Este é um Blog para família. Tem cultura, cuidado com filhos,amor próprio,auto-ajuda,espiritualidade,momentosde alegria e muito mais... Por ser um Blog simples vc vai gostar!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Belo texto, para ser lido por todas as idades. O nome da escritora é
Regina de Castro Pompeu e ela diz..........
De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios
Longevidade Bradesco Histórias de Vida.
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação.
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos
Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr.
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a
troféu e diploma.
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados
foram jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias
que mereciam ser contadas.
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.
O tema central era o realcionamento inter-geracional.
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou:
"Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!"
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada
especial, Shirley MacLaine.
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a
adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta,
formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o
que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na
escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou
aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela
virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um
casamento que durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira
febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso
espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais
lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela
aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos
depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade,
num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava
ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho
todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas
transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael
Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a
Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às
passeatas pelas diretas e empeachment do presidente a um novo país misto
de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao
bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco
títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só
conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas
transmissões, vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e
algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova
linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio
desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem
tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos,
projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico
ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao
banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares
que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a
orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em
turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os
alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho
aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há
muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que
nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar
grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas
também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice
me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a
da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de
mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz
surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de
coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no
fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte:
constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de
alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas
nemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a
conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o
nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e
estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados
pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar
sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar
“Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza:
tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha
nova condição de mulher muito sex...agenária!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Silêncio
Pense em alguém que seja poderoso… Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente. Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade ! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: “ME ARREPENDO DE COISAS QUE DISSE, MAS JAMAIS DO MEU SILÊNCIO”. Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
UMA METÁFORA DA CONDIÇÃO HUMANA
Um camponês criou um filhote de águia junto com suas galinhas.
Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha.
Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse.
Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou: – Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!
O naturalista disse: – Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa…
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse:
- Voa, você é uma águia, assuma sua natureza !
- Mas a águia não voou, e o camponês disse:
- Eu não falei que ela agora era uma galinha !
O naturalista disse: – Amanhã, veremos…
No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.
O naturalista levantou a águia e disse: – Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas.
Desperte para sua natureza, e voe como águia que és…
A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no início, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada.
Então, ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.”
Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias.
Todos podemos voar, se quisermos.
Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.
Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como as vezes querem que sejamos.
Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo.
Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!
domingo, 7 de outubro de 2012
Na boca da urna
Hoje é um dia de grande importância.
Sempre gostei de eleições e de política. Não gosto muito de políticos, mas de política eu gosto - até porque tudo em nossas vidas envolve política. Se você namora e quer sair com os amigos tem que negociar com a namorada, ser político. De repente em outro dia levá-la ao show de pagode que ela tanto adora e você detesta.
Você sai com seu filho e ele gosta de algo que está na vitrine, faz pirraça e você politicamente diz “na volta eu compro”. Não vai comprar e será o político perfeito para seu filho: aquele que promete e não cumpre. Seu filho aprenderá desde cedo que não se deve confiar em políticos.
Mas desde cedo aprendi porque se você não gostar não adianta nada: ela continuará, políticos serão eleitos e você será governado pelo gosto daqueles que gostam.
Aí volto àquela velha tese do Bertolt Brecht ...
“O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.
É bem por aí.
Ninguém está livre de votar errado, mas se omitir é pior do que errar. Adianta nada votar nulo ou em branco porque não mudará o curso da história: alguém será eleito você querendo ou não.
E lembrar também que muitos foram torturados e morreram para que nós possamos votar.
Não sou político, sou um ser político. Que às vezes aumenta o tom mesmo quando discute política e é chato naquilo que defende, porque se tem um assunto que vale a pena debater ou falar de modo sério é esse porque daí depende o meu futuro de todos nós.
Não venda seu voto, ele é um direito seu e uma arma poderosa.
Praia tem todo fim de semana, chopinho com amigos sempre que vocês marcarem, não deixe de votar porque quem está mal intencionado não deixará de comparecer à urna.
E bom voto porque o futuro do país e de nossa cidade está em nossas mãos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Capacidade de automotivação
Para se alcançar seus sonhos é preciso uma incrível capacidade de automotivação e nada melhor do que um textinho no melhor estilo auto-ajuda para elevar essa capacidade. Então aproveito pra compartilhar com vocês um que recém recebi por e-mail: ‘O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem’. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo, pois ao contrário, acabará perdendo seu grande amor.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores. ‘Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa’.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Dicas para ajudar seu filho na hora da lição de casa
Jogo da lição de casa...
http://educarparacrescer.abril.com.br/licao-de-casa/jogo-licao/
Vale
VALE CONFERIR!
domingo, 9 de setembro de 2012
A parábola do LÁPIS
O Fabricante de lápis falou com cada um de seus lápis dizendo,
- Existem cinco coisas que você precisa saber antes de eu lhe enviar para o mundo. Sempre se lembre delas e você se tornará o melhor lápis que você pode ser.
- Primeira: Você poderá fazer muitas grandes coisas, mas só se você permitir-se estar seguro na mão de Alguém.
- Segunda: Você experimentará um doloroso processo de ser afiado de vez em quando mas isto é exigido se você quiser se tornar um lápis melhor.
- Terceira: Você tem a habilidade de corrigir qualquer mal entendido que você puder ocasionar.
- Quarta: A parte mais importante de você sempre estará do lado de dentro.
- Quinta: Não importa a condição, você deve continuar a escrever. Você deve sempre deixar uma marca clara e legível não importa o quão difícil à situação.
Todos os lápis entenderam, prometendo lembrar-se sempre, e entraram na caixa compreendendo completamente o propósito do seu Fabricante.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
\\\\\\\vencer//////
Queira muita paz no teu coração muita força motivadora e a adrenalina em grande quantidade pois terá uma responsabilidade enorme daqui pra frente. Aprecie com mais atenção, e olhe com um olhar mais longe na tua estrada e tudo se resolvera a caminho do horizonte. Amigos já os tem, agora é seguir caminhar…um mundo novo te espera e terás a felicidade por onde andares. Tua luz brilha mais uma vez e estará em destaque diante das tuas atividades. Quem faz o bem, colhe o bem, quem ama será amado, quem distribui alegria conforto e esperança já é um vencedor…
terça-feira, 4 de setembro de 2012
SABER E FAZER
A sabedoria popular afirma que "na prática a teoria é diferente". É uma frase um tanto mal elaborada, mas expressa bem o entendimento de que só a teoria não resolve. Na hora de aplicar o conhecimento surgem dificuldades que só serão superadas com o exercício, com a prática. Realmente entre o saber e o fazer há grande diferença. Achamos que sabemos, mas quando vamos fazer nos damos conta de que, na verdade, não sabíamos. A Pedagogia, que é a arte da educação e do ensino, nos esclarece que só aprendemos, verdadeiramente, fazer, fazendo. Ou seja, só podemos dizer que sabemos algo depois que o praticamos, e não, por informações ou teoria. Em outras palavras, só aprendemos a nadar, nadando; aprendemos a tocar um instrumento musical, tocando esse instrumento; aprendemos uma profissão, trabalhando nela. O conhecimento teórico, a informação, é de grande utilidade, mas não basta. Só ele nada resolve. É como a seta que nos indica a direção, a placa de sinalização na estrada que nos informa o roteiro a seguir, para chegarmos ao destino desejado. Ela é importante, mas se ficarmos só com a informação e não realizarmos o trajeto, nada terá valido.
