sexta-feira, 13 de setembro de 2013

http://leonardoboff.wordpress.com/2013/09/13/a-regeneracao-da-figura-do-pai-e-a-violencia-na-sociedade/

leonardoboff.com

É notória a crise da figura do pai na sociedade contemporânea. Por função parental, ele é o principal criador do limite para os filhos e filhas. Seu eclipse provocou um crescimento de violência entre os jovens nas escolas e na sociedade, que é exatamente a não consideração dos limites.

 

O enfraquecimento da figura do pai, desestabilizou a família. Os divórcios aumentaram de tal forma que surgiu uma verdadeira sociedade de famílias de divorciados. Não ocorreu apenas o eclipse do pai mas também a morte social do pai.

 

A ausência do pai é, por todos os títulos, inaceitável. Ela desestrutura os filhos/filhas, tira o rumo da vida, debilita a vontade de assumir um projeto e ganhar autonomamente a própria vida.

 

Faz-se urgente um re-engendramento, sobre outras bases,  da figura do pai. Para isso antes de mais nada é de fundamental importância, fazer a distinção entre  os modelosde pai e o princípio antropológico do pai. Esta distinção, descurada em tantos debates, até científicos, nos ajuda a evitar mal-entendidos e a resgatar o valor inalienável e permanente da figura do pai.

 

A tradição psicanalítica deixou claro que o pai  é responsável pela primeira e necessária ruptura da intimidade mãe-filho/filha e a introdução do filho/filha num outro continente, o transpessoal, dos irmãos/irmãs, dos avós, dos parentes e de outros da sociedade.

 

Na ordem  transpessoal e social, vige a ordem, a disciplina, o direito, o dever, a autoridade e os limites que devem valer entre um grupo e outro. Aqui as pessoas trabalham, se conflituam e realizam projetos de vida Em razão disso, os filhos/filhas devem mostrar segurança, ter coragem e disposição de fazer sacrifícios, seja para superar dificuldades, seja para alcançar algum objetivo.

 

Ora, o pai é o arquétipo e a personificação simbólica destas atitudes. É a ponte para o mundo transpessoal e social. A criança ou o jovem ao entrar nesse novo mundo, devem poder orientar-se por alguém. Se lhes faltar essa referência, se sentem inseguros, perdidos e sem capacidade de iniciativa.

 

É neste momento que se instaura um processo de fundamental importância para a jovem psiqué  com consequências para toda vida: o reconhecimento da autoridade e a aceitação do limite que se adquire através da figura do pai.

 

A criança vem da experiência da mãe, do aconchego, da satisfação dos seus desejos, do calor da intimidade onde tudo é seguro, numa espécie de paraíso original. Agora, tem que aprender algo de novo: que este novo mundo não prolonga simplesmente a mãe; nele, há conflitos e limites. É o pai que introduz a criança no reconhecimento desta dimensão. Com sua vida e exemplo, o pai surge como portador de autoridade, capaz de impor limites e de estabelecer deveres.

 

É singularidade do pai ensinar ao filho/filha o significado destes limites e o valor da autoridade, sem os quais eles não ingressam na sociedade sem  traumas. Nesta fase, o filho/filha se destacam da mãe, até não querendo mais lhe obedecer e se aproximam do pai: pede para ser amado por ele  e esperam dele orientações para a vida. É tarefa do pai explicar ajudar a superar a tensão com a mãe  e recuperar a harmonia com ela.

 

Operar esta verdadeira pedagogia é desconfortável. Mas se o pai concreto não a assumir está prejudicando pesadamente seu filho/filha, talvez de forma permanente.

 

O que ocorre quando o pai está ausente na família ou há uma família apenas materna? Os filhos parecem mutilados, pois se mostram inseguros e se sentem incapazes de definir um projeto de vida. Têm enorme dificuldade de aceitar o princípio de autoridade e a existência de limites.

 

Uma coisa é este princípio antropológico do pai, uma estrutura permanente, fundamental no processo de individuação de cada pessoa. Esta função personalizadora não está condenada a desaparecer. Ela continua e continuará a ser internalizada pelos filhos e filhas, pela vida afora, como uma matriz na formação sadia da personalidade. Eles a reclamam.

 

Outra coisa são os modelos histórico-sociais que dão corpo ao princípio antropológico do pai. Eles são sempre cambiantes, diversos nos tempos históricos e nas diferentes culturas. Eles passam. 

 

Uma coisa, por exemplo,  é a forma do pai patriarcal do mundo rural com fortes traços machistas. Outra coisa ainda é o pai da cultura urbana e burguesa que se comporta mais como amigo que como pai e aí se dispensa de impor limites.

 

Todo este processo não é linear. É tenso e objetivamente difícil mas imprescindível. O pai e a mãe devem se coordenar, cada um na sua missão singular, para agirem corretamente. Devem saber que pode haver avanços e retrocessos; estes pertencem à condição humana concreta e são normais.

 

Importa também reconhecer que, por todas as partes, surgem figuras concretas de pais que com sucesso enfrentam as crises, vivem com dignidade, trabalham, cumprem seus deveres, mostram responsabilidade e determinação e desta forma cumprem a função arquetípica e simbólica para com os filhos/filhas. É uma função indispensável para que eles amadureçam e ingressem na vida sem traumas até que se façam eles mesmos pais e mães de si mesmos. É a maturidade.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Da vantagem de ser Bobo ou Esperto

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo. Clarice Lispector

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Meu filho está com dificuldades, o que posso fazer pra ajudar?

