro, e o paradoxo do mundo distribuído em incontáveis gavetas, que percorro lentamente até mergulhar no sono. Caminho lentamente entre as nuvens, como que flutuando, com o único esforço de fechar cuidadosamente cada gaveta, num gesto de gratidão, devoção e consagração: fechar a gaveta é entregar seu cuidado às mãos de Deus. Assim oro todas as noites. Assim vou desacelerando a alma, diminuindo e cadenciando o coração, tratando cada fantasia e administrando cada conflito... Assim oro todas as noites. E durmo sem saber quais gavetas ficaram por fechar. Mas a cada manhã, com o sol, também se levanta minha alma. E com ela suas angústias. E sobre tudo, a misericórdia e a bondade de Deus, que me seguem todos os dias da vida. A alma angustiada retoma seu caminho, põe o pé na estrada, mangas arregaçadas, até deitar-se à noite, com o coração batendo acelerado, a mente rodando em velocidade incalculável e o esboço do dia seguinte rabiscado na tela da madrugada. As gavetas estão todas abertas novamente. E lá se vai o andarilho das nuvens, fechar uma por uma, de novo e mais uma vez, até que as luzes se apagam. Todo dia, toda noite. Tudo jamais igual. Os encontros e desencontros do dia estão nas primeiras gavetas: frases pela metade, falas desconexas, palavras mal-ditas; vergonhas e virtudes; pessoas – de perto, de longe, de sempre; tarefas inacabadas e projetos deflagrados; mais vontades, mais planos, mais promessas, mais, e cada vez mais. Mas as gavetas mais pesadas e difíceis de empurrar são as que carrego comigo durante a caminhada diária. Pego cada uma delas todas as manhãs e as levo para a luz do dia. Nem sempre consigo coloca-las no armário branco do chão das nuvens, e quando ficam amontoadas ao pé da cama, são prenúncio de noites mal dormidas. São estas as maiores angústias. E delas ainda não consegui me livrar completamente. São três as gavetas pesadas: a gaveta da integridade, da criatividade, e da legitimidade. Minha gaveta da integridade é muito pesada: o esforço sem tréguas, para preservar o coração puro e as mãos limpas. Manter distantes coisas como a inveja, a ganância e a cobiça; o ódio, a mágoa e o ressentimento; o cinismo, a desesperança e a incredulidade; a preguiça, a indolência e a displicência; o orgulho, a vaidade e a prepotência. Conviver com olhares, cartazes e esbarrões; propostas, ofertas e insinuações; possibilidades, oportunidades e devaneios; promessas, presentes e pretensões; notícias, informações e presságios; eu, tu, eles – nós, todo dia, toda hora... viver é mesmo muito perigoso, digo, maravilhoso. A outra gaveta, da criatividade, não pesa menos: o trabalho incessante para conseguir “the master piece”, a obra prima, o grande feito, a grande sacada, o grande insight, a tacada de mestre. Provavelmente isso tem a ver com o anseio por relevância, aquela coisa de deixar um legado, oferecer o melhor dos talentos e habilidades para o bem comum. Talvez, em termos mais infantis ou egocêntricos mesmo, algo como escrever na porta do banheiro do museu em New York “ eu estive aqui”. Que loucura isso de desejar ser contado entre os gênios da raça... viver é mesmo muito cansativo, digo, criativo. A última gaveta é mais uma idiossincrasia, uma encucação particular e bem pessoal. Ou, quem sabe, coisa de consciências mais sensíveis. A meu respeito, prefiro a primeira opção; concedo a segunda para pessoas como você. Trata-se da gaveta da legitimidade. Advirto que somente pessoas que se julgam privilegiadas têm que abrir e fechar esta gaveta – ou carregá-la. No meu caso, sofro muito com ela. Desde sempre acredito que Deus marcou um “x” nas minhas costas e colocou alguns anjos especiais no meu encalço. Tenho mais do que preciso e, graças à bondade dos amigos e de pessoas que querem demonstrar sua gratidão para comigo sem que eu nem mesmo saiba o que foi que