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quinta-feira, 26 de junho de 2014
Você sabe o que é um MISÓGINO?
domingo, 22 de junho de 2014
30 coisas que você deve começar a fazer para si mesmo Marc e Angel...
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Abordagem sobre o amor Padre Fábio de Melo
Na vida a gente só sabe que ama alguém, a gente só tem o direito de dizer que amamos depois de ter dito infinitas vezes a este mesmo alguém a frase... EU PERDO VOCÊ. Porque na verdade a gente só sabe que ama é depois de ter tido necessidade de perdoar. Antes do perdão a gente pode até ter admiração por alguém. Mas admirar alguém ainda não é amar. Porque admiração não nos leva dar a vida pelo outro. Admiração e uma situação superficial. Quase que externa. Admiro a pessoa, mas amo só depois de ter olhado nos olhos, saber que errou, que não fez nada certo e mesmo assim continuo dizendo... Não sei viver sem você! Apesar de ter errado tanto, continua sendo especial para mim. A gente sabe que ama as pessoas é assim. Depois de ter feito o exercício de ter olhado nos olhos no momento em que ela não merece ser olhada. E descobrir ainda alí uma chance... Ainda não acabou! Coisa boa na vida é a gente encontrar pessoas que nos trate assim. Com esse nível de verdade! Gente que nos conhece de verdade! Que já foi capaz de conhecer todas as nossas qualidades. Mas também todos os nossos defeitos. Porque não somos só qualidades. Temos um monte de defeitos. E só nos sentimos amados depois que o outro sabe dos nossos defeitos e mesmo assim continua acreditando! Muitas vezes o nosso amor humano não é assim. Agente ama o outro por aquilo que faz de certo ou bom. E às vezes até elegemos os amigos assim. Ele é bom pra mim, e o dia que deixa de ser? Deixa de ser amigo? No dia que falhou, no dia que errou, no dia que esqueceu, no dia que não conseguiu acertar? Continua tendo valor? Ou só ama aqueles que lhe conseguem fazer o bem? Jesus disse que não há mérito nenhum em amar os que nos amam. O mérito está em amar mesmo quando ele não merece ser amado. É um grannde desafio! É isso que o cristão acredita. É isso que nós devemos experimentar. Um amor que nós não merecemos. Nos ama porque temos algum significado. Não há descanso maior para o nosso coração do que encontrar alguém nos ama assim. Leve para sua vida SOMENTE as pessoas que te amam assim... Com essa capacidade de olhar nos teus olhos, quando você não consegue fazer nada de certo. Mesmo assim continua sendo teu amigo. Continua acreditando em você. Deixe entrar na sua vida somente pessoas que amam assim. Pessoas que querem te fazer melhor. Porque gente que nos diminuem já está cheios. Amigos de verdade são aqueles que nos desafiam. São aqueles que no momento em que nós estamos na lama nos olham nos olhos e nos diz... Você não foi feito para isso. Amigo de verdade é aquele que nos olha nos olhos e nos coloca para sermos mais. Namorado de verdade é aquele que te olha nos olhos e te respeita como mulher. Que te acha linda! Mas que te respeita! Porque sabe que és um coração, muito mais que ser abraçado ou tocado é um coração que merece ser amado! O amor vem antes do toque. Quem disse que beijar na boca é declaração de amor. Pode ser até uma das demonstrações, mas o coração se sente muito mais amado no momento em que você é olhado de um jeito certo do que ser beijado de qualquer jeito. Não são poucas as vezes que você beija, beija, beija; Abraça, abraça, abraça; Transa, transa, transa; e mesmo assim continua sozinho! Porque um homem deitado do lado da cama, não é garantia de companhia. Nem uma mulher deitada na cama é garantia de que estamos acompanhados. Há sofrimento muito profundo, nos corações que se banalizam. Há muito sofrimento nos corações que se prostituem. Porque sentem a sensação de que estão utilizadas, de que viraram uma praça pública onde outros passam e jogam o lixo. Não ser o é que temos um discurso moralista...Mas cuide para não sentir um vazio... Por isso que antes de entrar na vida de alguém, olha bem nos olhos dessa pessoa e tente fazer que ela descubra que você a ama, somente com o olhar. Olhe de um jeito que ela se sinta amada. E se você olhar do jeito certo, não precia ter ciúme. Porque a mulher que for olhada do jeito certo, nunca mais que encontrar outro olhar. O homem que for olhado do jeito certo nunca mais vai querer um outro olhar. É o momento de segurar as mãos e dizer... Eu estou aqui do seu lado. E quero ser para você aquilo que te falta. Quero ser um amigo quando precisares de um amigo. Quero ser um irmão na hora que precisares de um irmão. E até mesmo um pai, uma mãe, no momento em que precisares... Casamentos muitas vezes não dão certo porque tem vezes na vida que as pessoas vão embora aos poucos... Está alí do lado todo dia, mas já foi embora muito tempo. Começa a ir embora o amante. Depois vai embora o amigo. E quando vai embora o amigo não existe mais casamento... Já não existe mais companheirismo. Já não existe mais amizade. Já não existe mais respeito. E todos n´s gostaríamos de ter um lar que durasse. Todos nós gostariamos de ter pais que se amassem. Que se respeitassem. Que ficassem do nosso lado, nos dando a mão quando tivéssemos a sensação de que estamos vazios.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Casar ou morar juntos
quarta-feira, 14 de maio de 2014
O ELEFANTE ACORRENTADO
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Sobre mães e desconstruções
Sobre mães e desconstruções.