Esta é a pergunta mais comum entre pais de crianças que apresentam dificuldades na escola. A primeira coisa a se pensar é que não existe um manual de instruções para a criança. O que é importante saber é que o jeito da criança agir com determinadas coisas é aprendido em suas interações; e, portanto, é possível criar um ambiente que estimule seus estudos e desenvolvimento pessoal. Aqui vão algumas dicas de Zoega et. all. (2004) sobre como fazê-lo: 1º Está claro, para seu filho, quais são seus direitos e deveres? É importante que exista clareza sobre o que são os direitos e deveres de seu filho. Seus direitos são conquistados à medida que cumpre seus deveres, e devem ser respeitados pelos pais. 2º O seu filho possui uma rotina de estudos organizada? É importante que os horários da criança sejam bem organizados e que sua rotina de estudos seja respeitada. Cada tipo de atividade deve ter um horário, e a criança rende mais se estudar antes de se cansar com outras atividades. 3º Existe clareza sobre quais são os limites da criança? É importante que ela aprenda que regras são para serem seguidas, e que o não seguimento, tem como consequência a perda de alguns direitos (como assistir TV, por exemplo). À medida que a criança cresce é importante que ela possa participar do estabelecimento destas regras, o que contribui para desenvolvimento de sua responsabilidade. 4º Você acompanha seu filho em suas atividades? É importante que os pais acompanhem os filhos em suas tarefas, mas sem criar um clima de pressão ou cobrança, mas de incentivo e valorização pelo que ele faz. Se for ajudar, é importante que não fala por ele, mas apenas ajude. 5º Você dá autonomia a seu filho sem deixar de cuidar dele? O incentivo à independência é importante para que a criança torne-se uma pessoa responsável mais tarde. Essa independência deve ser fornecida aos poucos, dosando proteção e autonomia. 6º Você o ajuda a ter um contexto adequado aos estudos? Com mesa e cadeira confortável, poucos movimentos ou barulhos que possam tirar sua atenção, sem fome, sede calor ou frio. 7º Você estabelece interações positivas com seu filho? Embora castigar faça com que, naquele momento, a criança deixe de comportar-se inadequadamente, isto não a ensina a conduta correta. E longe do risco do castigo, se o contexto favorecer, ela voltará a comportar-se inadequadamente. É mais proveitoso que os pais valorizem como puderem o que ela faz de adequado, por mais que esteja apenas cumprindo seu dever. Esse comportamento valorizado tenderá a ocorrer mais vezes. 8º Você demonstra afeto pelo seu filho? Muitos pais não o fazem por não terem tempo, ou tentam suprir com presentes ou coisas do tipo. Se os pais são sempre afetuosos com os filhos é bem mais fácil fazê-los seguir regras com boa vontade. Eles farão o que o pai quer por gostar dele, e não por temê-lo. 9º E você, cumpre com seus deveres? A criança aprende muito mais vendo do que ouvindo. Se o pai cobra dela que ela cumpra regras, compromissos e deveres, mas ele próprio não cumpre dificilmente a criança o fará. 10º Você conversa com seu filho? Apenas interroga, ou simplesmente não conversa? É importante que os pais mostrem-se dispostos a ouvir e ENTENDER o filho. Isto ajuda a encontrar a solução para a maioria dos problemas. Um interrogatório, no entanto, onde apenas o pai pergunta e o filho responde, piora a situação. Dar sermões também diminui as chances de que a criança fale. Coloque-se no lugar da criança. 11º Ajude-a a pensar no que aprende. Ou pelo menos ajudar a criança a encontrar aplicabilidade naquilo que aprende. Conversar com ela sobre o que ela estuda pode ser interessante. 12º Incentive o brincar. Uma criança que brinca tem melhor qualidade de vida, menos estresse e, consequentemente, melhor rendimento. 13º Você se interessa pela vida de seu filho? É importante que seja demonstrado interesse pela vida do filho como um todo, e não apenas pelos resultados que ele apresenta na escola. Isso faz com que a criança sinta-se mais valorizada e, por consequência, se esforce mais. Já parou pra pensar sobre como é que o seu filho aprende? Muita gente com certeza diria que não. A aprendizagem é um processo que, pode-se dizer, inicia-se de fora pra dentro. A criança nasce com um conjunto de características físicas e comportamentais que são comuns a todos os outros seres humanos, e é a partir destas características que ela inicia a sua interação com o mundo. A criança, a princípio, possui apenas movimentos aleatórios. À medida que ela vai experienciando o meio que a cerca, estes movimentos vão gerando certas consequências que, ao se associarem ao contexto no qual ocorrem, passam a controlar as suas ações. Por exemplo: um bebê recém nascido move aleatoriamente o braço. Um belo dia descobre que movendo em certa direção, terá como consequência bater no móbile e fazer um som. Ela aprende então que, na presença do móbile, aquele movimento tem como consequência o “som”, aprendendo, deste modo, a extrair o som do móbile. Se não houvesse a consequência (som), ela não aprenderia a bater no móbile. A mesma coisa acontece com a maioria dos outros comportamentos da criança. O estudar, por exemplo, o que tem como consequência? O reconhecimento dos pais? Mais horas para se divertir a tarde? O direito de jogar videogame? Sim, para que a criança aprenda a estudar, este comportamento precisa ter consequências agradáveis para ela. Esta consequência tem, necessariamente, que ser algo do interesse da criança; ou seja, algo que ela goste. Um detalhe importante é que estas consequências devem ser imediatas; isto é, quanto menor o intervalo de tempo entre o momento em que a criança comportou-se adequadamente e o momento em que a consequência foi apresentada, maiores as chances daquele comportamento ser aprendido. Parece artificial? Sim, mas até que a criança de fato tenha aprendido a estudar, dificilmente este comportamento irá gerar consequências naturais que exerçam controle sobre ele. Com o tempo, o próprio estudar tornar-se-á prazeroso para ela, mas até então, é necessário que os pais contribuam deste modo. Encarar o “estudar” como nada mais do que uma obrigação da criança é um erro. Embora os pais pensem assim, é bobagem querer impor isto ao filho. Pelo contrário, se os pais associarem o “estudar” com broncas, imposição, brigas ou coisas do gênero, estarão apenas contribuindo para que a criança goste cada vez menos de estudar. Se a aprendizagem da criança ocorre assim, de acordo com as consequências que seu comportamento gera no ambiente, culpabilizá-la por não aprender é, então, apenas se fugir da própria responsabilidade. Como dito antes, é certo que nenhuma criança nasce com manual de instruções, mas é possível aprender a lidar com ela e programar condições para que ela desenvolva o gosto e o hábito de estudar. Texto de Esequias Caetano de Almeida Neto – Psicólogo Blog: http://www.comportese.com/

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Às vezes, fazer a PERGUNTA CERTA é a resposta.