fiz, acessos que meu dinheiro jamais pagaria. Tenho uma vida boa e me considero feliz e realizado. As coisas onde ponho a mão, geralmente dão certo, e raramente ouço “não” como resposta (sim, é verdade, não peço muito). O problema disso é que toda vez quando me dou conta da minha bem-aventurança, lembro da desventura dos outros. Outro dia li que 7 dólares prorrogam a vida de uma criança por uma semana em algum canto do terceiro mundo. Pronto, já não consigo ir ao cinema sem considerar a legitimidade de gastar para curtir o último filme do mmento, regado à pipoca e chá gelado. A questão é: num mundo de desigualdades e sociedades miseráveis, o que se pode considerar um prazer legítimo? E me diga lá, por que minha vida – que já foi, sim, tocada pela tragédia – é tão boa, enquanto a de outros – inclusive os que eu amo – sofrem tanto? Enfim, uns com tanto, e outros com tão pouco... viver é mesmo muito injusto, digo, gratificante. Por essas e outras é que minha alma vai dormir exausta. E haja gaveta pra fechar... Por enquanto, sigo meu caminho sob o epitáfio da Olga Benário: lutando pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Virtudes

VIRTUDE A virtude é uma força que age ou que pode agir; é um poder específico que constitui um valor essencial para qualificar a pessoa. A virtude de uma faca é cortar, de um remédio é tratar e de um homem é querer agir humanamente. A virtude, repete-se desde Aristóteles, é uma disposição adquirida de fazer o bem; é o esforço para se portar bem. O fato biológico de se nascer pertencente à espécie humana não torna a pessoa humanizada, como tantos o gostariam. É a maneira de ser e de agir humanamente, isto é, é a capacidade do agir bem que define o humano. E é a própria vida, a própria trajetória de viver que oferece a chance e o aprendizado de tornar-se essencialmente humano. As lições de humanização oferecem-se no cotidiano e representam as tarefas com as quais todos os seres humanos têm que lidar. Seja investindo em cumprir bem a tarefa, seja pelo cultivo da virtude a ela associada, o caminho do crescimento e a evolução para ser humano está pautado nessa aprendizagem e nessa prática. Definir a própria identidade, o próprio desejo / Coragem Garantir sua sobrevivência / Perseverança Comunicar seus pensamentos e opiniões / Alegria Lidar com a família / Fidelidade Encontrar o próprio Ser / Gratidão Ter um trabalho e cuidar da própria saúde / Disciplina Relacionar-se com os outros e/ou com o outro / Temperança Enfrentar as perdas, a sexualidade e ser capaz da transmutação / Transcendência Ter ideais sejam filosóficos e/ou religiosos / Fé Participar da vida social, achando seu próprio lugar / Responsabilidade Partilhar a vida em grupos, lidar com o que é coletivo / Generosidade Vivenciar a espiritualidade, fazendo a síntese da própria vida / Compaixão Parece não ser possível viver sem lidar com essas doze questões. Mesmo que não sejam resolvidas, tais questões se impõem a cada um, até mesmo pela falta. Cultivar as doze virtudes no cumprimento das doze tarefas habilita o ser humano à sua "virtude" maior – O AMOR. Se fosse escolha, o amor seria a maior virtude por excelência. Não sendo escolha, nós humanos temos que nos habilitar a vivenciá-lo cada vez mais plenamente. Esse foi o ensinamento de Cristo, de Buda e de outros tantos mestres. O amor nos humaniza em profundidade e acende o que há de melhor em cada ser humano. Cultivar as virtudes e cumprir as tarefas da humanização são práticas de BEM-VIVER, de estimular a amorosidade que nos torna humanos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Só dê ouvido a quem te ama

Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Que papel você desempenha nos relacionamentos?


É importante que você saiba como as relações funcionam para que não repita esses padrões vida afora.