Há algum tempo ouvíamos a exposição de uma grande educadora. Uma pessoa da assistência perguntou: O que fazer com o aluno que não tem interesse em aprender, que só procura criar dificuldades para o professor na sala de aula, enfim aquele jovem mal comportado que só cria problemas, demonstrando total falta de interesse pelo aprendizado? A educadora, depois de falar em técnicas, em recursos pedagógicos a serem utilizados, concluiu: "O êxito do educador, em último caso, dependerá da sua capacidade de amar, da sua vontade sincera em ajudar o educando".
sábado, 1 de setembro de 2012
Os sete sapatos sujos
Os sete sapatos sujos – Mia Couto
January 21st, 2011
O escritor moçambicano, Mia Couto, também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma oração de sapiência, na abertura do ano letivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique.
Excertos desta oração foram publicados no Courrier Internacional, nº. 0, de 2 de Abril.
“Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar.
Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
- Primeiro Sapato – A ideia de que os culpados são sempre os outros.
- Segundo Sapato – A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
- Terceiro Sapato – O preconceito de que quem critica é um inimigo.
- Quarto Sapato – A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
- Quinto Sapato – A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
- Sexto Sapato – A passividade perante a injustiça.
- Sétimo Sapato – A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros.”
MIA COUTO
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
SOMOS MESMO PEQUENOS!
Grãos de Areia
Letícia Thompson
Somos todos tão iguais e nos vemos tão diferentes! E quando nossos sentimentos se cruzam com o que lemos ficamos surpresos… Não somos os únicos a sentir dor; não somos os únicos a sentir medo, insegurança… não somos os únicos a temer o desconhecido, a sentir decepção, a chorar de tristeza, a ficar na dúvida, a não saber que decisão tomar e recear ter feito a escolha errada…
Sofremos mais porque nos vemos sós. Porque temos dificuldade em imaginar que outras pessoas passem por caminhos parecidos com os nossos. Porque nos fechamos no nosso quarto e em nós… nos sentimos tão miúdos que dificilmente imaginamos que fora da nossa janela outros seres sentem-se pequenininhos também, cada qual sozinho na sua dor e solidão.
A auto-piedade que nos devasta, assola milhares de eus espalhados por aí. Vistos do alto, somos apenas pequenos pontos, grãos de areia no mar da vida, tremendamente parecidos. E a chuva, quando rega a terra, não escolhe cabeça; o sol ilumina tudo por igual e a lua pode encantar qualquer um. Somos todos sim iguais na alma, na pequenez e na grandeza; Eu choro também, me comovo, morro um pouquinho a cada dia e renasço na minha fé.
Desanimo de vez em quando e ergo a cabeça logo depois; espero impaciente o nascer do dia e faço planos pro dia seguinte. Me faço mil perguntas para as quais não encontro respostas. Somos assim, tão iguais eu e você e tantos outros!… A prova disso é que você se identifica com o que digo. Se a emoção que aperta meu peito, aperta o peito de quem me lê, é porque somos feitos do mesmo barro.
E se posso ver e crer na vitória e ultrapassar meus limites é porque todo mundo, cada um pode. Podemos conjugar todos os verbos em todos os tempos! É verdade que o sol não nasce e não se põe pra nós no mesmo momento, mas isso não muda em nada a verdade de que somos assim maravilhosos e importantes grãozinhos de areia NESTE MUNDÃO.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
COMPORTAMENTO IRRITANTE
Existe uma quantidade enorme de alternativas antes de se encher de irritações. Larry Darwin
O comportamento dos outros é problemas deles e não seu. Porém, quando você permite que eles te atinjam e te manipulem isso se torna seu problema porque isto passa a roubar o seu tempo e sua atenção.
A energia que você investe ao permitir-se irritar-se pode muito bem ser usada em outros produtivos projetos. Não é nada agradável viver debaixo da irritação, então por que permitir ser manipulado por ela?
Recuse dar a uma pessoa irritante o poder sobre o seu tempo, seus pensamentos e sua energia. Tome a decisão de ignorar tais atitudes. Você tem coisas muito mais importantes e de consequências eternas para fazer.
Nélio DaSilva
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Todo mundo sabe que mil reais hoje compram menos do que seria possível um ano atrás. Isso acontece por causa da inflação. Para fazer o dinheiro não perder seu valor é preciso investi-lo.
Conhecimento é como dinheiro. Seu valor também diminui com o passar do tempo. E quando se trata de tecnologia, a “inflação” é ainda maior, fazendo com que qualquer conhecimento tecnológico que se possua hoje perca drasticamente o seu valor em alguns anos. Se você não quer se tornar intelectualmente pobre, precisa colocar seu cérebro para trabalhar. Em outras palavras, precisa investir em conhecimento.
TUDO QUE SE PLANTA COLHE
Alerta colocado na porta de um espaço terapêutico.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a”criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!
O plantio é livre, a colheita, obrigatória .. Preste atenção no que você esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!
Que você se cuide, porque sua saúde e sua vida dependem de suas escolhas!!!
Escolha ser feliz!!!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Valorize seus sentimentos
O coração tem razões que a própria razão desconhece. Pascal
Todo sentimento tem uma razão, e todo sentimento traz consigo uma razão. Apesar de não ser sábio permitir que seus sentimentos controlem suas ações, por outro lado também não é sábio ignorá-los
Talvez seus sentimentos do passado o tenham levado para baixo. Ainda assim isso não é razão para ignorar a maneira como você se sentiu. Da mesma forma que determinados padrões de pensamentos podem ser mudados após certo tempo, seus sentimentos também podem ser transformados. A realidade é que quando você decide neles trabalhar eles podem crescer de maneira positiva, tornando-se mais gratificantes, mais enriquecedores.
Valorize seus sentimentos, ao vivê-los numa demonstração prática de que sentimentos, quando combinados com a atitude correta o levarão a experimentar uma nova maneira de viver.
Nélio DaSilvat
Saber fazer escolhas!
Sua vida é fruto das suas próprias escolhas, das decisões que você toma! Você escolhe seus pensamentos, seu preparo físico, suas experiências e, se duvidar, até a sua situação financeira. Escolhe os que o cercam, escolhe às vezes magoa, mas são suas escolhas. As circunstâncias não determinam, mas revelam quem você é.
Olhe ao seu redor e verá o resultado das suas escolhas. Todas elas têm ou tiveram alguma razão. E, no centro delas, está você ! Cada momento que você toma decisões, saiba, elas passam a ter um impacto direto na sua vida. E, para cada decisão, existe uma razão ou uma emoção que pode ter sido pensada e ponderada, ou pode ter sido fruto de um impulso, tomado ao acaso. Ainda assim existe uma razão para isso. É por isso que a razão da vida é tudo. É por isso escolher de forma positiva é tão importante. È por isso que ouvir o coração faz toda a diferença. Porque a suas razões e as suas emoções vão, implacavelmente, moldando a sua vida.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Animação
A pessoa animada ou entusiasmada é aquela que acredita em sua capacidade de transformar as coisas, de fazer com que elas dêem certo.