Quantos anos você teria se você não soubesse sua idade? O que é pior, cair ou nunca tentar? Se a vida é tão curta, por que a gente gasta tempo fazendo coisas que não gostamos e gostamos de coisas que a gente não gosta de verdade? Quanto tudo estiver dito e feito, você vai ter mais coisas DITAS ao invés de FEITAS? Se você pudesse mudar algo no mundo, o que seria? Você está fazendo o que você acredita ser certo ou você está se adaptando ao que está fazendo? Se a expectativa de vida humana média fosse 40 anos, como você viveria sua vida? A que nível você realmente controlou o rumo que sua vida tomou? Você está mais preocupado em fazer as as coisas DIREITO ou em fazer as coisas CERTAS? Se a felicidade fosse a moeda do país, o que te faria ser rico? Você está almoçando com três pessoas que você respeita e admira bastante. Eles começam a criticar uma pessoa próxima a vocês, mas sem saber que essa pessoa é sua amiga. As críticas são injustificáveis e desagradáveis. O que você faria? SE você pudesse oferecer a um recém nascido apenas um conselho, qual seria? Você já quebrou as regras para salvar alguém? Você já viu insanidade em algo que, mais tarde, virou criatividade? Consegue explicar por que algumas coisas que te fazem feliz não fazem TODOS felizes? Qual é aquela coisa que você não fez mas morre de vontade de fazer? O que está te impedindo? Você está se prendendo a algo que você quer se desfazer? Qual é aquela coisa que você faz diferente da grande maioria das pessoas? Se você tivesse que se mudar para outro estado ou país, qual seria e por quê? Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você clica mais de uma vez nos links? Acha que isso funciona? Você prefere ser uma pessoa normal satisfeita ou um gênio preocupado? Por que você é você? [adoro essa rs] Você tem sido o tipo de amigo que você gostaria de ter como amigo? O que é pior, quando um bom amigo se muda para longe, ou perder contato com um bom amigo que mora próximo de você? Qual é a coisa que você é mais grato? Você prefere perder a memória ou morrer? É possível saber a verdade sem contestá-la antes? Seu maior medo alguma vez se realizou? Você se lembra daquela vez, quando você era bem pequenininho, que você ficou realmente chateado…? Aquilo importa, agora? Qual é sua memória mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial? Em que momento de um passado recente você se sentiu mais vivo e apaixonado pela vida? Se não agora, quando? Se você não concluiu sua meta ainda, o que você tem a perder? Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu andando, sentindo como se você tivesse acabado de ter a melhor conversa de todas? Por que religiões que suportam o amor causam tantas guerras? É possível saber, sem sombra alguma de dúvida, o que é bom e o que é mau? Se você acabasse de ganhar 1 milhão de dólares, você se demitiria? Você preferiria ter menos trabalho para fazer ou mais trabalho que você realmente gostasse de fazer? Você já teve um dia onde sentiu que já viveu o mesmo dia centenas de vezes? Quando foi a última vez que você caminhou em direção à escuridão com apenas um feixe de luz vindo de uma idéia que você acreditava com extrema convicção? Se você soubesse que todas as pessoas morreriam amanhã, quem você visitaria hoje? Você reduziria sua expectativa de vida em 10 anos para ser alguém extremamente atraente ou famoso? Qual a diferença entre existir e viver? Quando é hora de parar de calcular riscos e recompensas e simplesmente seguir adiante pelo que você sabe que é certo? Se nós aprendermos com nossos erros, por que temos tanto medo em errar? O que você faria diferente se soubesse que ninguém te julgaria? Quando foi a última vez que você percebeu o som da sua respiração? O que você ama? Alguma das suas ações recentes expressaram abertamente seu amor? Daqui a 5 anos, você vai lembrar do que você fez ontem? Ou antes de ontem? OU antes de de antes de ontem? Decisões são tomadas a todo momento, inclusive agora. A pergunta é: você esta´fazendo elas por si mesmo ou estão deixando outras pessoas fazerem por você?

domingo, 28 de julho de 2013

Construa com prazer...

Se fosse rápido e fácil as coisas já estariam prontas. Pelo fato de ser difícil e demandar muito tempo, implica que você está fazendo alguma coisa de significação e relevância. Peter Folks O valor de qualquer realização é construido com o tempo e esforço que você coloca dentro dele. Siga em frente, continue construindo e você terá algo de grande valor. Com frequência, você verá que não será fácil manter-se positivamente focado e – em cima disso – os problemas, obstáculos e imprevistos sempre irão aparecer. Claro, seria muito mais fácil não fazer nada. Porém, ao fazer nada, você também apenas só criou nada. Em vez disso, siga em frente e faça o trabalho difícil que tem de ser feito. Com cada esforço, você estará acrescentando mais valores e substância à sua realização. Sinta o prazer e a satisfação à medida que você continua o difícil e compensador trabalho de construir aquela realização. Saiba também que – mesmo que você ainda não o perceba – um precioso valor já está vindo à sua vida.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

10 coisas que deixam feliz....

Como diria a música da propaganda: o que faz você feliz? Viajar? Rever os amigos? Diz uma pesquisa britânica que são as coisas simples da vida. Simples, mas sempre ligadas ao dinheiro. E pra saber quais são essas “coisas”, os pesquisadores entrevistaram 2 mil adultos do Reino Unido. Cada um deles recebeu uma lista de bons acontecimentos e precisou colocar, em ordem de importância, quais eram as mais felizes, aquelas que realmente eram capazes de deixá-los de bom humor. Dá uma olhada nas 10 situações mais votadas: 1. Descobrir 50 reais esquecido no bolso de um casaco – com 59% dos votos 2. Ganhar uma competição que você nem lembrava mais que tinha entrado (tipo um bolão) – 46% 3. Receber um reembolso ou desconto que você nem sabia existir – 41% 4. Economizar dinheiro nas contas de casa – 31% 5. Encontrar um bilhete de loteria premiado de 30 reais – 28% 6. Ir até a loja comprar um produto e descobrir que o preço caiu – 26% 7. Emagrecer 200 gramas – 18% (sério, gente? São só 200 gramas…) 8. Encontrar dinheiro num caixa automático – 13% 9. Não acordar com ressaca depois de encher a cara na noite anterior – 5% 10. Encontrar um assento no trem no caminho para o trabalho – 3% (se for às 8h ou às 18h, em SP, é pra ficar de bom humor mesmo) Só que as pessoas ficam tão felizes com o dinheiro inesperado que nem ligam se não for delas. Na segunda parte do estudo, os pesquisadores fizeram uma parceria com uma lavanderia. Pediram aos funcionários que entregassem 50 reais aos clientes que supostamente haviam encontrado no bolso do paletó. Era mentira, claro, mas ninguém devolveu a nota. De qualquer forma, o segredo da felicidade é ter surpresas positivas. Mas essa lista é dos ingleses – e, provavelmente, os pesquisadores não deram a eles outras opções. Então conta pra gente: o que mais te deixa feliz, que muda seu humor de uma hora para outra? (Via Daily Mail) Crédito da foto: flickr.com/joelwillis

domingo, 14 de julho de 2013

Dórian por Murilo Lense

Dórian
por Murilo Lense

Não foi quando papai morreu que eu descobri que ninguém escapa da morte. Foi algumas semanas depois, quando morreu Dórian, meu peixinho imortal.

Ganhei Dórian de meu pai quando tinha quatro anos. “É um peixinho imortal, filha”, disse. O nome foi ele mesmo quem deu. Falou que era nome de um personagem de livro famoso, belo e imortal como o peixinho. De lá para cá, não posso dizer que tive momentos extraordinários com Dórian. Apesar de bonito, inteiro vermelho e com longas barbatanas, não deixava de ser um peixe, que nadava e comia e só. No entanto, posso dizer que ele sempre esteve lá.