Para que um relacionamento vingue, é importantíssimo que as pessoas envolvidas tenham a humildade de abrir o coração, assumir seu jeito de se relacionar e discutir, juntas, as opções que têm para evitar sofrimentos desnecessários. O ideal é que cada um fale de si, mostre ao outro quanto ele é importante e, principalmente, perceba que ninguém tem o direito de querer mudar ninguém a não ser a si mesmo.
Digo isso porque, numa mesma família, as pessoas tendem a desenvolver papéis diferentes, e para que todos vivam bem é necessário que cada um descubra o que precisa ser mudado.
No casamento, há duas tendências: a primeira é de que o casal seja muito semelhante, para que um busque no outro o apoio num trabalho comum. Dois protetores do universo, por exemplo, podem ter uma forte tendência para o trabalho social. Vão cuidar de todas as pessoas que aparecerem em sua vida. Em geral, a força desse tipo de casamento está muito mais centrada na amizade que na paixão e no romantismo.
A segunda tendência é de que os parceiros sejam complementares. Nesse caso, uma vítima da vida provavelmente se casará com um protetor do universo. Um deles será o eterno carente, e o outro, o eterno cuidador. Quando isso acontece, o casal freqüentemente tem muitos conflitos, mas também muita paixão. O problema é que, depois de uma sucessão de brigas e apaixonadas reconciliações, um dos dois se cansa e acaba caindo fora.
Já os amigos tendem a ter o mesmo jeito de viver, o que, em geral, amplia a cumplicidade entre eles. Se os dois forem vítimas da vida, por exemplo, poderão conversar bastante, e assim justificar um para o outro o fato de não fazer nada para assumir o controle da própria vida. Se os dois forem supercríticos, terão prazer em esmiuçar os defeitos de todo mundo enquanto tomam uma cerveja no bar da esquina.
Entre pais e filhos, as relações também tendem a ser complementares. O pai protetor do universo certamente criará o filho para ser a eterna vítima, pois dessa maneira poderá exercer seu papel de cuidador, tentando assumir o controle da vida do filho. O filho vítima, por sua vez, colocará a culpa de seus fracassos nas costas dos pais e, ao mesmo tempo, se aproveitará da necessidade deles de ter alguém para cuidar.
É importante que você saiba como as relações funcionam para que não repita esses padrões vida afora. Tenha consciência de que, ao decidir mudar, inevitavelmente provocará alterações significativas em seu grupo social. Se você sempre viveu como a eterna vítima e agora decide assumir suas responsabilidades, começa a trabalhar, toma a atitude de sair de casa ou qualquer coisa do tipo, muito provavelmente causará uma confusão imensa na família.
Por isso é importante que você e as pessoas de seus relacionamentos façam uma reflexão honesta e reconheçam a responsabilidade de cada um na criação dos problemas. Assumam, juntos, o compromisso de crescer, de ser melhores e mais felizes. No fim desse processo evolutivo há muito mais amor e plenitude do que vocês jamais experimentaram.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Conversando sobre drogas



Vivemos em um mundo desumanizado, que gera e fomenta personalidades ‘doentes’. Os valores humanos, afetivos e sociais, são deixados de lado e as substâncias estimulantes substituem os afetos essenciais à vida, gerando depressão em massa. Os tóxicos surgem como a solução ideal, disponível, trazendo alívio imediato. Mesmo que ilusóriamente.
As pesquisas e a realidade mostram que a maioria dos usuários / dependentes de drogas continua morando com sua família de origem, sendo, geralmente, sustentados pela mesma. Estabelecem-se padrões de relacionamento, com papéis e funções fixos: o usuário é o algoz e a família, a vítima, o que praticamente impossibilita a mudança das relações familiares, sem ajuda externa.
A família quer que seu ‘bode expiatório’ (o adicto/usuário) seja ‘curado’. Relacionando suas dificuldades apenas a ele: “Se não fosse o problema do abuso de drogas, seria tudo um mar de rosas”.