Animada... Entusiasmada é a pessoa que acredita em si.
Acredita nos outros.
Acredita na força que as pessoas possuem de transformar o mundo e a própria realidade.
E só há uma maneira de ser entusiasmado,animado.
É agir entusiasticamente! Animadamente!
Se esperarmos ter as condições ideais primeiro para depois nos entusiasmarmos, jamais nos animarmos com coisa alguma.
Não é o sucesso que traz o entusiasmo ou a animação, é o entusiasmo e a animação que traz o sucesso.
Há pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem ou se animarem.
A verdade é que jamais se animarão com coisa alguma.
O entusiasmo é que traz a nova visão da vida.
Se você é daqueles que acham impossível entusiasmar-se com as condições atuais, acredite: jamais sairá dessa situação.
É preciso acreditar em você.
Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade.
Deixe de lado todo o negativismo. Deixe de lado o ceticismo.
Abandone a descrença e seja entusiasmado com sua vida e, principalmente, entusiasmado com você. Anime-se!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Saber ser o primeiro!
Permanecer no topo é, com freqüência, mais difícil do que chegar lá em primeiro lugar.
Ser líder implica enormes responsabilidades, desafios e vulnerabilidade. Trata-se de uma posição que deve ser encarada com confiança e uma certa dose de humildade.
Só porque você é um vencedor hoje, não significa que o será pelo resto da vida. Só porque você conquistou grandes coisas, não fica imune ao fracasso. Desfrute a vitória, deixe-se abraçar pela glória, e então ache um desafio ainda maior. Leve sua visão para um novo patamar e veja coisas que jamais foram vistas.
Não tem sentido vencer se isso o torna complacente em relação às novas realizações que você deve empreender. Veja cada conquista como um passo no caminho que leva a coisas maiores. Respire fundo e volte à corrida enquanto seu ímpeto está ainda forte.
Quando você se torna líder, o desafio está apenas começando. Esteja à altura do desafio e suas possibilidades serão extraordinárias.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Criança mimada!
Criança mimada pode ser bem "educadinha" e obediente. É um erro imaginar que somente as mais sapecas e dominadoras são mimadas.
A postura da criança dependerá da personalidade e da educação que recebe. Basta você conversar com mães de recém-nascidos que elas te descreverão a personalidade inata dos filhos. Criança mais extrovertida e agitada tem tendência de querer mais, propor mais, se expor mais e contestar mais a autoridade. As crianças mais introvertidas ou mais pacatas tem tendência inversa.
Educação, está muito mais ligada aos valores que passamos para nossos filhos, e menos aos limites que estabelecemos. Valores são os caminhos, limites são as margens, o aviso de que fora do caminho é mais difícil o caminhar.
magine a situação: uma mãe tem 6 filhos e mora em uma casa com quintal para cuidar, tem que lavar roupa na mão, cozinhar, fazer sabão, fazer manteiga, etc. A outra tem um filho, mora em um apartamento pequeno, com todos os eletrodomésticos, compra ao invés de fazer (suco pronto, mantega pronta, queijo pronto, sabão em pó, etc). A mãe com 6 filhos compra poucas roupas e brinquedos para os filhos, que são criados na "lei da selva" da rua. A mãe com um filho compra muitas roupas e brinquedos e o filho é criado ao lado de poucas crianças e muitos adultos.
São duas vidas muito diferentes. Na família grande, a convivência com muitas crianças obriga a criança a ter auto-controle, pois o grupo de crianças (que agia autônomo, sem internvenção de adultos) editava suas leis e quem atrapalhava era expulso dele. Os poucos brinquedos deviam ser bem cuidados e preservados, até mesmo construídos. Havia poucos brinquedos, portanto eles eram valiosos. Não adiantava a criança correr atrás de seu desejo, pois a comida era feita para todos, a roupa era mais ou menos igual para todos e, como havia muitos filhos, se fosse feita a vontade da criança a vida virava um caos. Estas crianças aprendiam a ter auto-controle e NÃO dependiam da realização de desejos para serem felizes.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Vivendo e aprendendo
Na vida temos muitas surpresas, boas, ruins, inesperadas... Temos que estar preparados para reagir a cada uma delas. Chore, ria, faça careta, pule, dançe, cante, corra, viva. Não tenha medo de Viver e ser feliz!
Existem momentos na vida, que podem parecer bobos, que possam parecer comuns para você no enquanto, mas um dia você pode olhar pra traz e diz: esse foi o dia mais feliz de minha vida. "até agora". Por isso, aprecie cada momento na vida, como se fosse único, e especial, com uma pessoa especial.
Não busque a felicidade muito longe, ela pode estar mais perto do que você imagina! Tente apenas ser feliz, faça o que der vontade, não se importe com o que os outros dizem sobre você, porem, tente não dizer nada sobre os outros. Não faça com o próximo o que não quer para si mesmo.
Victor Hugo
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Auto confiança e Superação
Seus irmãos, como eram mais velhos, logo voaram e deixaram o ninho, ficando ele sozinho no ninho com a mãe e o pai.
Isso tornou o filhote introspectivo, ele se acostumou a ficar sozinho e gostava dessa condição, se sentindo excluído dos demais colegas águias.Para se divertir, o filhote saia para caçar, na maioria das vezes sozinho, e em uma dessas caçadas aconteceu um imprevisto, quebrou a perna do seu óculos, isso prejudicava a sua visão e comprometia a sua caça.
Ele tentou consertar de todas as formas, mas não obteve sucesso.
O nosso pequeno águia precisou procurar ajuda para resolver esse problema.
Voou até o bosque mais próximo e pediu ajuda na lojinha do Sr. Cobra, este consertou o óculos deixando o pequeno águia muito feliz.
Na hora do pagamento, o Sr. Cobra, um tanto quanto soberbo disse: Você nunca vai conseguir me pagar, nem se você caçar todos os animais deste bosque!
Achou que o nosso pequeno águia não teria condições de pagar o trabalho, deixando o filhote muito triste.
O pequeno águia voou de volta para o ninho e levou as palavras do Sr. Cobra como uma lição.
Aquelas palavras ficaram fortes para o pequeno águia ao longo de sua vida, utilizando-as sempre em busca de seus objetivos.
O pequeno águia se tornou uma grande águia, realizou grandes vôos, chegando até na América, coisa que nenhuma águia daquela região tinha feito.
Se tornou uma águia muito respeitada em sua família e na montanha em que morava.
Enquanto o Sr. Cobra continuou naquela vidinha de sempre, rastejando, acomodado, sem realizações...
É melhor ser cobra ou águia?
( Desconheço autor)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Seja feliz!