Eu entrei para a primeira série, fiz amigas, odiei garotos, cresci, entrei para a quinta série, comecei a gostar de garotos, fiz inimigas, dei meu primeiro beijo, fui ao meu primeiro show, tive meu primeiro namorado, voltei a odiar alguns garotos, fui para a Disney, me formei depois da oitava série, e Dórian ainda estava lá. Quando eu contava às pessoas, elas não acreditavam. Um peixe ornamental daquela espécie vive em média três anos e pode chegar a, no máximo, oito, se bem cuidado. O meu já tinha mais de dez, e eu nem cuidava assim tão bem dele. “Ele deve ser mesmo imortal” eu pensava.

Dois anos depois, papai fez uma cirurgia complicada no coração e não sobreviveu. Por vários dias eu chorei e, depois disso, para que não cessasse meu pranto, foi Dórian que, em um dia frio, apareceu boiando no aquário. Só então minha mãe me contou toda a verdade.

Não havia existido apenas um Dórian, mas vários. Meu pai trocava o peixinho por outro muito parecido cada vez que parecia abatido, ou se simplesmente já tivesse vários meses de vida. Uma vez, ela contou, o peixe morreu de repente e papai saiu na madrugada atrás de outro, para que eu o encontrasse vívido e exuberante pela manhã. Era assim que ele cumpria o que havia dito, era assim que fazia de Dórian imortal.

Nos anos seguintes, não estava lá meu pai, mas estavam alguns homens tentando se passar por ele. Não foram poucos os namorados que minha mãe, bonita como era, trouxe para casa. Marcos, Fabrício, Daniel, eu nem me lembro.

O tempo vagou. Tomei meu primeiro porre, perdi a virgindade, comecei a fumar, passei no vestibular, beijei uma menina na faculdade, comecei a trabalhar, saí de casa, parei de fumar, me formei. E quem estava lá eram os namorados da minha mãe, constantemente substituídos, sempre gentis, querendo me agradar.

Hoje penso que seria melhor se ela tivesse continuado a trocar apenas o peixinho.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Lí Gostei ....Quem não se lembra das suas férias...

Quem não se lembra das suas férias no quintal de sua casa, no campo, na praia, na casa dos avós, dos tios, dos amiguinhos, quando criança? Brincadeiras das mais variadas, usando a imaginação sempre, bem próprio da criança, claro. Quando me lembro das minhas férias vem o cheirinho da culinária gostosa, do bolinho de chuva preparado por minha mãe, das correrias dentro de casa, das cabanas improvisadas no meio da sala.Lembro também que minha irmã e eu passávamos horas brincando embaixo de uma árvore enorme que ficava em frente a nossa casa.Era uma árvore muito especial para a gente, chamada “Seringueira”, enorme e linda, do tamanho dos nossos sonhos. Agora, adulta, educadora, mãe de um casal de filhos, me vejo com os meus fofos aluninhos, viajando num grande “quintal” de histórias, músicas e brincadeiras. Juntos, somos capazes de desvendar mistérios, desacelerar o passo e, por alguns instantes, parar o tempo. Olhar para o alto e imaginar nuvens de algodão, correr por um “quintal” que é nosso, soltar a voz e cantarolar mais uma canção. Partilhar um piquenique, plantar, colher sonhos, amigos e histórias, que com certeza ficarão guardados por muito tempo na nossa memória. Sempre reforço aos pais, aproveitarem o tempo que têm, mesmo que seja pequenininho, para entrarem nesse lindo”quintal” do imaginário e vivenciarem momentos tão mágicos, durante essas curtas férias, mas que podem se tornar longas e inesquecíveis para os seus preciosos tesouros. Que com eles possam ser príncipes, princesas, fadas, lobo mal e chapéuzinho. Que possam virar crianças, se tranformando em filhinhos, numa rica e divertida inversão de papéis. Brincando, rolando no chão, cantando e dormindo agarradinho. Tem coisa melhor? Entrar no mundo da imaginação com seu filho é permitir que ele se veja em você e você se veja nele. Rosana Raulino

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Namoro maduro

Namorar depois dos 30, 40, 50...
Depois dos 30, 40, 50, o amor já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em cruzamentos.
Já errou, já acertou, já deslizou, Já se arrependeu e, inevitavelmente, o tempo se foi.
Viveu-se o amor, perdeu-se o amor, alguns pelas mãos de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver a dois.
Hoje o nosso olhar em direção ao amor continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, aprendemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento do amor. 
O amor maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar a dois é mais sereno, a cumplicidade existe, o carinho é mais espontâneo, não nos inibimos diante do querer.
A sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum da saudade, que guardamos, de um tempo que não volta mais. 
Namorar na nossa idade é carregar a ternura no olhar. A construção do caminhar a dois é a soma do querer, é o encontro de duas almas aplaudidas por dois corações que dividem a emoção de amar.
O brilho é mais intenso, a vontade de acertar é mais forte. As pequeninas atitudes, os gestos e os detalhes são os alimentos que sustentam este amor.
Viver a dois é a alegria da companhia, do chamego dengoso, dos beijos ainda calientes, dos insinuantes olhares quando o desejo se manifesta e a promessa no olhar de que em todo amanhecer, será o mais belo bom dia entre dois seres que encontraram o amor. Amar nunca é demais.
Feliz daquele que tem um enorme coração, capaz de amar e acima de tudo saber ser amado. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Boa Mãe

"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo..."

Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha... até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar vôos-solo.

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.

Uma batalha interna hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta pra controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.

A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical... A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.

Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeça o ciclo.

O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Esse é o maior desafio e a principal missão.

Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Texto de Marcia Neder

terça-feira, 7 de maio de 2013

Chateações

Tome a decisão de rir dos pequenos problemas e passe a ver cada um deles como uma oportunidade de crescimento; cada pequena chateação que você rapida e bem sucedidamente lidar, irá fortalecer a sua confiança. Tom Baker Quando você permite que pequenos problemas lhe coloque prá baixo, então você passa a dar a eles um poder que irá fatalmente lhe derrotar. Quando você constantemente reclama sobre coisas que realmente não tem tanta importância, você passa a comprometer a sua habilidade de lidar corretamente com as coisas que realmente tem importância. Quando os seus dias são interrompidos por uma chateação inesperada, você tem uma escolha a fazer. Você pode permitir que isso envenene completamente as suas attitudes, ou, irá permitir que isso faça de você uma pessoa mais positiva e determinada. Um dia cheio de pequenas chateações é também um dia rico de oportunidades para um real e duradouro crescimento. Dê as boas vindas a essas oportunidades com um sorriso, porque essas pequenas chateações nada mais são do que preciosas ferramentas que podem lhe levar para uma sólida maturidade. Nélio DaSilva

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ah o AMOR

amor não se implora, não se pede não se espera .. amor se vive ou não. ciúmes é um sentimento inútil e não torna ninguém fiél a você. animais são anjos disfarçados. crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz. as pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. perdoar e esquecer nos torna mais jovens. DEUS inventou o choro pro homem não explodir. não existe comida ruim, existe comida mal temperada. a criatividade caminha junto com a falta de grana. ser autêntico é a melhor e única forma de agradar. amigos de verdade nunca te abandonam. o carinho é a melhor arma contra o ódio. há poesia em toda a criação divina. acreditar, não faz de ninguém um tolo, tolo é quem mente. de tudo, o que fica são as lembranças acerca de suas ações. obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor. o amor quebra barreiras e cura doenças .. e é certo, quem ama, e é muito amado, vive a vida mais alegremente. Arthur da Távola

quinta-feira, 18 de abril de 2013

URGENTE!