Um filho que escolhe a dependência química, escolhe não se tornar independente, portanto, não crescer nem se separar da família. Ele passa a depender cada vez mais da família e aglutina todos à sua volta. Por outro lado, a família tampouco precisa encarar as mudanças naturais em seu ciclo vital (saída do filho de casa, casamento, nascimento dos filhos, morte dos pais), já que a crise congela o tempo e desvia a atenção da família daquele momento de mudança e de situações potencialmente dolorosas, que precisam ser revistas. A família, ao ter de cuidar do paciente referido, adia esse momento, seja temporária ou definitivamente. O preço a pagar é que a família se coloca como refém e vítima do usuário, vivendo a vida dele e em função dele, e, assim, ficam todos emaranhados e enredados, lidando com culpa e acusação mutuamente. Mas ninguém se separa, selando um pacto de morte para todos os envolvidos. O que gera a doença familiar.
O usuário fica obsessivo pela droga e a família pelo usuário. O desequilíbrio geral se estabelece e equipara todos os envolvidos. É uma situação onde não há ganhadores, todos perdem. O usuário chega a dizer, por exemplo: “Olha como vocês é que estão doentes; prefiro continuar bebendo a ficar sóbrio e nervoso como vocês”.
O que fazer diante dessa situação?
Neste momento conversas esclarecedoras de caráter reflexivo-pedagógico a respeito do tema, com psicólogos especializados em dependência química.
para refletir sobre o uso de álcool e/ou outras drogas por parte de nossos familiares.
Se você é familiar/amigo de um usuário, e está sofrendo com seu uso descontrolado, procure ajuda. Segundo a Organização Mundial de Saúde, de cada dez dependentes de substâncias químicas apenas sete se salvam, quando a família e o usuário se tratam. Venha engrossar as estatísticas positivas, não sofra em silêncio! Você pode contar com ajuda e orientação de profissionais para casos agudos ou crônicos em sua família.
Na seja um refém, mas um ajudador,uma pessoa que deseja verdadeiramente que o outro tenha uma vida digna. E em especial ame,mas ame muito,pois este é um segredo que muitos esquecem durante este furacão.
Tacía Pítsica
Psico-pedagoga

domingo, 4 de setembro de 2011

A aventura das emoções

Hoje levantei cedo pensando no que tinha para fazer antes que o relógio voltasse a marcar meia-noite novamente. Fiquei cansada antes mesmo de botar o pé para fora da cama. Parei. Respirei lentamente por alguns instantes. Fiquei em silêncio e sentenciei: é minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar por meus pais não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Torço para que, amanhã cedo, você se levante com alegria e celebre a oportunidade que a vida lhe dá para lutar uma vez mais, com energia renovada, por seus sonhos de felicidade e saiba, com sua energia, realizar o que se propõe, mostrando a todos uma incrível disposição para batalhar até o fim. Com o carinho de sempre, Faça o que quiser pense o que quiser mas não culpe ninguém por seus resultados. Tacía
A revolução das emoções Vivemos uma brutal confusão entre sonhos, ilusões, realidade e fantasia. O desafio é saber pegar na realidade e, a partir dela, construir sonhos legítimos Por José Luiz Tejon Em uma recente palestra que fiz sobre O Vôo do Cisne, livro que escrevi em 2002 e chega agora à oitava edição, uma pesquisadora, que estudava os participantes do evento, me revelou em uma única frase o desejo ardente e mais profundo das pessoas: "fazer a revolução das emoções". E, por trás desse propósito, revela-se a repulsa às “celebridades” falsamente construídas. Basta de exemplos de seres extra-terrestres, distantes de nós, pessoas que nem conseguimos apalpar, ver, pegar ou sentir. As pessoas desejam uma revolução dentro das suas emoções, em suas vidas, nos seus bairros, cidades, casas. Ou seja, que afetem pessoas de