A ALEGRIA é vital para a felicidade...
gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o seu chefe disse, quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele.. Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de ALEGRIA.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Brincar é legal. Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque,falar besteira,rir e rir muito.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir…
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Que tal um cafezinho gostoso agora, para aquecer?
domingo, 29 de julho de 2012
Rir de si mesmo!
por Tania Paupitz - tania.paupitz@gmail.com
Como é gostosa a sensação de rirmos espontaneamente de nós mesmos, principalmente quando por uma coisa boba, talvez, alguma preocupação infundada que no final não deu em nada, ou quem sabe, uma atitude impulsiva que nos colocou, frente a frente, com uma situação de embaraço, com relação as nossas reais dificuldades.
Às vezes, é importante sair de si mesmo , olhando-se de fora para dentro, dando um descanso de nós mesmos. Esse olhar distante, de cima e de longe, rindo ou chorando de nós mesmos, é uma maneira de aprendermos muito sobre aquilo que somos e ainda temos a aprender com a própria vida.
Hoje em dia consigo rir de mim mesma, de uma maneira bastante espontânea e feliz, principalmente, quando me deparo com situações inusitadas, aonde, por exemplo: algumas vezes imaginava que poderia acontecer alguma coisa negativa em relação a determinado fato ou pessoa, e de repente , surge o inesperado, acontecendo exatamente ao contrario. Consigo rir das besteiras que digo, das coisas engraçadas que costumam acontecer no dia-a-dia, consigo rir até mesmo quando me encontro triste, pois sei que tudo vai passar mais rapidamente quando me encontro mais propensa, a não levar as coisas tão a sério.
Rir de si mesmo é algo muito comum na vida da maioria das pessoas, que tem senso de humor. O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar e também, não deixa de ser um ato de entrar em contato consigo mesmo, surgindo , uma percepção mais aguçada perante as situações da própria vida. Pergunto: de que adianta ficar nervoso, brigar com meio mundo, ficar roxo de vergonha perante determinada situação, ou seja, lá o que for?.
Nada pode ser mais interessante do que percebermos que por de trás de alguma mancada, que possamos ter cometido, alguma coisa engraçada, teremos para lembrar ou associar, aquele fato. Não esqueça de que o “ significado” de todas as coisas , que nos sucedem, são determinados por nossas escolhas, ou seja, eu focalizo de que maneira aquilo pode ou não repercutir em mim, de forma positiva ou negativa.
Só não se aproveite da situação para rir dos outros... Isso é muito desagradável e acaba viciando, alem do fato de que, podemos correr o risco de acabar magoando as pessoas que amamos, de uma forma não desejada. Tirar sarro dos outros, dando uma de convencido, não é muito interessante para quem tem interesse em conhecer um pouco mais de si mesmo.
E no fundo, rir de alguém não é algo que a maioria das pessoas goste, mesmo que por detrás de uma aparente fachada, a pessoa que riu diga: era apenas “uma brincadeira”. Além do mais, dar uma de convencido enaltecendo seus pontos fortes, não vai fazer você parecer mais forte ou poderoso, do que aquilo que realmente, seja de verdade. Muitas vezes, você pode não perceber, mas esta fazendo um papel ridículo, a não ser que, saiba ser inteligente o suficiente, e acabe aproveitando a situação para também rir de si mesmo, e não somente do outro.
Você já tentou rir de si mesmo? Já se olhou no espelho e notou o quanto ridículo estava perante aquela situação ou diante daquela pessoa que lhe decepcionou? Com certeza, você pode ter rido em varias situações: de alguém, de vergonha, de alegria, de tristeza, de decepção e, até mesmo de raiva, enfim, os motivos podem ser os mais diversos, porem, você em alguma situação já riu de si e, muitas vezes acabou chegando à conclusão que foi a melhor coisa que fez, pois pelo menos, colocou para fora aquela energia estagnada, que no fundo estava precisando sair, de alguma maneira.
Também é importante lembrar que rir de si mesmo , além de elevar nossa auto estima, faz com que compreendamos melhor as pessoas, e também passamos a não dar tanta importância às coisas insignificantes. Tornamo-nos dessa forma, uma pessoa mais agradável e de fácil convivência. Quem não gosta da companhia de alguém que esta sempre alegre e sorrindo, mesmo que seja de si mesmo? Essa pessoa, com certeza, não leva a vida tão a sério, e sabe aproveitar os melhores momentos do nosso aqui e agora, que no fundo, é o mais importante.
Se soubéssemos o valor de um sorriso, seja ele qual for: amigável, simpático, ardoroso, enigmático, com certeza, daríamos mais valor as pessoas que sorriem com freqüência. Mas o que vale mesmo, é que ele seja sincero e brote do coração, da alma. Não vale aquele sorriso forçado, falso, ardiloso, ou o irônico, porque esse a gente acaba percebendo ou sentindo a verdadeira energia, que emana dele. E na maioria das vezes, se quer distancia desse tipo de “sorrisinho” disfarçado ou irônico.
Sorrir atrai e mexe com o sentimento afetivo das pessoas e, para alguém é sempre uma atitude positiva e prazerosa, principalmente quando sabemos que vamos fazer alguém feliz, ou, quando em determinada situação apenas com um sorriso, acabamos quebrando o gelo, nas mais variadas situações constrangedoras. O sorriso é nossa marca registrada, pois, por onde passamos, ele acaba permanecendo na lembrança de alguém, como um perfume que deixa o seu rastro pelo ar.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Vende-se tudo!
(Martha Medeiros)
No mural do colégio da minha filha
encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o
que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe,
ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo
apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes.. O resto vendi tudo, e
por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar,
aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita
gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e
esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o
primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém
que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além
disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se
iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na
minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.
No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No
último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou
esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros..
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que
aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.. Nunca mais me apeguei
a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por
coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez
mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa
o tempo que estiveram presentes na minha vida... Desejo para essa mulher que
está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que
tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha
2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.
Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que
não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções
todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos
excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
.... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir.
DESAPEGO !
Martha Medeiros
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Errar não é humano?
A cada mudança percebo que não mudo só a mim, mas tudo a minha volta....
Sabe aquela vontade ridiculamente louca de fazer tudo certo, e de que nada mais de errado? Então esqueça! Isso só vai fazer você se odiar a cada erro, você odiar as pessoas que mesmo de uma forma involuntária te ajudaram a errar, e como um “efeito dominó” faz com que a cada erro você se machuque mais.
Não se cobre de mais, não espere mais do que você pode conseguir, não espere mais de ninguém. Espere sempre o que você sabe que vai conseguir, e quem sabe assim você consiga viver sem se machucar tanto.
Ah o erro traz mudanças, faz você perceber o quão bobo você foi, e te faz querer voltar ao “normal” e viver de uma forma melhor, a cada erro, descobrimos que podemos fazer aquilo de outra forma, que podemos viver de outra forma, e que podemos acertar.
Nos faz perceber o quão humano somos, e que podemos voltar a realidade, voltar a ser feliz, e mesmo que nada mais pareça dar certo, faça o seu melhor, deseje, e espere que verá a coisa certa ser feita, de um jeito quase que automático.