URGENTE É uma palavra com que convivemos dia a dia em nossa vida agitada, e da qual perdemos todo o real significado de “prioridade”. URGENTE É a maneira pequena de viver neste mundo, porque no dia em que partimos deixamos pendentes as coisas que verdadeiramente foram urgentes. URGENTE É que você pare um momento na sua agitada vida e se pergunte: Que significado tem tudo isso que faço ? URGENTE É que você seja mais humano e mais irmão. URGENTE É que saiba valorizar o tempo que se tem com uma criança. URGENTE É que veja o nascer do sol, sinta seu calor e agradeça a Deus por tão grandioso presente. URGENTE É que olhe a sua família, seus filhos, sua esposa e a todos que lhe rodeiam e valorize tão grandioso tesouro. URGENTE É que diga às pessoas que lhe são caras o quanto as ama. URGENTE É que você saiba que é filho de Deus, e se dê conta, de que Ele lhe ama e quer lhe ver sorrindo, feliz e cheio de vida ! URGENTE É que você não deixe a vida passar como um sopro e que quando estiver velho, não olhe para trás como quem quer voltar e sinta que já não há mais tempo, porque tudo que fez foi em virtude de seu incessante trabalho e de seu repugnante orgulho, pois ”se esqueceu de VIVER”! Viva intensamente cada segundo e pare para contemplar as belezas da natureza e as criaturas maravilhosas que dela fazem parte. Viva da melhor forma possível, contribuindo com o bem estar de todos que o rodeiam, criando assim um ambiente de paz contínua! Portanto, saiba distinguir o quanto Antes o que é urgente em sua vida. www.rivalcir.com.br www.rivalcir.com

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Lagosta

Autor Texto: Paulo Roberto Gaefke A lagosta vai crescendo e chega em um ponto em que tem que trocar a carcaça que a reveste. Livre dessa couraça, enquanto aguarda a nova “roupa”,fica totalmente vulnerável, mole, enfraquecida. Assim, durante alguns períodos da sua vida, ela vai ficar totalmente dependente do meio em que vive. Engraçado como nós também temos ciclos semelhantes, em determinadas épocas das nossas vidas, sofremos alguns “golpes”, que nos deixam totalmente indefesos, sem resistência. A dor, o ressentimento, a desilusão com algo ou alguém, são sentimentos tão marcantes que nos deixam totalmente perdidos, por um período quevaria de pessoa para pessoa, alguns se recuperam rapidamente e ficam mais fortes, como alagosta quando recebe a nova casca, outros podem demorar uma eternidade… O problema está nesse período em que estamos “trocando de casca”, ficamos vulneráveis demais e isso pode fazer com que um problema mais ou menos simples se transforme em uma tragédia,? é assim com o ciúme, com a decepção com as pessoas,? com? os?relacionamentos que não dão certo, a morte de um ente querido, uma doença inesperada ou de nome difícil, ou mesmo aquela ?escolha da faculdade errada, são situações que podem marcar a ?sua vida por muito tempo. Podemos seguir o exemplo da lagosta, que nesse tempo em que está fragilizada, sem a sua proteção, ela busca de todas as formas se proteger, preocupando-se apenas com a sua sobrevivência,nada mais importa a não ser a sua preservação. Muitas pessoas, quando estão fragilizadas acabam- se preocupando demais com os outros, com o que vão pensar, o que vão falar e descuidam- se de si mesmas, bate aquele desamor que não poderia aparecer em hora pior. Se você está passando pela fase da “troca de casca”,está se sentindo fragilizado, abaixo da linha do chão, a receita é simples: apaixone-se por você, preserve- se, fortaleça-se, espere a nova casca se formar, e saia dessa ainda mais forte. Acredite em você.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher

É a moça da cantiga A mulher da Criação Umas vezes nossa amiga Outras nossa perdição O poder que nos levanta A força que nos faz cair Qual de nós ainda não sabe Que isso tudo te faz... Dona... A mulher convive com este estigma desde sempre. Ora heroína, ora vilã. Ora mãe e amante, ora responsável por todos os males. Ora "mãe de todos os viventes", ora aquela que nos induz ao erro. Quando somos bem-sucedidos, a classificamos como nossa coadjuvante, aquela "grande mulher que vive à sombra, atrás de todo grande homem". Mas quando fracassamos, damos sempre um jeito de acusá-la de ser a protagonista da conspiração que nos derrubou. A dor do parto não foi a única que aumentou desde então. Aumentou também a dor da rejeição, da violência doméstica, do preconceito, da cobrança. Parafraseando Erasmo Carlos, "dizem que mulher é o sexo frágil... que mentira absurda!" Frágeis éramos todos nós quando fomos aconchegados no ventre-refúgio de uma mulher. A todas as mulheres, meu sincero desejo de um Feliz Dia Internacional da Mulher Sérgio Muller

quinta-feira, 7 de março de 2013

Amar não é trocar

Eu estava pensando esses dias sobre o amor que tanto ouvimos falar por aí e parece que virou moda dizer: “Te amo tanto amiga(o)”, “Você é tão preciosa(o) para mim”, “Você é um presente de Deus na minha vida”, e por aí vai. A cada dia tenho descoberto o quanto esse amor que é oferecido é pobre, frio e sem consistência. No fundo, é um amor de trocas, (você me ama, por isso eu te amo) e de muitas cobranças (o mundo gira em redor de mim), ou seja, um amor de segunda categoria… Que tristeza! Amor exige doação, “compreensão”, que parece que saiu de moda hoje em dia. Quem ama de verdade busca desinteressadamente o bem do outro. Sempre será necessário esquecer de si mesmo, e buscar o melhor para aqueles a quem amamos. Às vezes, será sentar com ela e ouvi-la(o) mesmo sendo naquele dia que você pagaria uma fortuna para ficar em silencio e não ouvir ninguém, ou simplesmente, respeitar o seu silêncio… Respeito também não deveria sair de moda.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Falsa imagem

Quando você é real na sua “música” as pessoas percebem e elas sentem a sua autenticidade. Wynonna Judd Um dos mais dolorosos tipos de conflito é também o mais fácil de ser evitado. É o conflito que você tem com você mesmo. Quando a pessoa do lado de dentro está em conflito com a pessoa que está do lado de fora isso suga a sua energia e traz um enorme prejuízo à sua credibilidade. Diante desse cenário, tudo o que você tem a fazer é ser completamente honesto a respeito de quem você realmente é. Abandone a falsa imagem e você irá se livrar de uma grande carga emocional. Pare de fingir. Pare de tentar ser alguém que você não é. Mesmo que você fosse capaz de gerenciar essa falsa imagem, isso não lhe traria absolutamente nada de real valor. O valor real é a pessoa que você realmente é. Não existe a mínima necessidade de viver em conflito consigo mesmo, nem por um minuto sequer. Deixe que a verdade brilhe através de você. Nélio DaSilva

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Iluminando seu dia!