Desde que eu me tornei mãe, a maternidade e todos os assuntos que a rodeiam, me fazem refletir bastante. Já escrevi alguns textos a respeito e até já tive um blog voltado para esse universo. Mas hoje eu quis trazer uma abordagem diferente e quero aproveitar para falar sobre a minha mãe.
Venho estudando muito na faculdade a importância da figura materna, seja ela exercida por quem for, na construção da identidade do filho. Lógico que nesses momentos eu penso mais no meu papel como mãe, já que essa é a questão mais latente da minha vida e a área em que eu tenho mais vontade e preocupação de acertar. Mas também levo os questionamentos para o meu papel como filha e a relação com a minha mãe. Fico pensando em toda a preocupação que ela teve comigo e como ela acertou tanto, mesmo sem todo o conhecimento que hoje nos é disponibilizado.
Em sala estudamos também aquela fase em que o filho desconstrói o ideal que criou sobre os seus pais, especialmente, sobre a sua mãe. Como é difícil para todos esse momento, mas ao mesmo tempo, como é importante para a construção da relação que se vai ter para o resto da vida. Porque a infância é um período curto comparado com todo o resto, mas ela é determinante em muitos aspectos que estarão presente por toda a vida. Ao final dela, ainda vem a adolescência, aonde acontece aquele distanciamento entre filhos e pais, que hoje eu entendo ser necessário. Aquele é o momento em que o jovem precisa se afastar dos olhares viciados e do conhecido para se descobrir como um ser singular. Porque ao mesmo tempo em que os pais ajudam, eles também atrapalham, já muitas vezes, protegem demais.
Então, que feita essa introdução, que tem me feito pensar bastante sobre muitas coisas, concluí que a minha mãe é foda. Esses dias ela ainda brigou comigo porque, às vezes, solto um palavrão, mas juro que na hora em que comecei a escrever essa frase, só consegui pensar nessa definição. F-O-D-A.
Como trilha sonora agora, ouço essa música do James Taylor, porque ela me traz lembranças maravilhosas. Lembro como se fosse hoje, eu e minha irmã, ainda bem pequenas, cantando junto com a minha mãe. E enquanto a escutava, deixei o coração e a minha alma escreverem algumas lembranças que me vieram à cabeça e compartilho elas com vocês. Juro que tento separar um pouco as áreas da minha vida, o que é público e o que é privado, mas eu sou uma só e, às vezes, tudo se embaralha mesmo.
Minha mãe me lembra carinho nas costas antes de dormir.
Me lembra capricho nos cadernos e lanches especiais quando eu ia bem nas provas da escola.
Me lembra tomada de matéria antes do almoço e muito acesso à livros e conhecimento.
Minha mãe me lembra fotos e filmes, que hoje só comprovam como eu tive uma infância maravilhosa.
Me lembra atenção e aquele colo, que de longe, é o melhor lugar do mundo.
Me lembra uma leoa, porque ela se transforma, até hoje, quando mexem com as suas crias.