Ah é, O perdão, uma forma de admitir o erro, de mostrar aquela pessoa que você mudou, e que aprendeu que o que você fez estava errado, portanto peça perdão sempre que achar necessário, sempre que perceber que fez algo errado, e assim você irá perceber o quão maduro você está.
“Faça da vida uma constante mudança, e a cada necessidade você descobrirá o caminho certo a seguir.”
“Se arrepender é um direito para quem tem muito que viver, o que passou ficou para traz” (Nxzero)
terça-feira, 17 de julho de 2012
Atalho
Você já viu um carro atolado na ilha central de uma rodovia? Geralmente se trata de alguém que tentou retornar, mas estava com pressa demais para ir até a próxima saída. Decidiu então cortar caminho pelo meio da estrada e ficou atolado na lama ou em uma vala.
Como resultado, em vez de gastar mais 5 minutos até o próximo retorno, terá de gastar horas para encontrar um guincho e desatolar o carro.
Pense nisso na próxima vez que se sentir tentado a tomar um atalho em seu trabalho, em seus relacionamentos, em sua saúde ou em qualquer outra situação. A maneira mais fácil e rápida freqüentemente tem um alto custo.
O valor que você extrai da vida é equivalente ao esforço que você dedica. No final, procurar atalhos geralmente demanda mais tempo e energia do que fazer o trabalho em primeiro lugar.
Não se consegue algo em troca de nada. Porque o que você conseguir de graça, não importa o valor de mercado, não significará nada para você.
sábado, 7 de julho de 2012
Relacionamentos Arnaldo Jabor
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????
Arnaldo Jabor
quarta-feira, 4 de julho de 2012
TUDO QUE VICIA COMEÇA COM "C" Luiz Fernando Veríssimo
Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e,de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C!
De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum.
Impressionante, hein?
E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito.
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Anticonvencional
Entendida a liberdade como agradável estado de espírito derivado de uma coerência a maior possível entre idéias e atitudes, deveríamos tentar entender agora por que tal postura diante da vida é tão rara. E a primeira coisa que gostaria de assinalar é a seguinte: num período como o que estamos sentidos da vidas legas e parentes, teremos de agir de modo que não ofenda suas maneiras de ser e de pensar – sim, porque cada um toma a si como um modelo de perfeição a ser proposto especialmente para os filhos, apesar de que a própria pessoa pode se sentir brutalmente infeliz e insatisfeita. As represálias sociais são de tipo análogo: o indivíduo que não se comporta conforme o usual é rejeitado e desprezado; não poderá continuar a se sentir parte integrante daquela coletividade, além de ser punido em suas pretensões de ordem material.
De outra forma, pode se dizer que a liberdade se confunde com a capacidade de uma pessoa de prescindir do amor das outras. O medo da liberdade, presente em todos nós, não é infundado, pois em sociedades como a nossa cada um funciona como repressor dos outros, de tal forma que a liberdade confunde-se com desafetos e solidão.
Uma pessoa será, portanto, tanto mais livre quanto menos interessada e preocupada estiver com a opinião e, portanto, o afeto – das outras. Terá que estar suficientemente forte para suportar as represálias de todo tipo, mas principalmente a sensação de desamparo na medida que uma pessoa se perde de suas convicções – o que significa afastar-se da agradável sensação de liberdade – por temor das represálias, tenta recuperar algum tipo de prazer exibicionista através da busca de destaque social dentro das regras do jogo existente. E, ao perseguir tal objetivo – do qual já não está plenamente convencida –, tenderá a se afastar cada vez mais de suas idéias e pensamentos iniciais, de tal maneira que a sensação íntima é cada vez mais desagradável e insatisfatória; e isto será verdadeiro mesmo para aquelas criaturas que sucederem plenamente nesta busca de destaque social. Serão admiradas e invejadas pela grande maioria dos seus contemporâneos, porém se sentirão profundamente infelizes e frustradas; e mais profundamente solitárias, apesar de terem feito tais concessões para evitar essa dolorosa sensação.
Do livro: Os sentidos da vida Flávio Gikovate
terça-feira, 26 de junho de 2012
Crianças e a construção de limites
Questões econômicas e sociais como o processo de industrialização, a conquista dos direitos da mulher e sua participação crescente no mercado de trabalho têm gerado mudanças significativas nas configurações familiares, nas relações entre crianças e adultos e nas práticas educacionais. Estratégias educativas consideradas adequadas em épocas anteriores são questionadas na atualidade. Wagner, Predebon e Falcke (2005) salientam que novos padrões, valores e modelos de relação são estabelecidos entre pais e filhos, permeados pelas expectativas e ideais sociais. As novas exigências sociais estabelecem como ideal a independência, a competitividade, a espontaneidade e a iniciativa, o que requer práticas educativas menos autoritárias e mais democráticas, conforme salientam Oliveira e Caldana (2004). Como umas das conseqüências deste cenário, Paggi e Guareschi (2004) descrevem a queda da autoridade parental e a prevalência de relações mais permissivas entre adultos e crianças. A questão dos limites surge, então, como uma problemática recorrente nas práticas educativas atuais.
O estabelecimento de limites é, nos dias de hoje, uma das mais inquietantes questões discutidas por profissionais da área da educação e do desenvolvimento infantil. La Taille (1999) observa que, com freqüência, limite é um termo associado à obediência, ao respeito, à retidão moral e à cidadania. Para ele, a palavra sugere, de um lado, fronteira, delimitação entre territórios e, de outro, a possibilidade de transpor e ir além. O autor salienta três dimensões da palavra limites: transpor limites para alcançar a maturidade, respeitá-los em favor da moralidade e, por último, a idéia de construir limites que permitam a preservação da intimidade. No campo da educação, o termo é usado no sentido usual e restritivo e trata daquilo que é permitido ou proibido, em prol da moralidade.
Embora a definição de limites vinculada a um marcador moral envolva a obediência a regras e normas, em um primeiro momento, o significado da moralidade é muito mais amplo. De acordo com La Taille (2001), um ato moral está ligado ao respeito aos direitos alheios, ao cuidado em levar em conta a singularidade e as necessidades do outro e a consideração do bem comum. A construção de limites está, então, diretamente implicada na capacidade da criança de socialização e convivência bem-sucedidas, de forma que ela possa reconhecer e considerar os próprios limites e os dos demais.
A questão dos limites na educação infantil tem se revelado uma dificuldade tanto para pais quanto para professores. Neste estudo foram investigadas as representações sociais de mães e professoras sobre limites no desenvolvimento infantil. O estudo contou com a participação de 14 mães e oito professoras de educação infantil de escolas particulares de Porto Alegre. A entrevista narrativa e a análise de conteúdo foram utilizadas como procedimentos de coleta de dados e análise. Os resultados indicaram que os limites são representados como fronteira a ser respeitada em prol da moralidade. A prática do diálogo é um recurso presente nas narrativas de mães e professoras, assim como a necessidade de tolerância. Ambas demonstram muitas dúvidas e culpas no tocante aos limites a serem impostos às crianças. As professoras atribuem a responsabilidade da falta de limites às famílias, já as mães não percebem a escola como uma aliada no processo de construção de limites.