Um pessimista vê dificuldades em cada oportunidade; um otimista vê oportunidades em cada dificuldade. Winston Churchill N os próximos cinco minutos, você pode viver num mais iluminado e positivo mundo. Nos próximos cinco minutos, um dia insípido pode ser transformado num dia cheio de positivas perspectivas. Como isso pode acontecer? Simplesmente por causa de você. Não é necessário muito para trazer um pouco de luz para o seu mundo. Porém, isso pode fazer uma tremenda diferença para todos aqueles que estão ao seu redor. Um sorriso é uma ótima maneira por onde começar. Uma palavra amorosa, um ato de ajuda, uma genuína paciência e boa dose de compreensão trarão uma luminosidade ainda maior ao seu dia. Ilumine o seu mundo apenas um pouquinho mais e essa luz será refletida muito mais do que você imagina. Você não precisa ficar encalhado dentro de um dia que parece não estar indo a lugar nenhum. Invista um pequeno tempo, faça um pequeno esforço, ilumine o seu mundo e você verá como as coisas, muito rapidamente, tomarão uma forma muito mais agradável.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Apaixonar-se

Você já percebeu que quando nos APAIXONAMOS por algo nesta vida, o nosso sentido de viver opera milhões de transformações na gente. Como é bom se APAIXONAR pelo trabalho, pelas novas conquistas, pelos amigos, pelos nossos irmãos, pela nossa(o) amada(o), pelos nossos pais, pelos nossos sonhos de felicidade, pelos nossos filhos, enfim, por tudo… Quando abrimos o coração para o mundo que está em nossa volta, perpetuamos o que há de mais valoroso existe neste universo. O NOSSO AMOR. Aproveite o dia hoje para se apaixonar por algo novo e vibrante. No final do dia você verá que teve a oportunidade de ser um grande pintor, pois uma aquarela de tintas foi colocada em suas mãos e você soube muito bem aproveitar. Fazendo o viver uma arte!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Coisas que Levei Anos Para Aprender

- Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa. - A força mais destrutiva do universo é a fofoca. - Não confunda nunca sua carreira com sua vida. - Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”. - Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”. - Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. - Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. Luís Fernando Veríssimo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A emoção do amor

Quando nasce o amor? Quando estamos carentes e alguém se aproxima com mãos estendidas? Ou quando nos abrimos para a vida e despertamos paixões? Será que existe uma lógica no amor? Somos nós quem decidimos a hora de amar, ou o amor é realmente um laço, um passo para uma armadilha? Se podemos viver o amor, por que nos ausentamos, por que nos decepcionamos tanto e queremos fugir dele? Por que apostamos tanto em alguém, e chegamos ao ponto de transferir nossa felicidade para outras mãos? Será medo da realidade, uma fuga de nós mesmos? Será que é possível viver um amor onde apenas a verdade, e somente a verdade seja a base da relação?. Será que devemos evitar a máscara que colocamos no amor? Será que devemos ser tão realistas e secos para evitar a dor? A dor, o amor, o calor, o desejo, o momento, a vida, uma explosão de todas as cores, de todos os sentidos, se você não se lembra mais, o amor provoca vertigens, espalha fogo por todos os lados, é um querer até sem querer, é uma transformação radical em nosso metabolismo físico, mental e espiritual, quando amamos chegamos mais perto dos anjos… Por isso, se tiver que optar, entre o vazio da razão, por medo de sofrer uma decepção e amargar meu dia, ainda assim, prefiro o risco do amor, que embeleza a vida, dá motivação renovada, e transforma o mundo, as pessoas e as atitudes, deixando tudo mais bonito, leve e eterno. O amor é eterno, mesmo quando dura pouco, a emoção nunca se perde, as pessoas vão, partem, mas fica sempre um perfume de saudade, fica sempre uma recordação gostosa, por isso, amar sempre vale a pena. só os tolos tem medo de amar… (Autoria: Paulo Roberto Gaefke)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

TER UM HOBBY PODE SER MUITO SAUDÁVEL

Você sabia que ter um hobby é um excelente motivo para melhorar sua qualidade de vida? Hobby é um passatempo, algo que você goste de fazer nas horas livres, ou seja, algo que você tenha prazer em fazer. A prática constante do hobby ‘obriga’ o seu cérebro a desligar-se de todos os problemas e preocupações, fazendo com que você relaxe. Estando concentrado em uma atividade que goste, gerará uma sensação deliciosa de bem-estar. Outro fator muito positivo é que o fato de você não estar pensando em seus problemas faz com que seu corpo funcione melhor, aliviando o estresse e melhorando os batimentos cardíacos, a circulação, a digestão, a memória e outras funcionalidades corporais, além de promover ganho emocional, psicológico e, se realizado em grupo, social. Com tantos benefícios, que tal descobrir qual é o seu hobby agora?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Imagine

“Fizeram-nos acreditar que amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que o amor não é accionado, nem chega com hora marcada. Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém na nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável. Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não nos contaram que ninguém nos vai dizer isto. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando estiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém” Imagine todas as pessoas Vivendo para o hoje Imagine não existir países Não é difícil de fazê-lo Nada para matar ou por morrer Imagine todas as pessoas Vivendo em paz Talvez você diga que eu sou um sonhador Mas não sou o único Desejo que um dia você se junte a nós E o mundo, então, será como um só Imagine não existir posses Surpreenderia-me se você conseguisse Inexistir necessidades e fome Uma irmandade humana Imagine todas as pessoas Partilhando o mundo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dia especial.... HOJE!