verdade. Vivemos uma brutal confusão entre sonhos, ilusões, realidade e fantasia. O desafio, portanto, é saber pegar na realidade e, a partir dela, construir sonhos legítimos. Sonho é o que você faz com a realidade enquanto sonha. Ilusão é o que a realidade faz com você enquanto você se ilude.O livro O Vôo do Cisne é uma experiência dura e amarga de um "patinho feio" que vai transformando a sua vida em "cisne". E um aspecto sensacional da história é prestar atenção no valor das pessoas simples. Nada acontece e se consegue sozinho. A dependência aos outros é extrema – e de gente próxima! Não são as celebridades que fazem a diferença nas nossas vidas, mas os pais, a família, os vizinhos do bairro, o amigo da rua, a professora da escola, o servente de um bar, o patrão do primeiro emprego e a enfermeira que, além de cuidar das suas feridas, ajuda a sua cabeça.Juntamente com o maestro brasileiro João Carlos Martins, fui convidado para estar ao lado de outras 34 pessoas do mundo inteiro em uma publicação que será lançada pela editora norte-americana Mcgraw Hill, até o final do ano. Patrick Sweeney, um dos autores, ao me entrevistar em São Paulo no início deste mês de maio, perguntou : "Tejon, qual foi a primeira vez que você se sentiu forte? Quanto tomou consciência de sua força interior?". Pensei e não consegui lembrar de um momento específico, uma hora em que tudo ficou claro. Forcei a memória e chorei. Entendi, pela primeira vez em quase 50 anos, que há processos ao longo da vida que nos levam a seguir, caminhar, não parar ou desanimar. Lembrei-me, então, dos insistentes convites da minha mãe para que eu, aos seis anos de idade, a ajudasse a puxar o carrinho de feira pelas ruas do nosso bairro, em Santos. Eu, com uma terrível queimadura no rosto, não queria sair de casa por nenhum motivo. Mas minha mãe não desistia em tentar me convencer de que precisava da minha ajuda. "Você tem puxar o carrinho!", repetia ela. Debilitado, sempre saindo de alguma cirurgia, eu não tinha força nem para me puxar. Imagine só puxar o carrinho da feira? Pois, agora, relembrando os fatos, descobri que ela me enganava ao pedir minhas forças para ajudá-la – quando, em verdade, ela me passava toda a sua força e coragem para me tirar de casa, do escuro, da caverna. Se eu não conseguisse enfrentar a feira do meu bairro, seria impossível encarar o resto do mundo. Nenhuma celebridade fez isso por mim. Foi uma simples mãe adotiva e quase analfabeta. Revolucionar suas emoções significa prestar atenção nos detalhes da sua realidade. Beijá-la. Cada momento da sua realidade constrói ou destrói sonhos. Ilude ou realiza. Preste atenção. Só você pode descobrir. Roberto

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A tirania da felicidade

A tirania da felicidade Ser feliz virou uma obrigação. Se diz que a felicidade é o objetivo maior da humanidade. Pascal Bruckner, enseaísta francês, analisa que esse fenômeno ocorreu “depois de 1968, quando se fez uma revolução em nome do prazer.” Desde então, a felicidade, “mais do que o dinheiro, é a nova ostentação dos ricos. O consenso diz que a felicidade é o objetivo maior da humanidade. Pascal Bruckner, ensaísta francês, analisa que esse fenômeno ocorreu “depois de 1968, quando se fez uma revolução em nome do prazer.” Desde então, a felicidade, “mais do que o dinheiro, é a nova ostentação dos ricos”. Eles estão na mídia e exibem seus carros de luxo, sua vida amorosa extraordinária, seu sucesso social, financeiro ou mesmo moral, quando colaboram com instituições beneficentes. “A felicidade é o objetivo da busca eterna e universal que vem ocupando a mente humana desde os primórdios da criação. As pessoas podem diferir em suas perspectivas políticas e religiosas, filosofias de vida, perfis psicológicos, cultura e raça, mas todos, sem exceção, querem ser felizes. A felicidade é a meta do