Minha mãe me lembra as melhores festas de aniversário. Quem nos conhece sabe o esforço que ela tinha em nos proporcionar, mesmo sem tantas condições, as melhores comemorações. Quase tudo era feito à mão e com tanto amor. Não é a toa que até hoje, amamos comemorar aniversário lá em casa.
Ah, ela também me lembra os melhores brigadeiros que eu já comi.
Minha mãe me lembra apoio para que eu fosse atrás dos meus sonhos. Foi a maior incentivadora para que eu morasse fora do Brasil e quem me levou numa feira de cursos no exterior quando eu pensei em fazer pós fora.
Me lembra impulso, porque foi ela quem me deu de presente a consultoria literária, que mudou os rumos dos meus sonhos.
Mesmo sem expressar muitas vezes, verbalmente que me apóia 100%, afinal, como toda mãe, tem receio de que eu siga por uma carreira cheia de vicissitudes, eu sei que posso contar com ela sempre que precisar.
Minha mãe me lembra que muito mais importante do que acertar nos escolhas referentes aos filhos, o importante é dar amor e demonstrar esse amor.
Que muito mais importante do que, essa balela que dizem por aí, de que o que vale é a qualidade do tempo, a quantidade e a presença são muito importantes.
Ela me ensinou, mesmo que de forma sutil e, por vezes, controversa, já que esse ensinamento em alguns momentos se voltou contra ela, a ser alguém que questiona, que reflete e que argumenta.
Enfim, se hoje muitas pessoas entram aqui e se dizem admiradas com a minha maturidade e com a minha maneira de enxergar a vida, eu devo isso à ela. E é tão bom admitir e demonstrar essa gratidão, porque ninguém nasce pronto. São nas relações que nos construímos, especialmente, inseridos no nosso sistema familiar. Diante de uma mãe firme, mas amorosa, uma mãe que é uma profissional competente, mas que está sempre disponível, eu fui crescendo, me desenvolvendo e me tornei o que eu sou hoje.
Por isso mãe, mesmo que às vezes nós tenhamos as nossas diferenças, afinal, somos sujeitos singulares (mas bem parecidas), deixo aqui, através das palavras escritas, que são o melhor meio pelo qual eu me comunico, a minha gratidão e todo o meu amor.
Com relação ao presente, concluí que chega um momento da vida em que tudo de material já foi dado, o que torna mais evidente que o que importa mesmo é a entrega do amor e a presença. Também sei que o melhor presente que eu te dei e que eu te dou todos os dias em que estamos juntas, é o nosso João. Não canso de ficar olhando para a ligação entre vocês dois. Sempre me volta a cena do dia em que eu te contei que estava grávida. Passado o momento tenso da notícia, ficamos as duas mudas assistindo televisão. Mas eu, mesmo inebriada com tantas novidades em tão pouco tempo, me consolava com a certeza de que logo logo, toda aquela confusão de dissiparia e que você seria a avó mais apaixonada do mundo. João está aí para comprovar a beleza da continuação da vida. Se hoje eu sou uma boa mãe, é porque eu tive você como exemplo. Se hoje eu estou com uma vontade louca de ter outro filho, é porque você me passou o quão rica a maternidade pode ser e o quanto nos tornamos pessoas melhores depois que viramos mãe.
Te amo e espero passar todos os segundos domingos de maio ao seu lado, demonstrando a minha gratidão. Mesmo que de forma desajeitada.
Beijos, Juca
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Relacionado
As novas avós.Em "Meus devaneios."
Sobre a minha maternidade.Em "Existe vida além da maternidade?"
"Criação com apego" - mãe, qual a sua opinião?Em "A arte de se relacionar a dois."
sexta-feira, 21 de março de 2014
Minha filha tem síndrome de Down. Há sete anos convivemos no processo do luto à luta
ANTONIO MARCELO PACHECO*
A data de 21 de março é consagrada ao dia mundial da síndrome de Down. Ingenuamente chamado de cromossomo do amor. A realidade, em muitos casos não é assim tão cor-de-rosa e branda. Esse cromossomo a mais representa uma luta constante por parte de todos os que não o têm e que são obrigados a amar, conviver, aceitar, superar e sofrer todas as dificuldades que, no dia a dia, ali, no recanto privado, se mostram tão árduas e às vezes desvelam a nossa condição tão mesquinha de amar. Minha filha tem síndrome de Down. Há sete anos convivemos no processo do luto à luta que tem momentos gloriosos, mas igualmente dolorosos e frustrantes.