“Cada dia que vivemos, é uma ocasião especial” Portanto vamos ler mais e dedicar menos tempo na limpeza da casa. Sentar na varanda e admirar a paisagem, sem precisar reparar se tem ou não ervas daninhas no jardim. Passar mais tempo em companhia da minha família e dos meus amigos, e bem menos tempo trabalhando para os outros. Me dei conta que a vida é um conjunto de experiências para serem apreciadas e não sobrevividas. Não guarde quase nada. Uso copos de cristal todos os dias. Visto roupas novas para ir fazer compras no supermercado, se estiver com vontade de vestí-las. Não guardo o melhor frasco de perfume para as festas especiais, mas uso quando quero sentir sua fragrancia. As frases “um dia…” e“um dia destes…”, estão desaparecendo do meu vocabulario. Vamos fazer tudo que temos vontade, hoje… Me chatearia pensar que não escrevi as cartas que queria porque a intenção de escrevé-las era “um dias destes…” Me chatearia e me deixaria ainda mais triste saber que deixei de dizer aos meus irmãos e “filhos”,com suficiente frequencia, o quanto amo todos eles. Agora procuro não retardar, esquecer ou conservar nada mais que poderia acrescentar sorrisos de felicidade e alegria à minha vida. Cada dia que passa, digo para mim mesmo que este é um dia muito especial. Cada dia, cada hora, cada minuto que passa… é especial!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Vida generosa

O que fazemos para nós mesmos, morre conosco; o que fazemos para os outros e para o mundo torna-se imortal. Permita-se ser inspirado, pois assim você estará também se capacitando a ser inspirado. Esteja aberto às críticas e você se colocará numa estratégica posição de aprimoramento. Permita-se ser desafiado e você será automaticamente compelido a crescer muito mais forte. Discipline-se a se manter focado e você estará se recompensando com grandes realizações. O tipo de rosto que você apresenta ao mundo determina o tipo de mundo que você vê e experimenta. Aquilo que você obtém nesta vida está diretamente conectado a como você é, a como você age e pela maneira como você pensa e sente. O mundo exterior é surpreendentemente um espelho exato da sua substância interior. As suas escolhas determinam as suas realidades de ambas maneiras: algumas são óbvias, outras, porém, se apresentam de maneira que você nem pode sequer imaginar. É impossível enganar a vida, portanto, nem tente. Em vez disso, coloque a sua energia e seus esforços numa maneira honesta, autêntica e generosa de viver. As coisas boas que brotam de você são constantemente transformadas em coisas boas e valiosas que voltam para você. Essa é a lei inexorável da vida. Dê e será dado a você! Nélio DaSilva

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Carroça Vazia

Certa manha, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silencio me perguntou: - Alem do cantar dos pássaros, você esta ouvindo mais alguma coisa? Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça. - Isso mesmo, disse meu pai, e uma carroça vazia . Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça esta vazia, se ainda não a vimos? Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia; por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior e o barulho que faz. Tornei-me adulto, e ate hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com groceria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: "Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz..." Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Homem e o Poder

O homem é o animal mais fácil de domar. Ele é facilmente enganado e seduzido por coisas superficiais como a beleza, a fama, o dinheiro, a reputação e o poder. Às vezes parecem tolos e, mesmo que se esforcem, não conseguem enxergar as coisas que acontecem à sua volta. A convivência do homem com o poder acaba lhe proporcionando todas as demais tentações. O requinte atrai a beleza. A escalada rumo a ascensão natural traz a fama que, às vezes, embriaga e proporciona o assédio e a bajulação! Nasce, então, o elogio fácil! O poder alivia mágoas, elimina frustrações, massageia o ego, satisfaz o espírito, dá garantias, segurança, encobre situações e mascara as até então transparentes verdades do homem. Todos os sintomas desse realismo fantástico podem, no entanto, ser medido e constatado quando o poder se vai. Não são muitos os homens que sabem conviver com o fascínio resultante do poder. Em menor quantidade são aqueles que sabem perde-lo! No auge, são poucos os homens que conservam os seus hábitos, as suas amizades e sentam-se à mesa como simples mortais. Felizes desses, porque serão sempre brindados pelos amigos que conquistaram, quando o poder se for. E o poder se vai! Quando o poder se vai, curiosamente vão-se os ‘amigos’ e com eles toda uma legião de oportunistas. Vale lembrar que, na gangorra dessa vida, um dia se sobe e no outro se desce. Essa alternância que a vida estabelece proporciona ao povo conhecer o verdadeiro caráter de um homem que teve o poder nas mãos. Proporciona também, e principalmente, ao homem avaliar as pessoas que vivem ao seu lado e à sua volta. (Ferreira Leite)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Bar ruim é lindo, bicho. - de Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem.) No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. – Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocandoreggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz. Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?). – Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem? do livro As Cem Melhores Crônicas Brasileiras,ed Objetiva e organizado por Joaquim Ferreira dos Santos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Casa ou Lar?

Casa é uma construção de cimento e tijolos. Lar é uma construção de valores e princípios. Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio… Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão. Numa casa criamos e alimentamos problemas. O lar é o centro de resolução de problemas. Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam. Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam. Numa casa desdenha-se dos nossos valores. No lar sonhamos juntos. Numa casa nascem muitas lágrimas. Num lar plantam-se sorrisos. A casa é um nó que oprime, sufoca… O lar é um ninho que aconchega. Se você ainda mora em uma casa, te convido a transformá-la, com urgência, em um lar. Texto de: Abigail Guimarães (inspirada numa reflexão de Alba Magalhães David).

domingo, 6 de janeiro de 2013

Jamais se arrependerás

Jamais se arrependerás Jamais se arrependerás de ter refreado a língua, quando teve. Vontade de dizer o que não convinha ou o que não era verdade. De não ter julgado com severidade os atos alheios, ignorando. A real motivação de cada ser. Jamais se arrependerás de ter perdoado aqueles que te magoaram. De ter cumprido pontualmente suas promessas. Jamais se arrependerás de ter suportado com paciência as faltas alheias. De ter ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos. Jamais se arrependerás de ter pedido perdão pelas faltas cometidas. De ter reparado o mal que causastes. De ter pensado antes de falar. De ter honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes. De ter sido cortês e honesto em tudo e com todos. Jamais se arrependerás de ter ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança. De ter sido capaz de cativar um coração e de ter feito uma amizade verdadeira. De ter oferecido pão a um faminto e consolo a um aflito; De desviar do caminho errado e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que essa possa ser. Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de sua Vida. Pode optar quais posturas que assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida. Você é o senhor de seus passos e o dono de seu futuro. Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história. Por mais que os outros possam atingi-lo, somente os seus próprios atos, suas reações é que definirão os rumos do teu destino. Antes de agir, reflita com ponderação e sabedoria. O arrependimento nas decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira o fará sofrer. Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e alegria. Para o homem de bem não interessa o reconhecimento pelo seu ato, nem gratidões e honrarias. A consciência tranqüila e a certeza de que se fez o melhor e o possível, é o suficiente para apaziguar o coração. Siga sempre pelo caminho do bem, e jamais se arrependerás dessa escolha. Utilize seus talentos, use a iniciativa e dê início aos seus projetos com amor, coragem e dedicação. Esse será o segredo do seu sucesso.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Olhando para frente!