Greicy Boness de AraujoI; Tania Mara SperbII
IPsicóloga, Mestre em Psicologia. Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
IIPsicóloga, Phd em Psicologia do Desenvolvimento. Professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
quarta-feira, 20 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Atitudes de uma pessoa criativa
Uma pessoa criativa é consciente que a sua mente e uma fonte inesgotável de ideias, pesamentos e sabedoria e que novas ideias e relações sempre podem surgir.
Uma pessoa criativa tem um conjunto de objectivos, bem definidos (n.a. como qualquer indivíduo).
Uma pessoa criativa sabe que a mente funciona melhor se for posta a trabalhar. Procura ideias sobre si próprio e sobre maneiras de encarar o mundo. Respeita a imaginação das outras pessoas e dá-lhes crédito para as suas ideias.
Uma pessoa criativa é muito observadora, sendo constantemente atenta a tudo que ouve ou pensa. Procura sempre formas novas de trabalhar e viver a sua vida.
A pessoa criativa anticipa que vai atingir os seus objectivos. Espera ganhar.
Os problemas são os principais desafios para as mentes criativas. Sem problemas não haverá razão para pensarmos em nada. Investe a sua energia em encontrar formas criativas para resolver problemas.
A pessoa criativa anticipa os problemas e tenta encontrar maneiras de os evitar. É possível ultrapassar os obstacoulos que a vida nos põe pensando de forma criativa.
A pessoa criativa melhora a primeira ideia, constrói por cima dela.
As questões são actos criativos da inteligência e a pessoa criativa as usa ao seu favor.
"Deixar de pensar de maneira criativa é quase como deixar de viver" - Ben Franklin
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Os abraços
Já se comprovou que todos necessitamos de contacto físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contacto físico é o abraço. Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos. Algumas vezes NÃO encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira. Há vezes que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços. Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade. Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado. Aumenta a vontade de viver aos enfermos. É importante saber que: Os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa. O que nos dá um abraço? O sentir-se protegido é importante para todos, mas é-o mais para as crianças e mais velhos, que frequentemente dependem do amor de quem os rodeia. PROTECÇÃO Todos necessitamos de nos sentirmos seguros. Se não o conseguimos, actuamos de forma ineficaz e as nossas relações interpessoais declinam. SEGURANÇA A confiança faz-nos avançar quando o medo se impõe ao nosso desejo de participar com entusiasmo em algum desafio da vida. CONFIANÇA Quando transferimos a nossa energia com um abraço, as nossas próprias forças aumentam. FORÇA O contacto físico e o abraço partilham uma energia vital capaz de sanar ou aliviar enfermidades SAÚDE Através do abraço podemos transmitir uma mensagem de reconhecimento do valor e excelência de cada indivíduo. AUTO – VALORIZAÇÃO
segunda-feira, 11 de junho de 2012
A verdade sobre traumas de infância
As carências da vida adulta se devem à razões bem mais complexas que a falta de amor dos pais.
Não é minha intenção subestimar a importância das vivências infantis dolorosas na formação de sintomas chamados de neuróticos na vida adulta. Não gostaria, porém, de continuar a superestimá-los, como têm feito algumas das mais importantes correntes da psicologia contemporânea. A importância da infância na formação de nossas estruturas psíquicas é óbvia. Além de ser dependente, de ter o cérebro pronto para operar e receber informações do meio que a cerca, a criança possui uma intuição sofisticada, fruto da evolução incompleta da sua razão lógica - a razão após estabelecer-se completamente, funciona como "camisa-de-força" para as operações psíquicas sensoriais.
O que me preocupa é a forma dedutiva como muitos raciocinam sobre o tema. Observam, por exemplo, um adulto incapaz de ficar só e que busca com urgência qualquer tipo de vínculo afetivo. Ficam sabendo que ele teve uma mãe que lhe deu pouco carinho, pois vinha de uma família em que não era usual a manifestação física do afeto. Correlacionam os dois fatos e deduzem que, "lógico", esse adulto carente de afeto é produto de uma criança que teve menos amor que precisava.
Pode ser que seja "lógico", mas nem tudo que é lógico é verdadeiro. O que define a veracidade de uma firmação é sua comprovação prática. Minha experiência clínica mostra que todos nós, adultos, somos carentes, inseguros e com grande dificuldade para estarmos só, mesmo quando tivemos uma mãe amorosa.
Alguns de nós crescemos carentes porque tivemos pouco amor na infância e ansiamos por preencher essa lacuna. Outros porque tivemos muito, acostumamo-nos a isso e não conseguimos viver com menos. As carências da vida adulta não dependem apenas de nossa mãe e das peculiaridades que marcaram a nossa infância. Atribuo essa sensação de incompletude a um acontecimento geral, próprio de toda a espécie humana: a dramática vivência do nascimento, quando nos desgrudamos da mãe e passamos a sentir toda a sorte de inseguranças, desconfortos e desamparo.
O nascer é um "trauma" infantil, que nos marca a todos.
Não desprezo a possibilidade de certas experiências dolorosas terem forte influência sobre a formação da personalidade de algumas pessoas. Isso, em virtude de terem sido expostas a dores muito graves (estupro, pai que se matou, queimaduras sérias etc.) ou por terem um espírito muito delicado (filhos que se tornam tímidos ou gagos em razão da agressividade dos pais, rapazes que evoluem na direção homossexual por serem objeto de humilhação, pessoas que se tornam obsessivas porque não tiveram espaço para expressão de suas raivas).
O que não me parece correto é generalizarmos esse tipo de reflexão apenas porque nos parece "lógico". E, o que é mais grave, para explicar condições gerais dos setores humanos: inseguranças, carências afetivas e tantos outros conflitos que todos temos. Esse raciocínio equivocado sobre os "traumas" de infância tem acovardado muitos pais, tornando-os incapazes de agir com rigor e determinação na educação dos filhos.
domingo, 3 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Substituição: sai concessões e entra respeito
Flávio Gikovate - Janeiro/2001
Não acredito que estejamos dando a importância devida para o que está acontecendo no íntimo da nossa vida conjugal e nas relações amorosas de um modo geral. Estamos vivendo uma revolução da maior importância, e que pode ser definida assim: se antes a vida em comum era fundada na boa capacidade das pessoas de fazer concessões, deabrir mão dos seus desejos e interesses em favor do outro e visando a harmonia a qualquer custo, hoje em dia nossa capacidade para conceder diminuiu muito e a disposição que temos é para que respeitem nossos desejos, interesses e nosso modo de encaminhar as coisas da vida.
Pode parecer pouca coisa, mas na realidade trata-se de uma alteração fundamental, porque se funda em uma mudança na maneira como estamos pensando e vivenciando o fenômeno amoroso. A verdade é que o individualismo está crescendo junto com o avanço tecnológico que nos trouxe a possibilidade de nos ocuparmos com a televisão, o computador, o som individual que podemos ouvir em qualquer lugar... Podemos nos entreter cada vez melhor sem companhia, de modo que tendemos a nos tornar mais seletivos quanto ao convívio. Isto é um avanço, uma coisa boa. O individualismo não é egoísmo, como muitos pensam. O egoísta não é um individualista porque ele precisa dos outros para servi-lo! É a favor da vida em grupo porque tentará tirar vantagens no convívio com as pessoas.