Uma “pessoa especial” não pode ser medida somente por esse cromossomo 21, esse cromossomo que altera destinos, expectativas e sonhos. Os seres humanos são especiais na mesma medida em que são apenas e tão somente humanos. Nossos filhos com Down são apenas nossos filhos, nem melhores, nem piores que tantos outros filhos. Eles são humanos! Assim como todos os outros, têm os seus dias de crueldade, de fúria e de birra que nos engessam e nos aprisionam, pois é necessário socializá-los na medida em que sabemos que precisam conviver com tantos outros diferentes que nem sempre querem esta convivência apesar de externalizá-la da boca para fora, numa expectativa que frustra e fere silenciosamente. Para muitos, o simples fato de que eles são saudáveis já é motivo de máxima comemoração, mas mesmos nesses pais, em algum dia, em algum momento solitário em que o filho real dorme ou brinca ou apenas está ali silencioso em seu próprio mundo, mesmos nesses pais em algum momento escondido e negado idilicamente em tantas páginas nas redes sociais, há um gosto amargo, uma solidão irrenunciável, vergonhosa em admitir o desafio de amar aquele ser que representa tudo o que o amor pode vir a ser: um filho.
Contudo, o que nos faz sofrer são os elogios, os convites nunca cumpridos e que somos obrigados a entender quando apenas queremos chorar essas promessas vazias de que nossos filhos recebem apenas certa dose de tolerância que não nos deixa perceber em que medida alguém pode ser tão especial assim se consegue na mesma medida ser tão facilmente esquecido. Por favor, não digam que minha filha é especial, vivam com e nela as mesmas condições que são permitidas em todos os outros filhos comuns, sem que esse cromossomo 21 a afaste da vida que a celebra na medida em que a isola. Neste dia 21 de março, celebramos um pouco de nossa própria consciência, um pouco de nossa própria humanidade regada, lá no fundo, por uma solidão, uma frustração e uma dor que é resultado da esperança de que possamos encontrar a redenção em alguma sociedade na qual o preconceito, mesmo educado, finalmente desapareça, como o luto pelo filho ideal possa apenas ser amor ao filho real.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Filhos hoje
Meu filho, você não merece nada
A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
ELIANE BRUM
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
A beleza é tudo isto!
ATENÇÃO MULHERES!! LEIAM ISSO!
EDITADO (Texto original de Paulo Coelho)
AS MULHERES NA VISÃO DE UM HOMEM.
Não importa o quanto pesa.
É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher.
Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim.
Nossa avaliação se dá de outra forma,
isso quer dizer: se tem forma de guitarra... está bem.
Não nos importa quanto medem em centímetros, é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas e carnudas.
Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada
por estilistas que, diga-se de passagem, parecem odiar as mulheres e com elas competem.
Suas modas são retas e sem formas.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem!
Para andar de cara lavada, basta a nossa.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas...
Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.
Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha,
simpática, tranqüila e cheia de saúde.
As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes.
Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado.
O corpo muda... cresce, não da pra entrar, sem ficar psicótica,no mesmo vestido que usava aos 18.
Uma mulher de 45, que entra na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida
com equilíbrio e sabem controlar sua tendência a culpas.
Ou seja, aquela que, quando tem que comer,come com vontade
(a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta,
faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre);quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que gosta, compra; quando tem que economizar, economiza.
ALGUMAS LINHAS NO ROSTO, ALGUMAS CICATRIZES NO VENTRE, ALGUMAS MARCAS DE ESTRIAS NÃO LHES TIRA A BELEZA.
SÃO TESTEMUNHAS DE QUE FIZERAM ALGO EM SUAS VIDAS,
não tiveram anos em formol, nem em spa... VIVERAM!
O corpo da mulher É O SAGRADO RECINTO DA GESTAÇÃO DE TODA A HUMANIDADE, onde foi alimentada, ninada e, sem querer, marcada por estrias, cesáreas e demais coisas que fizeram parte do processo que contribuiu para que estivéssemos vivos.
Portanto, Cuidem-no! Cuidem-se!
Amem-se! A beleza é tudo isto.