Quero começar esse dia desejando a você um FELIZ 2013! Bom, mas vamos em frente, pois daqui a pouco, querendo ou não, as festas já estarão começando a ser esquecidas. As únicas lembranças delas serão as fotos que tiramos. E por falar nisso, muitos querem esquecer o ano que passou, enquanto outros guardam boas e más recordações do ano que passou. O que vem pela frente ainda é desconhecido. O passado talvez deva ter para nós a mesma função que o espelho retrovisor tem para o automóvel. Quando seguimos com nosso carro em uma autoestrada, muitas vezes encontramos veículos que precisam ser ultrapassados devido à lentidão em que estão na pista. Mas, antes de ultrapassarmos, precisamos dar uma olhada no retrovisor para termos certeza de que a ultrapassagem é segura. O ano que passou talvez traga recordações amargas que dificilmente serão esquecidas, mas precisamos aprender a lidar com elas. Por mais que nos esforcemos, não podemos mudar o passado. Talvez se fizéssemos parte de algum filme de ficção, poderíamos criar uma máquina igual a do antigo seriado de TV “O Túnel do Tempo”, em que os personagens podiam voltar no tempo para ajudar a consertar situações. Mas isso é só ficção. A realidade é que precisamos aprender a usar o passado como uma alavanca que nos impulsiona para frente. Que você tenha grandes expectativas para 2013, e que você baseie seus próximos 365 dias não naquilo que você é capaz de fazer por sua vida. E lembre-se daquela famosa frase, cujo autor não consigo lembrar nesse momento: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A REVOLUÇÃO DO POUQUINHO

*Eduardo Zugaib Motivação é algo subjetivo para muita gente, principalmente quando está sujeita apenas à eventos externos e decisões alheias, fortes o suficiente para nos transformar da noite para o dia em outra pessoa: “Se eu mudasse de emprego, com certeza seria muito mais motivado” ou “se Fulano ou Fulana fizer tal coisa, eu serei mais feliz”. Quando delegamos as nossas possibilidades de crescimento pessoal ao futuro ou às pessoas com quem convivemos, deixamos a nossa capacidade de mobilização no modo “pausa”, correndo o risco de passar uma vida toda esperando a tal da motivação aparecer. A base da automotivação reside na busca de significado naquilo que fazemos. Se não há significado, as relações pessoa-pessoa ou pessoa-trabalho tornam-se frágeis. Senso de propósito não é algo que surge de forma explosiva, mas sim, que se constrói com as pequenas opções que fazemos todos os dias, aos “pouquinhos” sobre os quais temos um poder mais forte de decisão e de controle. O “insight”, que é a visão da mudança, não é a mudança em si, que precisa ser incorporada no dia-a-dia, tornando-se um hábito. É na força do hábito que a curva da mudança ganha força e a revolução acontece. Tomar banho diariamente, por exemplo, é uma mudança que consolidou-se no século passado. Este é o exemplo de um dos pouquinhos que a humanidade incorporou como hábito e que melhorou fatores como a higiene, a saúde, o bem-estar e a autoestima das pessoas. Imagine se hoje optássemos por eliminar o banho diário de nossas vidas. Pensou no estrago? Pense agora em algo que você sabe que precisa mudar, aquela decisão que você considera crucial e no pouquinho que você pode fazer por dia, para caminhar em direção a essa ela. A Visualização é a primeira parte da Revolução do Pouquinho. Na segunda parte, que trata do Compromisso da Continuidade, é onde reside o perigo. Por tratar-se de “pouquinhos” apenas, tendemos a ser autocomplacentes perdoando toda derrapada, como se ela não fosse fazer diferença. E assim fumamos só mais um cigarro, mesmo já tendo decidido parar de fumar. Comemos só mais um bombom da caixa, mesmo já tendo decidido reduzir o açúcar. Nos permitimos perder a cabeça numa situação conflituosa, mesmo já tendo percebido ou sido avisado sobre a necessidade de maneirar a nossa agressividade e por aí vai. Afinal, é só um pouquinho, certo? Sim, o mesmo pouquinho que ajuda, também põe em risco o todo. Nas decisões diárias, pequenas e persistentes, é que a revolução acontece. Os pontos fracos são trabalhados de forma tranquila e serena, tornando a mudança um aprendizado, não apenas um evento. Se uma pessoa que já carrega o rótulo de mal humorada no ambiente de trabalho chega um dia feliz da vida, cumprimentando e distribuindo a todos a simpatia e o afeto que negou-se a fazer até então, o que pensamos? Como a mudança não é um interruptor liga/desliga, atitudes assim geram desconfiança. Aquele mau hábito que temos e que precisamos eliminar, ou o bom hábito que desejamos conquistar e consolidar em nossas vidas, entre eles o hábito da motivação, tornam-se muito mais atingíveis quando optamos pelo pequeno compromisso diário de mudança, cumprindo-o com determinação, sem concessões. No ano que vem por aí, que tal parar de acreditar que a mudança virá a galope ou num bilhete de loteria, após os frágeis compromissos de ano-novo de sempre? Que tal assumir para si mesmo a Revolução do Pouquinho? Melhorando um pouquinho a cada dia, após alguns meses, teremos construído uma verdadeira revolução em nossas vidas. Em 2013, uma feliz revolução pra você! *EDUARDO ZUGAIB é escritor, profissional de comunicação e marketing, professor de pós-graduação, palestrante motivacional e comportamental. Ministra treinamentos nas áreas de Desenvolvimento Humano e Performance Organizacional. www.eduardozugaib.com.br

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal

Natal não é um só: um é o Natal do egoísmo e da tirania, outro é o Natal da abnegação e da humildade; um é o Natal do ódio e do ressentimento, outro é o Natal do perdão e da reconciliação; um é o Natal da inveja e da competição, outro é o Natal de dar e de receber amor; um é o Natal da mansão, outro é o Natal do casebre; um é o Natal do prazer e do amor, outro é o Natal do abuso e da infidelidade; um é o Natal no templo com orquestra e coral, outro é o Natal das prisões e dos hospitais; um é o Natal do shopping e do papai noel, outro é o Natal do presépio e do menino Jesus.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Definição de AVÔ

Redação de uma menina de 8 anos, publicada no Jornal do Cartaxo, em Floripa - SC. Um avô é um homem que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. Os avôs não têm nada para fazer, a não ser estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas nem nas lagartas. Nunca dizem: Some daqui!, Vai dormir!, Agora não!, Vai pro quarto pensar! Normalmente são gordos, mas mesmo assim conseguem abotoar os nossos sapatos. Sabem sempre o que a gente quer. Só eles sabem como ninguém a comida que a gente quer comer. Os avôs usam óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes. Os avôs não precisam ir ao cabeleireiro, pois são carecas ou estão sempre com os cabelos arrumadinhos. Quando nos contam histórias nunca pulam partes e não se importam de contar a mesma história várias vezes. Os avôs são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós. Não são tão fracos como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Todas as pessoas devem fazer o possível para ter um avô, ainda mais se não tiverem televisão. Ana Paula.