pobre e do rico, do erudito e do ignorante, do santo e do pecador, do ateu e do crente, do ascético e do indulgente. É por causa da felicidade que aspirantes espirituais oram, trapaceiros trapaceiam, açambarcam caridosos entregam-se à caridade, bêbados bebem, ladrões roubam e penitentes se arrependem. Almejando felicidade uns se casam, outros se divorciam, alguns cometem suicídio e outros se tornam homicidas. E, no entanto, a perseguição à felicidade resulta numa tentativa caótica, absurda, infrutífera. Ninguém tem certeza de como alcançá-la. Nenhum ramo de estudo nos trouxe qualquer conhecimento a respeito do segredo da felicidade. A religião enfatiza a salvação e a filosofia, a busca da verdade. Os moralistas falam a respeito do dever e os psicólogos nos pedem que enfrentemos e convivamos com a infelicidade. Os cientistas pouco se importam com nossos sentimentos e os economistas dão valor tão-somente à riqueza e prosperidade. Nenhum deles se dedica ao problema da felicidade. Em busca da felicidade as pessoas freqüentemente se comportam de forma estranha. Alguns ficam felizes quando os outros estão felizes, alguns são felizes quando os outros são infelizes e existem até mesmo aqueles que são felizes quando eles próprios são infelizes. Uns têm esperança de comprar a felicidade enquanto outros há que tentam usurpá-la do próximo. Há aqueles que buscam alcançar a felicidade através do domínio, pelo poder; outros, no apego às coisas. Desta forma, estamos todos, constantemente, perseguindo a felicidade ao invés de sermos felizes. “Não admira, portanto, que nasçamos chorando, vivamos nos lamuriando e morramos frustrados.” A sociedade contemporânea vive à luz de um único mandamento: “Serás feliz”, que traduzido é “buscarás estar satisfeito com tudo o tempo todo”. Este único mandamento se decompõe em três outros sub-mandamentos. #1 Eliminarás todo sofrimento Will Ferguson, em seu romance ‘Ser Feliz’, denuncia a insensatez de uma sociedade feliz, sem contradições e contrariedades. Conta a história de Edwin De Valu, que edita um best-seller de auto-ajuda e alastra uma praga devastadora pela humanidade: a felicidade. O romance é um primor, que desmascara esta mitologia da realização pessoal e advoga a necessidade de aprendermos a conviver com a incompletude e imperfeições inescapáveis à condição humana. Com um humor impar, Ferguson diz que “se, um dia, alguém escrevesse um livro de auto-ajuda que realmente funcionasse, que sanasse nossos infortúnios e eliminasse nossos maus hábitos, os resultados seriam catastróficos”. #2 Satisfarás todos os teus desejos Por esta razão Oscar Wilde diz que “neste mundo só há duas tragédias – uma é não se conseguir o que se quer, a outra é conseguir”. Shopenhauer disse a mesma coisa de outra maneira: “A vida oscila pois, como um pêndulo, da direita para a esquerda, do sofrimento ao tédio”. André Conte-Sponville esclarece: “sofrimento porque desejo o que não tenho e sofro esta falta; tédio porque tenho o que, por conseguinte, já não desejo”. Viver para satisfazer desejos é uma tolice tão grande quanto enxugar gelo. #3 Realizarás o pleno potencial Kant [filósofo, 1724-1804] usa uma idéia de felicidade como a estrela polar que, “para o navegante, é só a referência. Ele não quer chegar à estrela polar, nem chegará. É utopia, portanto. A sabedoria não está em recusar o horizonte e se aquietar, mas em saber que você é um ser de busca, e não de encontro.” Concluindo: O primeiro passo, portanto, na direção da felicidade é o desmascaramento da felicidade conforme proposta pela sociedade contemporânea. Nas palavras atribuídas a Mário Quintana, a escolha de uma “felicidade realista”, como ele mesmo descreveu: “A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos”. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. “Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade”.