A idéia que reinou durante os tempos do romantismo – que está com os seus dias contados – era a de que nós somos metades, criaturas que só se completavam com o encontro da outra parte, que era o seu complemento. Esta outra metade poderia ser o que nos faltava: a tampa da panela ou a metade da laranja que nos arredondava. Metades diferentes tendiam a se atrair mais intensamente, de modo que a grande maioria dos casamentos se estabelecia – e ainda hoje as coisas estão assim, só que em rápido processo de mudança – entre pessoas bastante diferentes. É claro que a vida em comum padecia de grandes desacertos e desencontros, de modo que só poderia sobreviver graças à grande capacidade de fazer concessão das pessoas envolvidas.
É bom dizer também que, nesses casais, quase sempre um fazia concessões e o outro era exigente e imprimia seu ritmo à vida em comum. Ou seja, sempre se louvou a capacidade de conceder das pessoas, mas quem concedia mesmo era apenas um dos membros do casal. O outro, o mais egoísta, sempre cuidou do seu interesse acima dos outros membros da família. O generoso concedia e o egoísta levava vantagem. O que concedia se sentia superior, melhor, mais elevado, e o egoísta se achava o mais esperto porque obtinha benefícios mais facilmente. A verdade é que, de uma forma ou de outra, ambos se tornavam extremamente interdependentes. Não há egoísta sem que exista o generoso e não há generosidade que se possa exercer se não existir o egoísmo que receba os favores. A dependência recíproca acontecia porque as pessoas não conseguiam se imaginar sozinhas. A idéia reinante era a de que “é impossível ser feliz sozinho”. Metades não se sustentam a não ser ao lado de outras metades.
Graças ao avanço tecnológico que nos tem feito mais competentes para ficar sozinhos, aos poucos temos descoberto que não somos metades e sim inteiros! Somos inteiros que nos sentimos incompletos, com um vazio na “boca do estômago”, mas somos mais conscientes de que somos unidade e não uma fração. A relação amorosa que está nascendo é, portanto, diferente daquela do romantismo do século 19 e início do século 20. Mudam as regras do relacionamento e isto não quer dizer que o amor esteja em baixa. Ao contrário, está mudando e se adaptando aos novos tempos. Inteiros que se aproximam formam pares mais instáveis, pares que podem se separar.
Estamos diante de mais um importante fator de desencontro entre os sexos. Outra vez nos deparamos com o complicado problema que consiste em não sabermos lidar com nossas diferenças. Elas, quando mal-entendidas, são fator de ofensa, humilhação e rejeição. Mulheres podem ter se sentido violentadas porque seus homens as quiseram possuir mesmo à revelia delas, enquanto que homens se sentiram rejeitados porque não encontraram mulheres disponíveis justamente “naquele dia”. É importante e urgente que consigamos acumular mais informações a respeito de como varia a disponibilidade sexual da mulher durante o ciclo menstrual.
Não creio que as mulheres se sintam interessadas pelas trocas de carícias eróticas durante todos os dias do mês, de modo que não creio que vivam num cio permanente. Aliás, acho inconveniente e inoportuno o uso do termo “cio” para nos referirmos ao que acontece na nossa espécie. O fato de provocarem os homens de modo permanente não pode ser confundido com o que acontece na intimidade delas. É claro que, sendo racionais, podemos muito mais do que manda nossa biologia. Assim, uma mulher poderá ter relações sexuais sempre, mesmo naqueles períodos que não coincidem com sua disponibilidade maior. Isto acontecerá quando o desejo de agradar o parceiro for maior do que a resistência biológica que porventura encontre. Além do mais, é provável que existam grandes diferenças individuais tanto na intensidade do desejo sexual como na interferência do ciclo hormonal sobre o desejo.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quando você cair
Eu aprendi muito mais com os meus erros do que com meus acertos. Thomas Edison
Quando você cair, levante-se o mais rapidamente que puder. Isso pode ser algo simplório e obvio de se fazer. Porém, mais frequente do que possa parecer não é isso que realmente acontece. Ao sair da sua trajetória, trabalhe para voltar à trilha mais rápido que puder. Nunca é tarde demais e esta sempre é a sua melhor opção.
Ter uma atitude de vítima não lhe traz nenhum futuro e não ajuda absolutamente ninguém. Portanto, faça o que você tem de fazer e prossiga novamente em frente e a melhor coisa que você pode fazer é superar a dor e se levantar e prosseguir em sua jornada. Lembre-se que a queda é apenas um detalhe – ainda que muito doloroso – no processo da concretização dos seus alvos.
Quando você cair, levante-se o mais rapidamente possível e com uma renovada determinação, tão freqüente quanta possa, siga em frente. Qual o resultado dessa atitude? Você chegará exatamente ao lugar em que você deseja chegar.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
PERCEBI
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Lya Luft
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mulher
Mulher…
Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha…
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias…
Para você, Mulher e mãe tão especial…
terça-feira, 15 de maio de 2012
A criatividade infantil
“Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer”. Picasso.
Ao nascer, a criança se dispõe, pela própria natureza do seu cérebro, a aprender continuadamente por toda a vida. O que impede essa “aprendizagem contínua e profícua” é a ação bloqueadora dos adultos – principalmente dos pais – que, a pretexto de educar, acabam desvirtuando a criança do seu destino natural.
Nossa sociedade aparentemente valoriza a atitude criativa, pois, considerando-se as palavras de Jorge A.M. Assunçã(autorde Criatividade Educacional), esta representa uma resposta adequada a uma nova situação e uma resposta mais construtivae adequada a uma situação antiga, devendo o criador ser capaz de modificar seu comportamento em resposta a novasinformações, desenvolvendo perspectivas a fim de progredir por si mesmo num estímulo único de aprendizagem.
As crianças criativas precisam, antes de mais nada, ter o valor dos seus talentos reconhecidos, dando-lhes condições para lidar com as provações e fracassos que surgirão naturalmente ao longo da vida. Se tiverem encorajamento e permissão para explorar, experimentar e testar suas idéias através de projetos de sua própria iniciativa, assumindo responsabilidades, encontrarão provações e fracassos, podendo enfrentá-los sem dificuldade.
A criatividade está ligada aos elementos pouco ou nada fixos que constituem a vida real. Quando não há preocupação com o desenvolvimento da criatividade pode haver conseqüências graves para a interação social, à sensibilidade, ao calor humano, a improvisação e a subjetividade. Podendo trazer como conseqüência, a eliminação das características subjetivas e inconscientes que toda criação deve ter, obrigando a criança a formalizar completamente seus pensamentos e sentimentos.
A criança comunica o que vê, o que pensa e o que sente, por meio da fala, dos gestos, dos sentimentos e dos desenhos. Ela gosta muito de rabiscar, desenhar pintar e construir objetos.Pequenos materiais simples que qualquer família possa ter em casa, se tornam excelentes objetos para uma criatividade extraordinária que a criança possui. Tais esses como: Gravetos, pedacinhos de tijolo, pedra oucarvão -servem para rabiscar e desenhar; Caixas, garrafas plásticas vazias e latas -para criar brinquedos; Barro -para modelar bichinhos e bonecos, entre vários outros.
Todas as famílias devem estimular a criança a criar e valorizar o que ela faz!
Por Ludimila Rodrigues.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
O FOCO
O caminho mais curto para se fazer muitas coisas é o de fazer uma coisa de cada vez. George Santayana
Para a direção que você encaminhar o seu foco, os seus pensamentos e as suas emoções também caminharão. Da mesma forma, circunstâncias e eventos também seguirão essa mesma direção.
Para que você se mantenha focalizado é necessário fé, confiança em si mesmo e nas habilidades que você tem.. Se a sua fé é nula, e se a sua autoconfiança é fraca, você dificilmente manterá o seu foco.
Lembre-se que você só pode focalizar em uma coisa de cada vez. Foco é como um raio laser. Ele atravessa a escuridão e ilumina os seus pensamentos, emoções e atividades. Se hoje você está atirando em todas as direções, então é hora de usar o bom senso e fazer do foco a sua máxima prioridade.
Nélio DaSilva
domingo, 6 de maio de 2012
Carência Afetiva: Fruto de uma Infância Sofrida?
Ouve-se com freqüência a frase: ‘Tive uma infância sofrida, por isso fiquei com uma carência afetiva muito grande’. Esse tipo de depoimento provoca imediatamente simpatia e compaixão. Surge uma vontade de proteger a pessoa que teve um passado doloroso. É evidente que muitos falam frases parecidas justamente para provocar esse tipo de reação, por esperar uma espécie de pagamento por danos sofridos na infância.
Para sabermos se esse tipo de expectativa é justo e saudável, precisamos compreender as relações existentes entre nossas vivências infantis e o que somos depois de adultos. Há uma tendência nas pessoas em geral – e também em muitos psicólogos – de estabelecer uma correlação entre episódios do passado e traços da personalidade de um adulto. ‘Fulano ficou assim porque passou por tais situações na infância’ e outras frases do tipo são comuns.
Estudos longitudinais – acompanhamento das mesmas pessoas por várias décadas – conduzidos nos Estados Unidos têm mostrado resultados muito importantes. Por exemplo: por duas décadas foram acompanhados filhos de mães esquizofrênicas, para saber quantos deles cresceriam com distúrbios psíquicos graves.
É difícil imaginar situação infantil pior, pois tais mães são totalmente incapazes de manifestações afetivas. Mas o resultado foi surpreendente: cerca de 15% das crianças cresceram mais equilibradas e maduras do que a média das pessoas – foram, por isso mesmo, chamadas de super kids. Muitas evoluíram dentro da média e apenas algumas manifestaram doenças mentais mais graves.
Tais estudos demonstram que há precipitação no estabelecimento das correlações entre fatos da infância e condições emocionais adultas. A coisa não é automática. Não vale raciocinar assim: ‘Passou por isso, ficou traumatizada e depois manifestou aquilo’. Para muitas pessoas as adversidades e dificuldades maiores são justamente o que as fazem crescer fortes e determinadas. Outras crescem derrotadas porque não foram capazes de ultrapassar os obstáculos.
Umas são derrubadas por obstáculos enormes, enquanto outras caem por qualquer tipo de problema banal. Tudo depende da força interior de cada indivíduo e dos estímulos que ele recebe de parentes e outras pessoas próximas. Vivências infantis equivalentes influem de modo muito variado sobre como virão a ser os adultos que passaram por elas. De todo modo, considerar-se muito prejudicado ou traumatizado pelo que se teve de enfrentar será sempre um sinal de fragilidade, não de força.
Há anos tenho problemas com a expressão carência afetiva. Ela sugere que algumas pessoas têm maior necessidade de aconchego do que outras. Que as mais carentes têm direitos especiais, adquiridos em função de uma história de vida particularmente infeliz. Não é isso que percebo. Aqueles que se colocam como carentes tiveram vivências pessoais similares às da maioria das pessoas. Além do mais, não é necessário ser particularmente carente para gostar, e muito, de ser tratado com amor, carinho e atenção.
Para mim, o que acaba parecendo é que as pessoas mais egoístas – indiscutivelmente as mais fracas, apesar de serem agressivas e parecerem ter ‘gênio forte’ – usam esse tipo de argumento para obter maior atenção e carinho do que estão dispostas a dar. O prejuízo do passado terá de ser recuperado nos relacionamentos afetivos atuais, de forma que receber mais do que dar estaria justificado por essa suposta carência. É um argumento bastante maroto, mas capaz de sensibilizar os bons corações que, com facilidade, se enchem de compaixão e de culpa.
A expressão ‘estou carente’ corresponde também a um pedido indireto de atenção e afeto, coisa com a qual também não concordo. Não creio que se deva pedir amor. Ou uma pessoa está encantada comigo, e estará disposta a ser amorosa e dedicada de forma espontânea, ou eu devo fazer uma séria autocrítica. Em vez de pedir amor e atenção, talvez eu devesse me ocupar em dar-lhe tudo o que pudesse lhe agradar. A retribuição virá espontaneamente. Se não vier, isso significa que a relação afetiva se partiu e não há nada mais que eu possa fazer.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Como despertar a criatividade?
Despertar a criatividade é muito mais simples do que você imagina, basta que faça atividades diferente da sua rotina, isso ativa o lado direito do seu cérebro. Além de despertar a criatividade, vai despertar também o poder de lidar com suas emoções.
Qualquer atividade serve, estando ela fora da sua rotina será o suficiente para quebrar o raciocínio ao qual está habituado. Isso ocorre porque as atividades rotineiras mobilizam o lado esquerdo do seu cérebro, relacionado à razão, já os novos desafios mobilizam o lado direito, relacionado à criatividade e aos sentimentos.
Se você está preso a uma rotina terá mais dificuldades para lidar com imprevistos e emoções fortes.
O seu cérebro funciona sempre usando os dois hemisférios (esquerdo e direito), portanto o ideal é que você contrabalance-os, realizando atividades de rotina e adicionando uma novidade. Com esse equilíbrio você vai facilitar o seu processo de decisão, com o pensamento mais ágil você atinge a capacidade de improvisação, tem maior confiança para resolver conflitos. Seja curioso!
Na onda de evitar o uso de sacolinhas de plástico, eu fiz a minha própria versão de sacola. Os supermercados vendem as suas, mas eu não gosto de sair por aí carregando a marca de qualquer um, além de achar que com a propaganda que eles vão ganhar e baixo custo das sacolas, eles deveriam dá-las aos seus clientes, pois representa economia e um marketing positivo para eles.
Mas enfim, foi divertido fazer a minha própria versão. A intenção era dar um aspecto rústico e divertido, com tecido, tesoura, linha (para crochê), feltros coloridos e agulha, fiz 4 delas, uma para mim e outras 3 para presentear os amigos.
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